Monthly Archives: January 2020

{#19.348.2020}

Mais um domingo aborrecido. Embora domingo seja o dia perfeito para ser aborrecido.

Vou fazendo de conta que não se passa nada quando há coisas a acontecer à minha volta. Quando não sei ou não posso lidar com elas, faço de conta. Sempre. Até porque não são nada que me façam mexer no imediato. Prefiro dar-lhes tempo para se mostrarem por completo para depois então enfrentá-las.

Amanhã voltamos à rotina. Vamos ver no que dá esse tempo que dou ao que vai acontecendo.

{#18.349.2020}

Fugir à rotina do fim de semana. Fazer algo diferente.

Sempre sem me esquecer do que guardo comigo. E que vontade de deixar sair………

{#17.350.2020}

Passo dado novamente. Se foi entendido não sei. Mas muito brevemente terá que ser.

Não posso continuar no limbo. Sou especialista em deixar-me ficar no limbo e nunca nada de positivo veio com isso.

Está na hora. Tem que ser feito, de uma forma ou de outra. Não posso manter cá dentro muito mais tempo o que guardo comigo.

{#16.351.2020}

É tempo de agir. Agora.

Antes que faça asneira.

Está na altura de repetir o passo que não foi entendido. E agora terá que ser entendido.

Depois? Depois não sei. Logo se vê… Mas para já é importante dar novamente esse passo.

{#14.353.2020}

É orgulho o que sinto por alguém que guardo para mim. Foco em objectivos resulta quando se trabalha para isso.

Por outro lado e noutro ponto sei que me vou queimar.

Seja como for, há coisas que me dão algum gozo. Mesmo que não ganhe nada com elas.

{#13.354.2019}

Se eu podia não ser tão Miúda? Podia. Mas gosto-me assim.

Nunca esquecendo que também sou Mulher.

Alinho em brincadeiras facilmente. Muitas vezes acabo por me queimar. Mas mesmo assim prefiro saber e poder brincar do que levar uma vida cinzentona e aborrecida.

Mas tenho sempre medo de ser alvo de brincadeiras em vez de companhia nas ditas. Porque já fui demasiadas vezes alvo e já mereço mais do que isso.

{#12.355.2020}

Procuro calor quando ele escasseia. Seja uma procura na quebra de rotinas, seja uma procura em pessoas.

Encontro mais facilmente quebrando a rotina. Mas há pessoas que procuro sempre. Mesmo que não as encontre por perto.

{#11.356.2020}

Fugir um bocadinho à rotina aborrecida do fim de semana e dedicar alguns minutos a respirar fundo.

Às vezes é preciso.

Só foi pena estar tão perto mas, ao mesmo tempo, tão longe…

{#09.358.2020}

Ainda sem pressa. Porque a lentidão também é importante. Seja para um caracol, seja para mim. Aprendi isso neste meu processo que sempre chamei de cura. Que foi, e é, lento. À velocidade que tem que ser.

Por isso mantenho-me assim: sem pressa. Mas certa de chegar ao destino.

{#08.359.2020}

Vivo sem pressa. Mas mesmo sem pressa quero chegar a algum lado que possa dizer que é o meu lugar.

Muitas vezes estou dependente de factores externos para poder avançar um pouco mais e isso, por vezes, incomoda-me e deixa-me ansiosa. Mas nem sempre posso escapar a esses factores.

Vivo sem pressa. Mas quero muito alcançar algo. Não sei exactamente o quê, mas sei que quero. Saberei quando alcançar, mesmo não sabendo o que é.

Hoje só sei que quero alguma coisa. E até sei o quê, mas não verbalizo. Como se tivesse algum receio. Ou até algum pudor.

Vivo sem pressa. E é sem pressa que mantenho que não tenho tempo para perder Tempo. E há pequenas coisas que para mim não são perda de tempo, são investimento.

Só preciso que me permitam alcançar aquilo em que estou a investir. Sem pressas. Para ambos os lados.

{#07.360.2020}

A morte continua a ser o que mais me incomoda e mais me assusta.

Porque, no final, é sempre a perder.

Como hoje…

{#06.361.2020}

Falar sobre o meu percurso dos últimos anos ainda me é necessário, embora não o faça. Nem com o terapeuta fofinho. Sinto que quem está de fora não iria entender nem o caminho percorrido nem a minha necessidade de falar dele.

Não foi um caminho fácil e hoje sei que estou muito melhor, sempre com receio de voltar a cair a qualquer momento. Mas sinto que é importante falar.

Talvez na próxima consulta semanal pegue no assunto com a única pessoa que entende esta minha necessidade: o próprio do terapeuta fofinho. Tive outras ajudas, é um facto, mas foi muito graças a ele que consegui chegar onde estou hoje. Já lá vão quase 3 anos e meio de acompanhamento semanal que ainda se faz necessário mas que, olhando para trás, me enche de orgulho pelo que foi alcançado pelos dois.

Mas ainda assim sinto necessidade de falar deste percurso, mesmo não me sentindo muito à vontade para o fazer. Não sinto necessidade de falar para me mostrar, sinto apenas que é importante a partilha.

Talvez um dia fale. Se houver quem queira ouvir.

{#04.363.2020}

Trabalhar a auto-imagem. Aumentar a auto-estima.

Trabalho para a semana. Tarefa impossível quando a imagem no espelho me deixa desconfortável.

Também por causa desse desconforto é que acho sempre que não mereço tanta coisa.

É um longo caminho que ainda tem que ser percorrido. E nunca foi o meu forte. Talvez por isso me contente com pequenas coisas, pequenos nadas que me sabem tão bem, achando sempre que é só o que mereço. Mesmo repetindo tantas vezes, em jeito de auto-convencimento, que mereço mais.

No fundo, acho sempre que não, que não mereço muito.

E é preciso contrariar essa crença. E urgentemente.

É-me preciso aumentar a auto-estima. Só não sei como fazê-lo.

{#03.364.2020}

Hábitos que vêm de longe e são para manter: conhecer as palavras dos outros.

Porque nem sempre as minhas me são suficientes.

{#02.365.2020}

Preciso de aprender a defender-me do que me faz menos bem. Trabalho porque preciso e porque a rotina, que durante anos não tive, me faz falta. Mas sinto que a minha saúde mental está a ser testada. E isso não é bom. Nem me faz bem.

É urgente aprender a defender-me. São 8 horas diárias de constante desafio. Preciso de ganhar hábitos de protecção para que possa continuar a corresponder.

Não está a ser fácil…

{#01.366.2020}

Começar o ano sossegada e serena. Tranquila. Há ainda um longo caminho a percorrer, mas será feito com passos firmes e serenos.

O que me lembra que tenho que repetir em breve aquele primeiro passo que não foi entendido. Será repetido o passo, será entregue a mensagem. Com calma e sem certezas de nada, a não ser que me é preciso deitar cá para fora o que guardo comigo.