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Dar uma oportunidade à vida. Aceitar o que a vida me dá.

Mas e quando o que a vida me dá é muito, quase demasiado, de uma forma absolutamente inesperada? Assusta. Muito.

Conheço as regras do jogo. Mas não sei se consigo jogar. Sei que não existe um prémio no final do jogo, mas o que me está a ser oferecido assim parece. Um prémio, uma recompensa. Ou será apenas uma troca? Não sei. E não sei se gosto de todas as regras.

Sei, sim, que está tudo a ficar demasiado pessoal. Quando não era suposto, começa-se a entrar em campos demasiado pessoais e sensíveis. E o que sinto sobre isso é tudo menos pacífico e claro. Estou confusa, muito confusa. Com vontade de dizer sim, já o tendo dito. Com vontade de esperar. Com vontade nem eu sei de quê.

Sei que uma tempestade perfeita mexe com muita coisa. Nunca pensei que mexesse com tanto. Só tenho medo, muito medo, do potencial de destruição que uma tempestade perfeita pode trazer.

O porto de abrigo? É só isso mesmo, um sítio de protecção. Mas que não leva a lado nenhum. E também ele, a outro nível, tem potencial destrutivo pela estagnação.

Enfim…nunca pensei estar onde estou hoje. E não sei mesmo se quero avançar ou recuar. Não sei mesmo. E é isso que me está a incomodar e a consumir. Porque uma tempestade perfeita tem tudo para correr mal.

Mas não pode…

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