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Domingo que começou com uma aproximação que teve retorno. Ao contrário dos últimos dias. Mas que continua sem uma resposta a uma pergunta tão simples.

Domingo dorido. Consulta de manhã, como sempre acontece aos Domingos e que tem sido tão necessária nas últimas três semanas. Onde falo, questiono, digo tudo o que sinto. E onde vou filtrando o que posso e o que não posso dizer quando chegar a altura. Ou pelo menos a forma como o farei.

Manter um canal de comunicação aberto. Não quero eu outra coisa. Mas cada vez parece mais um canal unidireccional, uma vez que só eu faço um esforço para que a comunicação se mantenha. Mas sei que não fui eu a primeira a dizer que esperava que as coisas não mudassem muito. Porque, disse-me, há amizades que são para manter.

Novamente, de manhã, a pergunta. Que irei manter até ter resposta. Seja ela qual for, vai ter que haver uma resposta. Porque também não fui eu quem sugeriu um jantar para conversarmos. Nem foi por minha causa que, já por duas vezes, esse jantar foi desmarcado. Não quis, ele, chamar desmarcado mas sim adiado. Da primeira vez foi, de facto, adiado. Mas da segunda parece que foi mesmo desmarcado. Porque, até ver, não há uma nova data.

E a bola de neve vai aumentando. E era tão fácil de a travar. Eu não quero ser um problema para ninguém, nem para mim mesma. E neste momento estou a ser um problema para mim. Porque o corpo manifesta já fisicamente o que sinto cá dentro e que teima em não ser resolvido. A ansiedade que aumenta todos os dias um bocadinho, as dores no corpo, a indisposição, as náuseas. A somatização, no fundo.

Era tão fácil parar isto. Nada que uma simples conversa não resolva. Mas é uma conversa que não sai. Tenho noção que poderá ser desconfortável para o outro lado. Mas também não é confortável para mim. E a cada dia que passa se torna ainda mais desconfortável.

Não quero, para mim, o papel da que insiste. Mas não vejo outra forma de resolver este problema. E estou cansada. Tão cansada…

Um dia vai ter que haver essa conversa. E é bom que aconteça rapidamente. Porque eu não estou bem e a tendência está a ser piorar a cada dia. E não quero voltar para aquele lugar onde já estive. Mas é para aí que estou a voltar…

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