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Fim de mais um ciclo de 365 dias. O oitavo. E tento que não me afecte. Tanto. Mas ainda dói.

O tempo tem ajudado. Sempre é verdade quando dizem para dar tempo ao tempo, que alivia. Não se esquece, não deixa de doer, mas atenua.

Ainda me lembro desta noite há 8 anos. Ainda me lembro de tudo, na verdade. E hoje só quero esquecer. E, também por querer esquecer, peço que me enviem coisas bonitas. Como, por exemplo, fotografias de um céu estrelado. Se vou receber? Tenho as minhas dúvidas. Mas o pedido foi feito e foi bem recebido. Vamos ver se vou ter esse retorno.

Hoje, como nos últimos anos nesta data, preciso de coisas boas, bonitas. E amanhã, já sei, será reviver tudo ao minuto. E vou precisar, novamente, de coisas boas, bonitas. Nem que sejam palavras apenas.

Hoje foi uma manhã dedicada a tratar de outro lado meu. Aquele que tantas vezes tenho esquecido. Mas que também merece atenção. E, mais uma vez, a certeza de que o trabalho é todo meu para ficar em paz e equilíbrio.

Amanhã, felizmente, é dia de consulta com o terapeuta fofinho. Vou poder, junto com ele, revisitar aquele dia, depois de já termos juntos visitado aquele lugar que pretendo esquecer.

Hoje? Por muito que me sinta cansada não quero ir para a cama. Não quero dar espaço à minha cabeça para navegar pela memória. Memória que, já sei, é assustadora. Porque se lembra de tudo. De todos os pormenores…

E eis que chega a resposta ao meu pedido. Um céu estrelado…

Amanhã? Logo se vê como será. Por hoje, e pelo que acaba de chegar, já me dou por contente…

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