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Quinta feira. Não necessariamente um dia fácil. Focado no trabalho, como sempre, mas também com foco no calendário.

O pai que não soube nem quis ser. Cinquenta anos hoje. Não necessariamente mais maduro. De certeza não mais adulto. E, de certeza, sem memória. Enquanto eu não me esqueço. De nada. E às vezes preferia não ter esta memória assustadora. Há coisas – e pessoas, porque não? – que preferia não recordar. Mas recordo. E não quero…

Retorno matinal. E uma pergunta em jeito de resposta, “e tu?”. Já percebi, entretanto, que foi uma pergunta por perguntar, provavelmente ainda nem foi lida a resposta. E, mesmo que tenha sido lida, não houve interesse. Por isso, pergunto eu: para quê perguntar?

Não sei. Um dia deixo de procurar retorno. Porque é vazio. Não é isso que quero. Nunca foi.

Trabalho atrás de trabalho atrás de trabalho atrás de trabalho. São estes os meus dias. Quando queria mais do que apenas isso. Mas não…é só isso. Ir ao café depois do trabalho, especialmente quando saio mais tarde depois de entrar mais cedo, é o meu momento. De tempo para mim. E no fundo não é nada. Quando, sei, podia ser algo mais. Podia ter algum significado. Algum sentido.

Sim, sinto-me desanimada. Talvez seja só cansaço. Ou talvez seja só frustração. Um dia melhora. Mas hoje ainda não é o dia…

Amanhã? Sexta feira. Tem tudo para ser melhor. Logo se vê.

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