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Dia de ver o tempo passar, novamente. Mantas, sofá e televisão, com gata ao colo, em modo preguiça.

E lembrar-me de onde estava há dois anos a esta hora. Ainda à espera, claro, mas uma espera que valeu a pena. Porque estas esperas valem sempre a pena. Porque depois da espera veio o jantar num espaço onde gostava, um dia, de voltar. E depois do jantar, o passeio à beira do rio, a conversa, a partilha, o vinho quente, a descoberta.

E a confirmação que sou totó. E perto de algumas pessoas ainda sou. Muito totó. Mesmo depois de me expor.

Enfim. Não vale a pena lembrar dessa noite. Que foi bonita. E em que, mais uma vez, o meu gut feeling vibrou bem alto.

Quem sabe um dia, quando for possível o regresso a uma espécie de normalidade, esse jantar se repita. Ali ou noutro local. Com novos passeios, novas partilhas que ainda hoje existem, com novas descobertas.

Até lá, vou vendo o tempo passar porque não é possível muito mais que isso.

Hoje, mais um dia igual aos outros, a ver o tempo passar. Mantas, sofá e televisão, gata ao colo e muita preguiça. E saudades de quem não pode estar perto.

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