Monthly Archives: April 2021

{#110.256.2021}

Estou cansada de estar cansada. E cansada de me repetir ao dizer que os dias passam iguais, sem História e sem estórias.

Mas não há muito que possa fazer para mudar o cenário actual. É aguentar e aprender a gerir.

Acredito que um dia as coisas vão mudar. Não sei é quando. E só peço que não demore muito tempo.

Até lá, vou vendo o tempo passar.

{#109.257.2021}

Cansada de me sentir sozinha. Mesmo sabendo que, na realidade, não estou completamente sozinha. Mas é assim que me sinto. E isso cansa.

Vai passar. Quando tudo melhorar, vai acabar por passar. Até lá vou gerindo.

{#108.258.2021}

Para além de olhar para cima, também é importante olhar para fora. Mesmo que o que esteja lá fora possa parecer assustador. E eu às vezes esqueço-me de olhar para fora, de tão focada que estou em não voltar a olhar para o chão.

Lá fora está o que pode vir. De bom ou mau, é lá fora que tenho que procurar o que aí vem. Não posso só olhar para cima ou para dentro. Olho para fora e aguardo o que vier.

Estou apreensiva, claro, porque não sei o que me espera nem o que pode vir aí. Nunca sabemos, na verdade. Mas quando se tem alguma estabilidade fica mais fácil lidar com o que chega. E neste momento não tenho essa estabilidade. Para além de apreensiva, também posso dizer que estou assustada. Claro que sim.

Fazem-me falta as rotinas impostas pelo trabalho e a estabilidade que isso me proporciona. E neste momento não há perspectivas de futuro. Não há perspectivas de melhoria. E essa falta de perspectivas e rotinas é o que me assusta neste momento.

Estou insegura. E preocupada. Apreensiva e assustada. Gostava de acreditar que de facto as coisas vão mudar e melhorar, mas cada dia que passa me é mais difícil acreditar. E ainda agora isto começou…

{#107.259.2021}

Depois de mais uma noite interrompida, sair de casa custa. Mas tenho que me obrigar a sair. Desentorpecer as pernas, mexer-me um bocadinho, apanhar Sol, apanhar ar.

E hoje soube-me sair, ainda que a custo, ao final da tarde. Voltei a olhar para cima e recordei o tempo em que dizia que queria ser árvore. Há muito tempo que não o dizia. Tenho andado esquecida.

Amanhã vou obrigar-me a sair novamente. Seja a noite interrompida ou não. Tenho que sair e fazer algo diferente para que não seja mais um dia igual aos outros.

{#106.260.2021}

Palavras sobre o dia de hoje para quê? Foi só mais um dia igual aos outros… E já cansa que seja assim.

Mas vai melhorar. Em breve, espero.

{#105.261.2021}

Ainda não percebi se o facto de eu esperar sempre, seja para o que for, é defeito ou feitio. Mas a verdade é que espero sempre. Desde o primeiro dia.

A espera nunca tem sido em vão, acaba sempre por chegar o que espero. Mas tenho que aprender a não esperar tanto. Como hoje. Esperei e só há-de chegar alguma coisa amanhã. Na melhor das hipóteses.

Mas sim, espero. Já faz parte. Não sei se é bom ou mau, mas já faz parte.

Amanhã logo se vê. E, chegando alguma coisa amanhã, vai resultar em nova espera. Como sempre.

Pelo menos enquanto espero estou entretida e esqueço por momentos o aborrecimento que têm sido os meus dias ultimamente. Hoje não foi excepção. Mais um dia igual aos outros, vazio, sem História e sem estórias.

Amanhã será melhor. Com espera ou sem ela, vai ter que ser melhor.

{#104.262.2021}

Que história vou ter para contar destes tempos conturbados? Nenhuma. Porque os dias são dias sem História ou estórias, sempre iguais, sem um propósito ou objectivo.

Não podem continuar assim. Não por muito tempo, não pode ser.

Mas por muito que procure, não encontro nada que seja adequado. Já não peço ideal, porque ideal era continuar onde estava e como estava. Não sendo possível, já só procuro algo que se adeque a mim e à minha experiência.

Portanto, hoje foi mais um dia igual aos outros. Vazio. Solitário. Cinzento. E de chuva.

{#103.263.2021}

Mais um dia de ver o tempo passar. É pela janela que o vou vendo. E é uma enorme perda de tempo. E eu não tenho tempo para perder Tempo.

E estou a perdê-lo. Podia estar a trabalhar. Devia estar a trabalhar. E ainda não encaixei bem que foram 4 anos ao ar porque, devido à pandemia, o volume de trabalho caiu. Muito. E eu ainda não encaixei essa nova realidade, apesar de estar já há praticamente 1 mês sem trabalhar. Férias forçadas, foi assim que vi esse tempo. Férias cujo último dia foi ontem. Hoje, oficialmente, fui mais um número a engrossar as estatísticas.

Não sei estar sem nada para fazer. E é assim que tenho estado. E não gosto… Não me faz bem nenhum e já começo a sentir os estragos. Para já ainda ligeiros, mas já se fazem sentir.

Começa agora a busca oficial por algo novo. Busca essa que já começou há algum tempo e que não tem dado frutos porque não encontro nada na minha área. E mesmo noutras áreas está muito complicado…

Enfim… Não posso desanimar, eu sei. Mas não vejo perspectivas nenhumas. E não sei até quando vou aguentar estar sem rotinas e sem nada para fazer.

Estou cansada. De perder tempo. E eu não tenho tempo para perder Tempo…

{#102.264.2021}

Percebi hoje que não sei estar sem nada para fazer. São já muitos dias sem trabalhar, quase um mês, e tem sido um desafio para mim.

Quando trabalhava por conta própria, é verdade que não trabalhava todos os dias, mas tinha sempre alguma coisa para fazer. Geria os meus horários e havia sempre alguma coisa para fazer. Havia objectivos.

Neste momento não há nada… Nem o que fazer, nem objectivos. E não está a ser fácil.

Mesmo nas férias era normal ao fim de pouco tempo começar a estar saturada de não fazer muita coisa. Mas aí era coisa rápida de passar, o tempo era contado e havia uma rotina à qual voltar. Agora não há…

É urgente encontrar um novo rumo. É urgente criar um objectivo.

Ou a minha cabeça não vai aguentar muito tempo…

{#101.265.2021}

Os Domingos são, por norma, dias aborrecidos.

O de hoje não foi excepção. Mantas, sofá e televisão. E muita moleza.

Amanhã será melhor. Vai ter que ser melhor. Estou cansada de dias aborrecidos e sempre iguais. Tenho que fazer alguma coisa para mudar esse registo.

{#100.266.2021}

Dia 100 do ano 2021. Parece que foi ontem que começou.

Sábado. Mais um dia profundamente aborrecido. Sem qualquer História ou algumas estórias para contar. Resumindo, mais um dia igual aos outros, especialmente igual aos das últimas semanas.

Estou cansada disto. Preciso de novas rotinas rapidamente. Para poder chegar ao fim de semana e perceber que, mesmo sem História ou estórias, o fim de semana é diferente dos outros dias.

Vamos ver se a proposta avança. Seria interessante até arranjar um novo emprego. Pelo menos iria ocupar-me os dias e, especialmente, a cabeça. E é a cabeça que me está a preocupar. Não posso ficar muito tempo sem trabalhar, por todos os motivos, obviamente, mas também por causa da minha cabeça que não é fácil de manter sã, muito pelo contrário.

A ver vamos.

Amanhã é domingo. Pode ser que seja um bocadinho diferente. Duvido que seja, mas mantenho a esperança. Estou cansada de dias aborrecidos.

{#99.267.2021}

Um dia bom. Uma protecção extra e essencial que chega. Só por isso foi um dia bom.

Amanhã também será.

{#98.268.2021}

Gosto de propostas que me levam a sair da zona de conforto. E hoje chegou uma para me ajudar, pelo menos, a manter-me ocupada até encontrar um emprego.

E veio como um pequeno nada, mais um, que mais uma vez me aconchega.

Vamos ver. Vai ser bom. Vai correr bem. E vai valer a pena. Por tudo.

Para já, vou mantendo a nova rotina de quem não tem muito o que fazer. Idas até à praia para obrigar o corpo a mexer são essenciais neste momento. Também servem para limpar a cabeça.

Vai ser giro. Ou, no mínimo, interessante. E vai correr bem.

{#96.270.2021}

É bom saber que não estou sozinha, que não estou sem vigilância. É importante esse acompanhamento que me permite falar de tudo e dizer “tenho medo”. E receber do outro lado o espaço que preciso para interiorizar e racionalizar esse medo. Receber dicas de como o enfrentar e o que fazer para lutar contra o medo.

É importante ter alguém que nos ajude nas questões da saúde mental. E eu tenho o terapeuta fofinho há quase 5 anos e não dispenso nem por nada. Todas as semanas, sem excepção, tenho o meu tempo e o meu espaço para falar de tudo o que quiser, de tudo o que me incomoda e até do que me aconchega. Ou não falar de nada se não me apetecer.

Estar sem vigilância neste momento seria um risco enorme. Porque me é muito fácil, ainda, descarrilar e resvalar para a depressão que não sei se alguma vez tem cura. E tenho medo que não tenha cura, de facto. Porque desde sempre tive que lidar com ela e volta e meia lá estava ela de novo.

É bom saber que tenho vigilância. Sei que, se for preciso, basta uma palavra para ter ajuda. Seja a que dia for, a que horas for, a que momento for. E essa vigilância traz-me segurança. E eu preciso de segurança. Já basta a minha própria insegurança para me fazer tremer de tempos a tempos.

Não procuro nada sem vigilância. Todos os passos que dou são vigiados porque partilhados. E analisados porque assim quero que seja. Porque, lá está, me traz segurança.

E é tudo o que preciso neste momento: a segurança que não tenho e a vigilância da minha saúde mental. Por mim. Para o meu bem. Para conseguir estar bem e poder enfrentar o inferno que a minha cabeça consegue ser.

{#95.271.2021}

Dia de sair do bairro, ir a Lisboa.

E a hipocondria em alta…

Não vai ser nada. Mas e se for? A ansiedade sobe de nível quando começam as dúvidas e as incertezas. E vem o medo. Claro, o medo.

É uma bola de neve, tudo isto. E, claro, quando começa assim só termina comigo a sentir-me mal.

Eu, hipocondríaca, me confesso: tenho medo.

Mas não é por isso que deixo de olhar para cima. Posso condicionar algumas coisas, mas não volto a olhar para o chão. Já o prometi a mim mesma muitas vezes, outras tantas já tive que me recordar: não tirar os olhos do chão não é opção. Por muito que o medo me condicione, não posso deixar de olhar para cima.

E amanhã vou voltar a olhar para cima, como olhei hoje. Com medo ou sem ele, vou sempre olhar para cima. E encontrar a luz que me vai guiar nesta fase que me assusta em tantos aspectos diferentes. E é essa luz que me vai nivelar a ansiedade e acalmar a hipocondria.

Amanhã será melhor. E o céu vai, de novo, estar azul. E é para ele que vou olhar.

{#94.272.2021}

Domingo. Aquele dia que, já de si, não tem muito a dizer.

Hoje sem suspiros de adolescente. Apenas mais um dia igual aos outros. Manta, sofá e televisão.

Já são demasiados dias iguais. Amanhã será certamente diferente, até porque é dia de sair do bairro e ir até Lisboa. E só por isso será melhor.

Ainda estou em registo de férias. Forçadas, mas férias. Ainda tenho que esperar mais uns dias até fazer, oficialmente, parte das estatísticas. Mas nem por isso vou ficar de braços cruzados, embora o que vejo por aí quando procuro trabalho seja sempre fora da minha área.

Enfim. Um dia de cada vez. Amanhã vai ser melhor. Vai ser bom. Vai ser diferente.

Novamente, para não me esquecer: um dia de cada vez.

{#93.273.2021}

Sair da zona de conforto e aceder a participar, ainda que à distância e de forma anónima, em algo que não é a minha praia pode trazer coisas boas. Nem que seja mais um pequeno nada que nem foi intencional. Mas ouvir uma voz conhecida foi o suficiente para me fazer sentir bem.

E é tão bom ouvir… Quando não se pode ver, ouvir é importante. Sei que essa voz não me era directamente dirigida, mas senti quase como se fosse. E soube muito bem.

Se calhar devia deixar-me destas coisas. Pareço uma adolescente. Mas também já o tenho sido noutras ocasiões, porque não sê-lo mais uma vez?

No fundo, nem sei ser de outra forma. Porque me deixo levar pelo que sinto, sempre, seja bom ou mau. Mas desta vez é bom. Por isso, porque não ser um bocadinho adolescente? Não faz mal a ninguém, nem mesmo a mim.

Ouvir… Foi o que me bastou para saber que sim, é isso mesmo que eu quero. E quero ouvir tantas vezes a mesma voz. Mas dirigida a mim, directamente.

Sair da zona de conforto… Ir até zonas que se conhece muito pouco. Mas ir porque até faz sentido ir. E terminar em paz. Mas com uma vontade ainda maior de voltar a ouvir aquela voz.

Tão adolescente… Mas assumo que o sou. E é bonito ser assim. É genuíno. E só isso já é tão bom.

Enfim. Há que voltar a ser adulta. Guardando sempre o que sinto comigo, mesmo já o tendo partilhado com quem tinha que partilhar.

Voltarei, sempre, a sair da zona de conforto se me fizer sentido como fez ontem. E se for possível voltar a fazer parte de algo maior do que eu, então lá estarei de novo. Adulta ou adolescente, não importa. Porque serei sempre eu. Tal como sou.

E aquela voz… Sempre aquela voz. Aquela voz e eu…

Enfim…

{#92.274.2021}

Novamente, um dia aborrecido. Igual aos outros. Sem História e sem estórias.

Novamente, sair de casa porque ficar sempre fechada em casa não me faz bem nenhum, ainda que a vontade de sair seja cada vez menor.

Sem rumo, sem norte. Sem saber muito bem o que fazer para lutar contra isto.

Mas não estou sem vigilância. Não me sinto 100% segura, mesmo com vigilância. Porque é muito fácil voltar a cair, especialmente agora, sem rumo.

Vai melhorar. Meteu-se agora o fim de semana de 3 dias, mas vai melhorar. Não vai ter grande História ou sequer estórias, vai ser só mais um conjunto de dias aborrecidos. Mas vai ser bom. Vai correr tudo bem. Não pode ser de outra forma.

Amanhã será melhor…

{#91.275.2021}

Dia aborrecido. Como são todos os dias ultimamente.

Vai ser um longo caminho à espera de uma mudança para melhor…