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Quinta feira e o feriado que finalmente tive. Hoje não consegui estudar. Precisei de descansar e de ter tempo para mim. E percebi que, quando não tenho a cabeça ocupada, ainda me dói. Muito. Ao ponto de me fazer doer o corpo todo. Como se o meu problema fosse físico, como se tivesse sido espancada. Afinal, foi um murro no estômago. E, por muito que seja uma imagem metafórica, foi real e doeu. Dói.

Continuo à espera de uma abertura de agenda. Há 7 dias numa semana. 30 ou 31 dias num mês. Só não quero relembrar que há 365 dias num ano. Só quero uma data livre. Porque é preciso conversar. Para evitar perder mais do que já perdi.

Continuo a não chorar… E isso não é bom. Tenho vontade, mas a apatia instalada não deixa que caia uma única lágrima. E, já sei, quando cair a primeira, vai doer muito…

Não queria nada disto. Não queria, nem quero, o caminho que está a tomar. Mas não depende só de mim. E, por não depender só de mim, a ansiedade aumenta e a distância também… E eu não quero a distância. Sei que ainda tenho que aceitar o que aconteceu, mas também preciso de aceitar e entender o porquê de ter acontecido como aconteceu. E é por isso que preciso de conversar.

Quando existe uma amizade que se preza é preciso fazer tudo para a manter, desde que seja sincera. Mas, neste momento, parece que o esforço parte só de mim. E isso também aparenta dizer tanto. Mas que tem que ser conversado para evitar mal entendidos, como também sei que podem acontecer…

Amanhã relembro que há uma agenda que precisa ser consultada. E relembro (e explico) que há uma conversa que é necessária. Hoje fiz o que tinha que fazer, fiz a minha parte.

Se continuo zangada? Sim. Enquanto não houver essa conversa, continuarei zangada. Porque não quero perder uma amizade, muito menos desta forma. Não quero perder um amigo…

Não quero…

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