{#309.58.2020}

Dever de recolhimento domiciliário. E eu saio à rua ao final do dia. O trabalho hoje correu melhor, mas precisei de desligar o chip fora de casa.

Os números assustam. Claro que sim. E faço por não me colocar em risco desnecessário. Mas aqueles breves minutos fora de casa são necessários para manter um pouco a minha sanidade mental. Estar sempre em casa não é fácil e não é bom. E são já muitos meses sempre em casa…

A vontade já não é de sair de casa. Mas imponho-me essa rotina. Mesmo que os dias já estejam mais curtos e cada vez mais frios, pouco apetecíveis para sair.

As noites continuam curtas e mal dormidas. Interrompidas a meio do sono, por breves momentos, é certo, mas interrompidas ainda assim.

O lado positivo? Falta menos um dia para chegar a 15 dias de férias.

E as saudades…sempre as saudades. Quanto a isso, nada a fazer. É sentir e seguir como sempre, de cabeça erguida, como se nada se passasse.

Tudo normal, portanto. Já nem posso dizer que é só casa trabalho, trabalho casa, porque agora o trabalho é em casa. É só casa, ponto.

E eu estou cansada. Há tanto tempo que digo o mesmo, que estou cansada. E não gosto disso. Mas é o que é.

Amanhã logo vejo se saio ao final do dia. Sendo que a vontade de sair de casa é cada vez menor. Só uma coisa me faria querer sair. Mas não vai acontecer.

Será melhor. Todos os dias digo que amanhã será melhor. E é nisso que tenho que acreditar, para que de facto seja melhor. E vai ser.

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