Daily Archives: 02/07/2022

{#183.183.2022}

As árvores, depois da poda, ficam inicialmente mais fracas, mais desprotegidas, mais frágeis. Mas essa poda é necessária para que se fortaleçam e continuem a abrigar as tantas vidas que acolhem.

Comigo passa-se o mesmo. É preciso passar pela poda, deixar cair o que está a mais, aparentar estar mais frágil e vulnerável para continuar a crescer forte.

Foi isso que aconteceu no último mês. Foi uma espécie de poda. Se por um lado perdi uma tempestade perfeita que desapareceu tão depressa como apareceu, por outro lado reforcei o porto de abrigo que cheguei a pensar ter perdido mas que faz questão de se manter por perto e assegurar o seu papel.

A poda pode ser um processo violento e doloroso. E foi. Não pelo afastamento da tempestade perfeita, mas pelo abalo do porto de abrigo. Se doeu? Muito. Mas também faz parte do processo de fortalecimento e crescimento. Hoje, ao contrário do que pensava que estaria e estava há uns dias, estou bem.

Há coisas que sei e que confirmei e que guardo para mim. E são essas coisas que me fazem estar bem. Porque, mais uma vez, o meu gut feeling não me enganou. Sei o que sei. E sei que pode demorar, mas mais uma vez irei dar razão ao meu gut feeling.

Não, não tenho dúvidas do que sei e do que confirmei. Agora é dar tempo ao tempo. E, se não chorei nestas últimas semanas, não vai ser agora que vou chorar. Já não faz sentido haver lágrimas. Já o sorriso faz todo o sentido. Mesmo com a máscara, o sorriso estará cá. E também no olhar.

Sempre disse que quando crescer quero ser uma árvore. E agora já reconheço o processo de poda. Já sei que é doloroso e violento. Mas sei, também, que é para meu bem, para me proteger e fortalecer.

Se vai ficar tudo bem? Já está tudo bem. E só isso importa. Fica tudo como estava. E como estava era muito bom. E por isso mesmo vai continuar a ser. E é só isso que importa.