{#157.209.2022}

Segunda feira e ainda não foi hoje que chorei.

E a ansiedade a instalar-se em força. Porque amanhã está mesmo aí a chegar. Já há hora. Já há menu. Só não há coragem. Minha. Porque tenho a sensação de se estar a encerrar um ciclo de forma muito similar ao seu início. E é por isso que a ansiedade está já presente.

Não quero um fim. Porque não tem que ser um fim. Não pode ser um fim. Mas sinto-o como tal. E quero tanto estar errada nisto…

O trabalho ajuda a manter a cabeça ocupada. Hoje foi dia de ficar mais uma hora e ainda de estudar depois do jantar para o exame. E também isso me está a provocar ansiedade. E eu não tinha saudades nenhumas deste desconforto da ansiedade. O ar que não entra. Nem sai. E toda a somatização que a ansiedade traz é muito mais do que desconfortável. É simplesmente algo horrível, especialmente quando já não nos lembramos de como se controla esse bicho.

Mas a ansiedade do exame ainda tem tempo para evoluir para algo mais tranquilo. Já a ansiedade por amanhã não tem tempo para acalmar. Não tem tempo para ser controlada de outra forma que não à base de químicos. Seja, então.

Amanhã vai ser um dia muito longo. E vai ser difícil de conseguir acalmar a ansiedade. Já hoje a falta de paciência esteve presente. Amanhã logo se vê.

Por agora tento desligar, não pensar, não sentir. Enquanto isso espero pelo efeito dos químicos para acalmar a ansiedade e diminuir a somatização.

Amanhã só não quero chorar. Tive uma semana inteira para o fazer. Não pode ser amanhã que vai acontecer. Dê por onde der, não vai poder acontecer. E é disso, também, que tenho medo.

Na verdade, para amanhã tenho medo de muita coisa. Tanta coisa que não sei por onde começar a riscar aquilo de que não preciso de ter medo.

Sinto sempre tudo intensamente. O bom e o mau. E assim como tenho sentido de forma intensa o bom destes 4 anos e meio, agora também sinto intensamente esta coisa que aconteceu e me deixou neste estado que não sei descrever de outra forma que não seja profundamente deprimida. Triste. Dorida. Perdida.

Enfim…vamos ver como corre o dia amanhã. Mas especialmente como corre a noite…

Felizmente sei que não estou sozinha. E que basta um sinal para ter quem me dê a mão. E isso diz-me que suportar tudo isto vai ser mais fácil. Principalmente por não estar sozinha e por ter quem não me deixe cair.

Amanhã. Vai correr bem. Vai ter que correr bem.

Logo se vê…

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