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Busy hands quiet the mind. E é disso que eu preciso agora. Nem que para isso fique, como fiquei, com bolhas nos dedos. De tanto queimar fios, queimo-me a mim também. De alguma forma, disfarça a outra dor que sinto…

Se é saudável? Não, não é. Se é intencional? Não. É resultado de um pedido de ajuda ao qual não soube dizer que não. Quando quem precisa de ajuda também sou eu. Ajudo no que posso, como posso. Queimo-me porque o trabalho assim o dita. Mas dói menos queimar os dedos do que um murro no estômago…

…que ainda dói e que me roubou o sorriso e a vontade de sorrir.

Amanhã continuarei a queimar os dedos. E, pelos vistos, continuarei também a falar sozinha. Como hoje. E eu não gosto de falar sozinha…

Mas falar sozinha é algo a que terei de me habituar, pelos vistos. E entretanto vou contando os dias até à próxima terça feira, já sem saber muito bem que hoje é quarta pensando que ainda é terça e logo a seguir sexta. Ando perdida nos dias, novamente. Não é bom sinal, mas não é nada que me admire. Porque, na verdade, é perdida que me sinto. É perdida que estou. Um dia volto a encontrar-me.

E, de repente, volto a não saber que dia é hoje…

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