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Sexta feira. À noite. Sem necessidade de ligar o despertador para amanhã. Aquele momento por que eu tanto esperei esta semana.

Muito cansada. Comecei a semana assim, cansada. À terça feira já estava exausta. Como não estar cansada à sexta depois disso?

A semana, ainda assim, passou a correr. Tão a correr que agora mesmo cheguei a pensar, enquanto escrevia, que não podia ser sexta, de certeza que ainda era quinta… Mas não, é mesmo sexta feira e amanhã o despertador não toca. Sei que o mais certo vai ser acordar cedo, como tem vindo a ser hábito ao sábado. Vou acordar com fome, claro. Mas depois de tomar o pequeno almoço volto para a cama. Está prometido a mim mesma.

Planos para o fim de semana? Descansar o mais possível. Estudar o que conseguir. Ficar em casa porque sim e porque não me apetece ir a lado nenhum. Fazer do Sábado, o dia mais aborrecido da semana, um Sábado de recuperação. Porque preciso, muito, de descansar…ou não vou aguentar.

Afasto-me um bocadinho. A tempestade perfeita e o porto de abrigo podem esperar. Seja como for, não vai fazer diferença. Tanto num caso como no outro.

A distância pode ser tramada, porque leva a que a ausência tenha outro sabor. Leva à dúvida, à insegurança. A minha insegurança, claro. Quando nem devia haver lugar para ela. Não quando as regras do jogo são claras. Mas a insegurança alimenta-se da ausência. Tanto num caso como no outro. E não devia. Eu já devia saber lidar melhor com ausências. Mas não sei, continuo a não saber.

E a distância…uma mais perto, a outra realmente longe. Uma que facilmente podia ser quebrada, e aposto que quebro a distância longínqua mais depressa. Lá está, promessas. Daquelas que não passam de palavras que não são sentidas. Daquelas em que já não acredito há muito tempo. Mais depressa se aproxima a tempestade perfeita que vem de longe do que se faz presente o porto de abrigo que está tão perto.

Enfim. É o que é. Sei que mereço mais que as ausências e as distâncias. Mas gosto que aconteçam, é sinal de que existem. São reais. E dão algum sentido aos meus dias que são apenas de trabalho e não deviam.

Muito, muito cansada. Não posso, quando estou assim, pensar muito. Porque o muito transforma-se em demasiado. E eu sou naturalmente uma overthinker. Cansada consigo ser ainda pior. Mas desligar o chip não é fácil. E por isso mesmo para hoje já não espero nada…ou, pelo menos, é o que repito para mim mesma enquanto continuo à espera de uma presença que encurte a distância.

Mas, pelo adiantado da hora, o melhor mesmo é já não esperar nada e ir dormir. Porque o sono é muito e preciso tanto de o fazer.

Mas não quero…quero esperar “só mais um bocadinho”. Para nada, já sei. Mas espero mais um bocadinho.

Amanhã? Logo se vê. Mas a prioridade é descansar. O mais possível. Amanhã a prioridade sou eu.

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