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6 meses do ano mais estranho de sempre. 3 e meio dos quais em casa.

Estou tão farta disto… E os alarmes começam a tocar.

Não sei como vão ser os próximos tempos, sei apenas que não vão ser fáceis. E isso assusta-me porque não quero dar nenhum passo atrás.

De resto, está-me a faltar tanta coisa. Como aqueles pequenos nada que tantas vezes me aconchegam. Agora nem esses pequenos nadas aparecem. Agora que tanto preciso deles. Como preciso, tanto, de tanta coisa para me manter à tona.

Recuso voltar a descarrilar. Mesmo sabendo que o Verão, especialmente o mês de Julho, é a altura certa para o fazer. Recuso voltar a afundar-me. Mas sozinha não sei até que ponto vou conseguir aguentar. Sei que não estou completamente sozinha. Mas sinto-me hoje tão sozinha como estava há 6 anos, embora nessa altura achasse que não estava.

E como assim, já 6 anos?

Não sei até quando vou aguentar sem quebrar. E já não sei pedir ajuda. Sei apenas que vou precisar.

Ninguém larga a mão de ninguém, pedi eu há 3 meses e meio. Mas é largada que me sinto.

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