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Domingo com sabor a Domingo? Mais ou menos…

De manhã, a consulta semanal com o terapeuta fofinho. Almoço com os sobrinhos. Descansar um bocadinho entre a consulta e o almoço, depois de ter acordado duas horas antes do despertador tocar. Ganhar coragem para me dedicar ao estudo…

Conseguir terminar um capítulo monótono, daqueles cheios de alíneas, que são demasiadas até para as contar, de um assunto que tenho que ficar a conhecer mas que me vai servir de zero.

De manhã, um retorno que surpreende apesar de ter sido eu a quebrar o silêncio. Surpreende apenas pela iniciativa de, mais uma vez, me falar num jantar que tarda em acontecer. Mas já não espero ou antecipo. Só quando estiver de facto marcado é que as borboletas na barriga se devem manifestar. Por agora é só mais uma promessa. E eu não acredito em promessas embora cumpra as minhas. Mas é o retorno possível de um porto de abrigo que não leva a lado nenhum…

E a ausência da tempestade perfeita. Que não incomoda mas, percebo agora, gera alguma ansiedade. Ansiedade que não tem razão de existir porque não existem borboletas na barriga neste caso. Mas existe, sempre e em qualquer caso, o medo da rejeição. Que aqui não faz sentido, a menos, claro, que se tenha uma perturbação de personalidade borderline. E eu tenho. E, mesmo não acreditando em promessas, neste caso há muitas. E planos que não faço, não quero fazer, mas que estão a ser feitos por mim sobre algo que me é sensível e é maior do que eu. E muito maior do que um simples jantar…

Enfim…o fim de semana terminou e eu continuo cansada. Vai ser uma longa semana outra vez. Mas vai ser boa. Porque eu quero que o seja. E é isso que importa.

O resto? O retorno ou as ausências? O porto de abrigo ou a tempestade perfeita? São o que são e não posso permitir que me condicionem.

A vida segue. E eu estou a dar uma oportunidade à vida. Vamos ver como corre…

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