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Sair da zona de conforto e aceder a participar, ainda que à distância e de forma anónima, em algo que não é a minha praia pode trazer coisas boas. Nem que seja mais um pequeno nada que nem foi intencional. Mas ouvir uma voz conhecida foi o suficiente para me fazer sentir bem.

E é tão bom ouvir… Quando não se pode ver, ouvir é importante. Sei que essa voz não me era directamente dirigida, mas senti quase como se fosse. E soube muito bem.

Se calhar devia deixar-me destas coisas. Pareço uma adolescente. Mas também já o tenho sido noutras ocasiões, porque não sê-lo mais uma vez?

No fundo, nem sei ser de outra forma. Porque me deixo levar pelo que sinto, sempre, seja bom ou mau. Mas desta vez é bom. Por isso, porque não ser um bocadinho adolescente? Não faz mal a ninguém, nem mesmo a mim.

Ouvir… Foi o que me bastou para saber que sim, é isso mesmo que eu quero. E quero ouvir tantas vezes a mesma voz. Mas dirigida a mim, directamente.

Sair da zona de conforto… Ir até zonas que se conhece muito pouco. Mas ir porque até faz sentido ir. E terminar em paz. Mas com uma vontade ainda maior de voltar a ouvir aquela voz.

Tão adolescente… Mas assumo que o sou. E é bonito ser assim. É genuíno. E só isso já é tão bom.

Enfim. Há que voltar a ser adulta. Guardando sempre o que sinto comigo, mesmo já o tendo partilhado com quem tinha que partilhar.

Voltarei, sempre, a sair da zona de conforto se me fizer sentido como fez ontem. E se for possível voltar a fazer parte de algo maior do que eu, então lá estarei de novo. Adulta ou adolescente, não importa. Porque serei sempre eu. Tal como sou.

E aquela voz… Sempre aquela voz. Aquela voz e eu…

Enfim…

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