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28 anos depois de 1994 ou 27 minutos ao telefone. Uma coisa não está directamente ligada com a outra. Mas, de certa forma, está.

Começou ontem à noite, com o ritual nocturno. Em que disse que tinha algo para perguntar, mas não perguntei. Retorno pela manhã. Disponibilidade para falarmos. E iniciativa para um telefonema. Que chegou quando eu finalmente fiquei disponível.

Nunca pensei que fosse um telefonema de 27 minutos. Em que se falou de tudo não falando de nada. A minha pergunta ficou por fazer, mas passei a mensagem de que irei fazê-la e vou querer resposta. Mas, com ou sem pergunta, valeu pela conversa e pelos 27 minutos. E, mais uma vez, a certeza de que devíamos conversar mais vezes.

Soube bem. Deu lugar a uma espécie de partilha de momentos meus, da minha história, coisa que, apercebo-me agora, nunca tinha acontecido. Do outro lado sim, várias partilhas de vários momentos. Mas, por algum motivo, em quase 5 anos foram muito poucas as partilhas de mim sobre mim. Mas hoje foi diferente. E soube bem essa partilha.

Amanhã pergunto o que quero saber. Hoje não há ritual nocturno. Sei que não vou ter resposta porque a disponibilidade é pouca. Prefiro deixar para amanhã. Para também ter mais algum tempo para pensar como colocar a questão.

Seja qual for a resposta, será atendida. O importante é não deixar nada por dizer nem permitir que os filmes na minha cabeça tomem conta de mim.

Por hoje, valeram os 27 minutos e a viagem a 1994. Tanto uma coisa como outra são coisas que ninguém me tira.

E isso é tão bom.

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