Monthly Archives: April 2020

{#101.266.2020}

Mais uma noite mal dormida…e novidades, há?

Perdida no tempo com a constante sensação de que hoje é sábado. Não é. É sexta feira. Feriado. Ainda não é sábado. O fim de semana de três dias sem as rotinas do trabalho ainda agora começou.

Amanhã será melhor. Amanhã tem que ser melhor.

Amanhã é sábado, não hoje.

{#100.267.2020}

Centésimo dia daquele que já é o ano mais estranho. E o meu mapa de equilíbrio não está a funcionar. A ajuda de que preciso tardar a chegar. E a única luz que procuro está longe.

Mas vai melhorar. Não sei quando. Mas vai.

Venham os próximos 100 dias. Muito provavelmente ainda em isolamento e distanciamento social. E outros 100. E todos os outros que faltam para o ano acabar.

{#99.268.2020}

Palavras de ânimo em tempo de pandemia. Enquanto a ajuda não chega, valem-me as palavras que conheço há quase 30 anos e que mesmo depois da data prevista chegam sempre mais do que a tempo.

Berlim aqui tão perto e uma amizade de sempre.

Faltavam-me palavras de ânimo como estas para não descarrilar.

{#97.270.2020}

Mais uma noite mal dormida. Só mais uma de tantas que já conto que já não sei quantas são.

Amanhã será melhor. Amanhã peço ajuda. Só amanhã porque só amanhã posso ter acesso a quem me pode ajudar.

Hoje será mais uma noite que se quer inteira mas que dificilmente será.

Amanhã será melhor. Amanhã volto a pedir ajuda.

{#95.272.2020}

Mais uma noite mal dormida. Para variar.

“Tens que encontrar alguma coisa para te entreteres”, dizem-me duas pessoas tão distintas. Tenho. Tenho mesmo. Já que não posso sair (mesmo que já antes pouco ou nada saísse), tenho que aprender a fazer do meu tempo algo mais positivo. Pode ser que seja agora que desemburro do crochet.

Não posso é continuar a não dormir uma noite inteira. Preciso de ajuda para não acordar a meio da noite. Ou para não acordar demasiado cedo sem necessidade.

Melhores dias virão, claro que sim. Mas para já é com este tempo conturbado que tenho que lidar. E não sei até quando é que vou conseguir manter a minha já escassa sanidade mental.

{#94.273.2020}

Mais um dia. Menos um dia. Mais um dia igual aos outros. Outra vez. E assim vai ser nos próximos tempos.

Se por um lado me é confortável o isolamento por me ser conhecido, por outro lado o facto de ser imposto é-me extremamente desconfortável.

Sei que um dia tudo isto vai passar. Vai melhorar. Vamos voltar às rotinas e hábitos. E vamos reclamar da rotina e dos horários e do trânsito e da falta de tempo.

Mas até lá é preciso coragem para lutar contra o cair novamente no carrossel comboio fantasma que não precisa de moedas chamado Depressão. E é tão fácil voltar a cair.

Tenho medo. Não sei exactamente do que tenho mais medo, se do que se passa no mundo lá fora, se do que a minha cabeça é capaz.

Também por isso faço por não me afastar de quem me é importante, mantendo hábitos e rotinas para ter uma sensação de normalidade.

Só peço que não me deixem cair. Por favor.

“Ninguém larga a mão de ninguém”. Por favor.

{#93.274.2020}

Mais um dia. Menos um dia.

Sem nada a assinalar. E numa luta constante para não descarrilar. Não me apetece retroceder.

E as saudades…? Muitas. Mas não posso pensar nisso agora.

{#92.275.2020}

Ninguém merece acordar às 6h da manhã sem necessidade.

Mais uma noite mal dormida, para juntar a todas as outras que já perdi a conta.

Esperam-se pelo menos mais três meses até regressar à rotina normal…

Acho que até lá vou sobreviver, só não sei muito bem como.