Daily Archives: 11/01/2022

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Terça feira e nunca mais é sábado…

Ando cansada, por nada mais do que as noites interrompidas. Sono o dia todo e o trabalho que se faz a partir de casa da mesma forma que se faz no escritório. E novamente a ideia de não querer voltar ao escritório tão cedo. Pelo menos até ter a dose de reforço da vacina, para me sentir mais segura ao enfrentar os transportes públicos. Da maneira que as coisas andam lá fora, só me sinto segura em casa. Mesmo sabendo que a rotina diária de ir para o trabalho me faz falta. Mas não lhe sinto a falta agora, não agora. Não neste momento.

Numa outra nota, novamente o orgulho. Ou ainda o orgulho. Nada meu, nada que tenha a haver comigo (nem remotamente!), mas o orgulho. E a confirmação de que há coisas sobre as quais não posso falar com toda a gente. Se no sábado tive uma conversa de raparigas em que tive todo o apoio, como já sabia que tinha, hoje numa outra conversa também de raparigas tive contacto com os antípodas. Que também já sabia que era assim, mas que me magoa cada vez que se repete e me confirma o que já sei.

Não interessa. O que trago comigo cá dentro, comigo e em mim, é bonito. E o que há, e que é o que é, também não é mau. É uma amizade desinteressada, sem duplos significados, sem outras intenções que não apenas a amizade. E isso é bom. E foi a melhor coisa que me podia ter acontecido e realmente aconteceu nos últimos anos.

Se tiver que acontecer mais alguma coisa, acontece. E acredito que o tempo irá acabar por dar razão ao meu gut feeling. Há coisas que levam o seu tempo. E eu não me importo de esperar. Porque também não consigo fazer de conta que não existe e seguir em frente. Não sei funcionar assim. Não sei desligar o que sinto. E o que sinto sabe-me bem e, mais importante, faz-me bem.

Mas magoa-me quem acha que “é uma parvoíce”…

Enfim. Amanhã será mais um dia em que o que trago comigo, cá dentro, em mim se vai manifestar de alguma maneira e será bom na mesma. Se um dia deixar de sentir o que sinto, vou ter pena. Muita. Mas por agora mantenho-me firme. Porque, mais uma vez o digo, é bom o que sinto. E faz-me bem. E é bonito.

Sim, amanhã será mais um dia bom e bonito. E eu vou continuar a sorrir aquele sorriso ao canto da boca e com brilhozinho nos olhos. Mesmo que haja quem me diga que “é uma parvoíce”…