Daily Archives: 03/09/2022

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Sábado. Dia de ronha e preguiça no sofá neste dia que é o mais aborrecido da semana. Pôr o sono em dia, portanto, mesmo tendo acordado cedo depois de mais uma noite interrompida. Foi um dia sem História ou histórias. Mas dias como o de hoje também são importantes e necessários.

E ainda ou mais uma vez o silêncio e a ausência. Cada vez mais acredito que a minha presença não é importante para quem eu queria por perto. Por isso, faço presente também a minha ausência. Um dia será sentida. Ou não…

Se tenho saudades? Tenho. Se tenho vontade de tomar a iniciativa? Muita. Mas não o faço. Sei o meu lugar na lista de prioridades. Lá muito para baixo. Por isso decidi não impôr a minha presença a quem não questiona a minha ausência.

Se dói? Claro que sim. Mas, e aprendi a detestar esta frase, é o que é.

Não me esqueço, no entanto, de tudo o que foi dito. Há dois anos e meio ou há pouco mais de três meses. Não me esqueço. E, se calhar, esse é o problema. Mas é um problema que é unicamente meu. Porque sou eu que não esqueço. E, se calhar, sou só eu que dou importância ao que foi dito nessas conversas. Mais uma vez, o problema está do meu lado. Não adianta dizerem-me que eu não sou o problema. Sou. Não há como negar. Afinal, sou o denominador comum. Isso ninguém pode negar.

Amanhã completa-se a semana de silêncio e ausência. Mas retomo as consultas com o terapeuta fofinho depois das férias dele. E essas consultas fazem-me falta. Porque são conversas livres, sem tabus, onde posso dizer tudo o que tenho guardado nas últimas semanas. E oiço também. E consigo, através do que oiço, relativizar algumas coisas. Pôr em perspectiva. Analisar de outro modo. Ver por outro ponto de vista. E tantas vezes tem feito a diferença essa possibilidade de ver as coisas de outra forma.

Sim, amanhã será melhor. Nem que seja só pelo regresso a essa hora semanal. Em que vou poder analisar como me sinto com o silêncio e a ausência. Em que vou poder, também, analisar a minha postura de ausência em resposta ao silêncio.

Não posso esquecer-me da importância de soltar e deixar ir. Não é fugir. É não pôr pressão. E o que não é meu é para soltar. E deixar ir. Mas, no meio disto, só não quero perder uma amizade. E é disso que tenho medo. Mas, enfim, encolho os ombros. É sorrir e acenar. O que está lá para a frente logo se vê.

Sim, amanhã será melhor. Hoje foi o que teve que ser. Amanhã logo se vê…