{#14.352.2022}

Adolescente aos 44. Tal e qual. Sem tirar nem pôr. Mas, desta vez, sem lágrimas. Porque, felizmente, não há motivo para lágrimas. Nem pode haver. Porque o outro lado também não é causador de lágrimas e acredito que também não as queira causar. Acredito que é melhor que isso. Já sei que é bom por natureza, por isso não acredito que seja causador de lágrimas.

Mas eu? Adolescente, sempre. Seja com as borboletas na barriga, seja na troca de mensagens escritas, seja no diálogo de viva voz. Como hoje. Risinho adolescente, claro. Nem podia ser de outra forma. A diferença? Um diálogo de iniciativa minha, em jeito adolescente de fazer acontecer.

Se me arrependo? Nada. Mas, claro, soube a pouco. Não voltará a acontecer, pelo menos não da mesma forma, tão cedo. Nem tão cedo, nem tão tarde. Simplesmente não voltará a acontecer. Não assim. De forma adolescente.

Mas custa-me o silêncio. E precisei de o quebrar de alguma forma. Agora? Sei que está bem, e isso é o que é importante. Porque era só o que precisava de saber.

Mas adolescente aos 44. Sempre.

Um dia cresço.

{comentários}

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.