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Não conto os dias de isolamento imposto, a contagem dos dias pertence ao passado. Sei apenas que já são muitos e que ainda faltam uns quantos até podermos voltar a sair. Mas será uma saída, para já, pouco segura. Longe ainda da normalidade que, se calhar, nunca mais será a mesma. E isso assusta um pouco. Não sou grande adepta da mudança imposta, sou-lhe sempre resistente. Mas acabo por me adaptar, com tempo.

Por outro lado, o isolamento imposto tem-me trazido coisas boas. Tem-me trazido pessoas quando mais preciso delas para uma interacção que me é necessária. Que me ajudam na manutenção de alguma normalidade, mesmo que acompanhada de novidade.

Os últimos dias têm sido curiosos. Têm sido bons porque não me sinto (nem estou) sozinha.

Agora chegam-me desafios. Para desabrochar. Para voltar a ser eu. Nunca deixei de o ser, mas tenho andado esquecida de mim mesma. Meio escondida, com medo.

Vou aceitando os desafios, dentro do que me é possível corresponder. E, só por isso, já estou a ganhar ao que nos isola a todos.

Hei-de voltar a ser eu em pleno. E quando tudo isto for passado hei-de olhar para estes dias com um sorriso. Porque todos os dias ganho mais um bocadinho.

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