{#172.195.2020}

É altura de algum recolhimento e tempo de lamber as feridas. Já não estão tão abertas como antes, mas ainda existem. E o calendário insiste em trazer-me todas as memórias. E essas sim, estão sempre bem presentes.

Recolho-me o melhor que consigo, quando tudo o que preciso, para além de lamber as feridas, é de presenças de quem sinto falta. Não sendo possível as presenças, recolho-me. Quando só me apetece dizer bem alto “Estou aqui”.

Sobrevivi aos últimos 6 anos. Como assim, já 6 anos? A dor já não é tão forte, mas ainda dói. As feridas já não sangram, mas ainda existem. E as próximas 6 semanas vão ser de teste. Um teste para perceber o grau de cicatrização do que cheguei a acreditar que não tinha cura.

Mas se sobrevivi aos últimos 6 anos, também hei-de sobreviver às próximas 6 semanas.

Volto ao mantra de antes: um dia atrás do outro atrás do um.

Com calma. Sem pressa. Mas sem tempo para perder Tempo.

{comentários}

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.