Monthly Archives: January 2021

{#24.342.2021}

O dia acordou cinzento. Mas não frio. Perfeito para sair de casa à hora de almoço e exercer o direito de voto. Que, para além de um direito, é também um dever cívico. Porque quem adormece em democracia pode acordar em ditadura. E isso não pode acontecer.

Longas filas, pouco tempo de espera. Voto deixado em consciência. Num gesto que foi seguro.

Amanhã saberei os resultados finais. Mas os preliminares já são um bocadinho assustadores.

O populismo não vencerá estas eleições, mas mostra resultados que me assustam.

Amanhã. Amanhã volto a pensar nisso. Por hoje posso dizer que fiz a minha parte.

Não passarão. Não aqui.

{#23.343.2021}

Mais um dia a ver o tempo passar. Mas sem stress. O tempo lá fora pede mantas e, mesmo que não pedisse, agora é altura de ficar em casa.

Amanhã hei-de sair, com ou sem chuva. Vou votar para voltar para casa. E continuar a ver o tempo passar.

Agora recolho-me. Estou cansada. De tanto ver o tempo passar.

{#21.345.2021}

Novamente, mais um dia, menos um dia. Sempre igual, o que não é de todo mau.

Trabalho, sempre, sem a preocupação de cumprir com os horários dos transportes públicos e a incerteza do trânsito em dias de chuva. Trabalho em casa não é mau.

Amanhã não precisa de ser melhor, basta ser igual para já estar a ser melhor.

{#20.346.2021}

Mais um dia, menos um dia.

E menos uma preocupação.

Que venha agora a chuva que afasta o frio extremo. Já não há paciência para o frio.

De resto, mais um dia igual aos outros. Amanhã, novamente, será melhor. E os dias cada vez maiores.

{#19.347.2021}

O frio. Ainda o frio. Estou cansada do frio.

E cansada dos dias sempre iguais, fazendo por ter pedaços de dia um pouquinho diferente todos os dias, mesmo mantendo os hábitos de todos os dias. Confuso? Talvez.

Na verdade não me chateia muito estar em casa há 10 meses. Mesmo que os dias sejam sempre iguais. Já não sinto falta das interacções que me faltavam no início desta aventura de trabalhar em casa. Fazem-me falta outras coisas que nada têm a ver com o trabalho ou com o ir trabalhar.

Mas o frio…o frio é que está a ser difícil de lidar. Falta muito para a Primavera? Dois meses, eu sei. Que podem ser muito longos. E frio ainda agora chegou.

Mas sei que vou sobreviver a mais este Inverno. Devagarinho, mas hei-de sobreviver.

{#18.348.2021}

Os dias estão assustadores… E sim, eu tenho medo.

Não está a ser fácil lidar com tudo isto. Por isso agarro-me a tudo o que possa aligeirar todo este medo. Toda esta ansiedade.

Vai correr tudo bem. Assim o digo, assim o espero.

Por agora, procuro uma luz de presença que me acompanhe na falta de pirilampos.

Amanhã será melhor. E vai correr tudo bem.

{#17.349.2020}

Domingo, dia de ver o tempo passar quentinha debaixo das mantas. Hoje, Sol só o que a janela me permite ver. E assim será até sabe-se lá quando.

Amanhã, regresso à rotina. Um dia será melhor. E pode ser já amanhã.

{#16.350.2021}

É tempo de confinamento geral imposto. E eu entendo a necessidade e aceito que assim seja. Está demasiado assustador lá fora…

Mas hoje quebrei esse confinamento. Tinha programado sair de casa apenas por uns minutos, o suficiente para fumar um cigarro enquanto apanhasse um pouco de Sol no jardim aqui ao pé de casa. Mas esses poucos minutos transformaram-se numa hora e o jardim transformou-se em praia.

Não via o Sol há quase um mês, não via o mar desde o final do Verão. Não sei quando voltarei a vê-los porque o confinamento é para cumprir. Mas hoje não. Hoje foi urgente cumprir uma necessidade de me afastar um pouco de casa e sentir o Sol, ouvir o mar. Estou demasiado isolada há 10 meses. Foram poucas as vezes que saí do meu bairro. Quase não saio de casa.

Amanhã volto a ficar em casa. Hoje não pude evitar sair. Sinto-me culpada, sei que não devia ter saído. Mas também sei que o risco foi extremamente baixo por não me cruzar com quase ninguém. Não é justo para quem está a passar momentos complicados com esta pandemia. Mas não deu para ser de outra forma.

Amanhã volto a ficar em casa. Sem previsão de voltar a sair, até porque o café habitual está fechado e o único que insiste em se manter aberto é onde me recuso a entrar.

Acredito que antes do final do próximo mês o confinamento não será levantado. Por isso não me arrependo de ter saído hoje, sabendo que não volto a sair tão cedo.

Estou cansada. Estamos todos. Vai ser um longo ano até ao regresso lento daquilo que tínhamos antes. Mas é necessário achatar a curva, é necessário tentar ao máximo evitar que os números continuem num aumento quase descontrolado.

Amanhã será melhor. Seja esse amanhã quando for. Hoje foi dia de ver o Sol e o mar. Amanhã será dia apenas de ver o tempo passar.

{#15.351.2021}

Um dia escrevo para ti. E digo-te bom dia baixinho num sorriso ainda ensonado de quem acabou de acordar ao teu lado.

Escrevo para ti e conto-te o que sonhei nessa noite em que te tive sempre ao meu lado. E rimos os dois porque os sonhos são sempre estranhos e tantas vezes risíveis.

Escrevo para ti e de dedos entrelaçados seguimos o dia inteiro. Mesmo que o trabalho nos separe durante algumas horas, os dedos não se largam, permanecem entrelaçados até ao momento do abraço de regresso a casa ao final do dia.

Um dia escrevo para ti. E digo boa noite baixinho num sorriso ensonado enquanto me enrosco em ti para uma noite tranquila.

Um dia escrevo para ti. E conto-te a vontade de fazer destas palavras algo real.

Hoje apenas escrevo. Para ti. Ao longe. De longe. Sabendo que te quero perto.

{#14.352.2021}

Último café na rua antes do novo confinamento. Não saía de casa há uma semana, não sei quando voltarei a sair.

Ficam-me a faltar todos aqueles com quem queria estar. Não são muitos, mas existem. E fazem-me falta. Uns mais que outros, claro, mas todos me são alguma coisa que trago cá dentro.

Mas há um em especial que me fica a faltar… Muito.

Venha de lá então o novo confinamento. Para quem está em casa desde meados de Março, não vai ser muito diferente. Daqui a umas semanas voltamos a poder sair, quem sabe se nessa altura não estou com quem me faz falta…

{#13.353.2021}

Dias a ficarem maiores e eu a vê-los da janela.

Novo confinamento a começar agora, a terminar não se sabe muito bem quando. Mas que é necessário e urgente.

Continuo com saudades do Sol. Quem sabe se no fim de semana não rompo com o confinamento e o vou ver e sentir, nem que seja por 5 minutos…

Mantém-se o frio. Muito. E intenso. E a minha hipocondría continua a manifestar-se.

São dias estranhos, estes. Mas são os que há.

Amanhã, dizem, já será melhor no que diz respeito ao frio. Amanhã, digo, será melhor em tudo o resto. É só uma questão de acreditar. Mas pelo menos sei que o dia, amanhã, já será um bocadinho maior. E só por isso será melhor.

{#12.354.2021}

Dia do Meu Dois. 8 anos a espalhar charme e alguma confusão por onde passa. Espalha brasas, fala barato. Bem disposto com momentos de algum mau feitio. Giro que dói.

Já não se agarra às minhas pernas. Já não está sempre onde estou. Já não me pega na mão para ir com ele para todo o lado.

Está crescido. Muito senhor do seu nariz.

Mas será sempre o Meu Dois, um dos dois homens da minha vida.

Parabéns, Pipoca.

{#11.355.2021}

Do que sinto mais falta ultimamente? Do Sol. De apanhar Sol. De sentir o Sol no rosto, mesmo com o frio que tem feito.

A minha janela só recebe Sol ao final do dia lá para Maio. Ainda falta tanto tempo para lá chegar.

{#10.356.2021}

Mais um dia, menos um dia. De muito frio e de ver o tempo passar. Debaixo das mantas, claro.

Amanhã, o regresso à rotina. E a continuação do frio. Será melhor. Vai ter que ser melhor.

{#09.357.2021}

Dia de ver o tempo passar debaixo das mantas. O frio não dá vontade para muito mais.

Amanhã não sei se será melhor, mas será no mínimo igual: novamente muito frio. Novamente debaixo das mantas.

{#08.358.2021}

Ainda o frio. Claro que ainda o frio. Que faz com que não me sinta bem e desperta a hipocondríaca que há em mim.

Vai correr tudo bem. São ainda muitos dias até este frio imenso passar, mas vai correr tudo bem. E a hipocondríaca que há em mim vai ter que se acalmar.

Hoje não tive coragem ou sequer vontade de sair de casa depois do trabalho como costumo fazer. Tudo por causa do frio. Não devo sair no fim de semana também, embora tenha vontade de apanhar um pouco de Sol. Mas não tenho vontade do frio.

Não sei quando volto a sair. Vem aí novo confinamento que não deve tardar a começar e sair de casa vai ser coisa que não vai acontecer tão cedo. Até poder voltar a sair vou ter que aprender a lidar com a ansiedade do frio. Porque do que sinto mesmo falta é do Sol. E de calor qb, daquele calor que aconchega sem sufocar.

Está demasiado frio. A minha casa é demasiado fria. É uma combinação perigosa. Mas é com ela que agora tenho que lidar.

Vai correr tudo bem. Também ao frio vou sobreviver e, espera-se, sem danos de maior. Até lá, vou guardando as saudades do Sol.

{#07.359.2021}

Ainda o frio. Não há muito mais tema que este. Frio do árctico, dizem. Frio demais, digo eu. Nem em casa se está bem.

Falta muito para a Primavera?

{#06.360.2021}

Já aqui disse que não me dou bem com o frio? Pois…mas ainda vou ter que aguentar mais uns dias de tortura.

Mesmo assim, com tanto frio, obrigo-me a sair para um café ao fim do dia. Quando o que me apetecia era um vinho quente depois do jantar. Mas está demasiado frio para sair tão tarde. E falta também a companhia certa.

Amanhã será melhor. Quem sabe se um bocadinho menos frio.

{#05.361.2021}

Janeiro é, claro, o mês mais frio do ano. É por isso normal que as temperaturas desçam, como desceram nos últimos dias. E parece que vão continuar muito baixas ainda durante longos dias. Vai ser doloroso, como já está a ser.

Mas Janeiro traz também dias já um bocadinho maiores. E hoje já vi bem a diferença: às 18h10m ainda não era totalmente de noite. E isso lembra-me que o frio não vai durar para sempre.

Custa-me muito o frio. Não me sinto bem. Mas é preciso respirar fundo e com calma e aquecer-me o melhor que consigo. Os dias estão a ficar maiores e o frio-muito-frio vai acabar por passar. É um facto que o Inverno é doloroso, mas também acaba por passar.

E é disso que não me posso esquecer. Ou então não sobrevivo ao Inverno.