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Dia que começou cedo, inteiramente dedicado a tomar conta de mim. Análises feitas, primeiro exame idem. À tarde, dentista. Aproveitar os últimos dias de férias para tratar do mais importante: eu.

Devia tratar de mim mais vezes. Olhar por mim. Tomar conta de mim. Tudo o resto é menos importante que eu neste momento. Também o devia ser noutro momento qualquer. Mas tenho tendência a esquecer-me de mim. Os outros primeiro, sempre.

Não pode ser. Não pode continuar a ser.

Mesmo que os outros se resumam a um simples retorno. Que, quando não acontece, como hoje, me deixam a questionar tudo sobre mim.

Um dia deixo de procurar esse retorno. Já esteve mais longe de acontecer. Mas ainda o procuro, sabendo que não me leva a lado nenhum.

Pergunto-me, muitas vezes, o que é que ainda espero, sabendo que está claro o que vem dali. Já foi falado, já ficou esclarecido e estabelecido que dali não vem mais do que uma simples amizade. Que também é importante. Também é bom. Mas não é o que eu queria…

Moving on

Afastar-me? Talvez. Talvez seja esse o caminho, o próximo passo. Não sei… Mas tenho medo que, ao afastar-me, a amizade se perca pelo caminho. E não quero isso. Talvez seja por isso que mantenho a procura por retorno, mesmo que ele não aconteça.

Um dia talvez tudo isto comece a fazer sentido…porque, neste momento, nada parece fazer sentido.

E isso custa, especialmente quando trago comigo, cá dentro, em mim algo bonito que devia ser partilhado e entregue a quem, infelizmente, não quer receber.

Enfim. É encolher os ombros, sorrir e acenar. Amanhã, ainda de férias, será melhor.

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