Monthly Archives: November 2020

{#332.35.2020}

Finalmente, as férias. Parece que foi ontem que tive férias a última vez e ao mesmo tempo parece que foi há tanto tempo.

Não sei como serão as férias desta vez, nestes novos tempos tudo é estranho e não dá vontade de fazer muita coisa. Uma ida a Lisboa está garantida há meses, mas tirando isso são duas semanas sem planos e sem grandes ideias.

Mas serão 2 semanas longe do computador e do trabalho, e só isso já vale a pena.

Entretanto, mantenho-me a olhar para cima e a recordar-me que não quero voltar a ter os olhos no chão. Quero, isso sim, manter o sorriso que anda adormecido e o olhar sonhador.

Por agora, é tempo de mantas e busca por calor. E se o dia hoje correu bem, amanhã também irá correr.

Como sempre, amanhã será melhor. Nem que seja por já estar de férias.

{#331.36.2020}

Dia dolorosamente lento e longo. Trabalho, apenas, como tem sido sempre nos últimos meses. Sem pressa de voltar a casa porque o trabalho agora acontece em casa. Mas necessidade de ver o tempo passar mais rápido para que cheguem as 18h de sexta feira e, com elas, as férias.

Não sei como vão ser as férias, sei apenas que vão ser longas, mesmo sendo apenas duas semanas. Sem planos e sem nada programado a não ser descansar.

E amanhã, finalmente, é sexta feira. Falta muito para as 18h?

{#330.337.2020}

Começar o dia com pequenos nadas. Um “bom dia” para mim é suficiente e sabe tão bem. Aconchega para o resto do dia.

Mais um dia, menos um dia. E as férias aí à porta. E hoje, ao fim de tantos dias, conseguir terminar o trabalho à hora certa também soube muito bem.

Só falta, agora, dizer “boa noite” e ter uma noite bem dormida.

Amanhã será melhor. Mas se não for, então que seja igual. Já não será mau.

{#329.38.2020}

Hoje não me apetece escrever… Foco-me nas cores depois de mais uma noite muito mal dormida.

Estou cansada. De tanto e de nada. E fisicamente cansada também.

Acredito que amanhã será melhor. Mas quero que esse melhor comece ainda hoje, esta noite. Não aguento muito mais noites tão mal dormidas como as das últimas longas semanas… Meses, já? Já não sei. Só sei que já é muito, demasiado, tempo.

{#328.39.2020}

Em contagem decrescente para as férias. É este o ponto alto dos meus dias ultimamente…

Mais um dia, menos um dia. Sem registo de nada que me leve a reflectir sobre seja o que for.

E, claro, mais uma noite interrompida. E novidades? Pois…

{#326.41.2020}

Acordar, novamente, de madrugada e pensar “bolas, daqui a pouco está o despertador a tocar para ir trabalhar”. E só passado um grande bocado me lembrar que de manhã é sábado…

Até quando vão continuar as noites mal dormidas?

Mais um dia fechada em casa, sem estar autorizada a sair. Amanhã vai ser igual. Sem poder sair de tarde. E as férias quase aí e em tempos tão estranhos.

Tudo é estranho nestes novos tempos que parece que nunca mais vão acabar. Mas um dia as coisas voltam a mudar e, espera-se, para melhor. Até lá tenta-se manter a sanidade mental o melhor que se consegue.

Agora é hora de recolher e aninhar. Amanhã, espera-se, será melhor.

{#325.42.2020}

Sexta feira e novamente uma noite interrompida.

Menos um dia para as férias.

Cansada, muito. Tanto. A precisar muito das férias para tentar organizar o sono.

Mas, para já, dedico-me a mais um fim de semana sem poder sair de casa. Vai ser bom. Vai valer a pena.

{#324.43.2020}

E esta noite dormi sem interrupções. Apenas para acordar convencida que já era sexta feira.

Mas não é… Ainda não é sexta feira…

E os fantasmas de outra vida que continuam a aparecer em forma de músicas que passam numa rádio nacional. Tão estranho… Tão sem sentido… Tão “não quero isto para mim”. Não outra vez.

Coincidências. Seja. Mas daquelas que fazem recuar demasiado no tempo. E fazem reviver experiências que marcaram fundo como cicatrizes na pele.

Não quero pensar muito nisso. Não passa de coincidências.

Por agora recolho-me. Com esperança e desejo de ter uma noite sem interrupções novamente. E acreditando que amanhã será melhor. Até porque amanhã é, de facto, sexta feira. E as férias estão cada vez mais perto. E a música vai continuar a preencher o meu dia. Com ou sem viagens no tempo.

{#323.44.2020}

Realmente cansada das noites interrompidas. Até quando vão continuar? Até quando vou aguentar? Já é demasiado tempo assim, sem uma noite completa… Tanto tempo que já lhe perdi o rasto.

Chega por hoje. Resta-me esperar e acreditar que amanhã será melhor.

{#322.45.2020}

Até quando vou aguentar não dormir uma noite inteira? Mais uma noite mal dormida, interrompida pelo calor e a ansiedade que surgiu depois de acordar sem me deixar voltar a adormecer.

Não é fácil aguentar o dia seguinte. Que é todos os dias.

Mas, mais uma vez, amanhã vai ser melhor. Recolho-me cedo na esperança de só acordar com o som do despertador. Mas sem acreditar muito que seja isso que vai acontecer.

Seja como for, amanhã será melhor. Tem que ser melhor.

{#321.46.2020}

Há 8 meses a trabalhar a partir de casa. Acho que já me habituei demasiado a isto.

Mais uma noite muito mal dormida. Com animação entre as duas e meia e as quatro. Não admira que o dia custe a passar. E ainda hoje é segunda feira.

Mas, como tenho repetido para mim mesma, amanhã será melhor.

Venham os próximos 8 meses em casa. Já estou preparada para eles.

{#320.47.2020}

Pela janela, ver o tempo passar…

Amanhã regressa-se à rotina habitual. Ou à nova rotina dos últimos meses.

Vai ser melhor. Pelo menos estarei ocupada todo o dia. Sem tempo para ver o tempo passar. E com a sensação de que se trata de tempo perdido, mesmo que não o seja.

Estou tão cansada disto, deste novo normal…

{#319.48.2020}

Aborrecida. A ver o tempo passar.

Cansada de tudo isto e dos dias sempre iguais.

Profundamente aborrecida.

E é só.

{#318.49.2020

Sexta feira, dia 13. Dia de azar, dizem uns. Só mais um dia, dizem outros. Mas foi também a uma sexta feira dia 13 que trabalhei a última vez no escritório. 8 meses depois, os dias passaram a ser todos iguais.

Não sinto falta da presença da equipa de trabalho, mas sinto a falta das rotinas. Ganhei outras rotinas, é certo, mas perdi algumas coisas que me estão agora a fazer falta. Como ver a luz do Sol, por exemplo. De manhã e à hora de almoço. Agora não a vejo, a não ser pela janela enquanto trabalho. Mas falta-me o Sol no rosto, na pele. E o Sol ao fim de semana não me é suficiente. Menos ainda quando o fim de semana que agora chega é de confinamento.

Vai ser mais um fim de semana a ver o tempo passar. Que seja, então.

Como sempre, amanhã será melhor. Amanhã ou quando for.

{#317.50.2020}

Faltam 50 dias para acabar o ano. E ainda estamos longe do fim deste novo tempo, tão estranho e difícil.

A que velocidade correm os dias? Correm depressa sem darmos por eles e ao mesmo tempo devagar por não acontecer nada. Já não sei a que velocidade correm os dias, sei sim que estou cansada de dias sempre iguais. E, também, de noites interrompidas que teimam em se repetir.

Tenho saudades do sorriso fácil. Tenho saudades de me rir. Tenho saudades de tanta coisa. E de tanta gente. Mas sempre ouvi dizer que esperar é uma virtude. Por isso, resta-me esperar por dias melhores.

Como sempre, amanhã será melhor. Por agora vou esperando que seja mesmo.

{#316.51.2020}

Olhar para cima, sempre. Procurar luzes que me guiem.

Dia de pequenos nadas. São apenas isso, nada, mas sabem-me bem. Uma pergunta tão simples e tão importante. E que aconchega. Um pouco.

Menos um dia para as férias e o trabalho que hoje fluiu bem.

Mais um dia igual aos outros, portanto.

Falta muito para o fim de semana?

{#315.52.2020}

Mais um dia, menos um dia. Mais um dia de muito trabalho, menos um dia até às férias.

Frio, claro, como se fosse Inverno. E ainda não é.

Sono, por causa de mais uma noite interrompida às 4h30 da manhã. Não sei até quando vou continuar a aguentar estas noites até sentir as consequências.

E o silêncio. Novamente. Ou será antes sempre? Prefiro pequenos nadas a grandes silêncios.

Por hoje chega. Para variar, não há nada a registar. Amanhã será melhor.

{#314.53.2020}

E novidades, há? Nada.

Mais uma noite mal dormida, mais um dia de trabalho muito para lá da hora de saída, mais um dia igual aos outros.

Continuo a dizer: amanhã será melhor.

Posso continuar a acreditar?

{#313.54.2020}

Dia de ir um bocadinho mais longe, enquanto posso. Ir ver o mar, o pôr do Sol. Que já não via há tanto tempo.

Viver um dia de cada vez, um dia atrás do outro atrás do um. Sempre sem nada a acontecer, sem nada a assinalar, sem nada a registar. Não. Hoje registo o pôr do Sol na praia. Não sei quando voltarei a vê-lo assim. Para já não vai ser possível tão cedo.

Temos que aprender a viver nestes novos tempos de forma segura. E temos que aceitar que tem que ser assim. Para evitar males maiores. Mas há sempre quem não entenda nem aceite. Porque ainda há muita gente a achar que o que se passa só acontece aos outros.

Domingo estranho, este. Em que nada aconteceu, acontecendo ainda assim.

Amanhã, novamente a rotina. Novamente a pressão do trabalho. Novamente um dia de cada vez.

E, como sempre, amanhã será melhor.