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Quarta feira, eterno dia do meio, dia nim, nem não nem sim. Mais um dia de trabalho, claro, em que aproveitei para (tentar) não pensar. Entrar cedo para sair cedo, ao contrário do que tem sido habitual. Mas ficar, demasiado cedo, com muito tempo com o barulho na minha cabeça.

Continua o silêncio. Continuo, eu, na minha ausência. Um dia será sentida. Será notada. Ou não…

Cada vez mais procuro apenas por mim. Os outros não me têm trazido o que preciso. E o que preciso, acima de tudo, é de mim. E isso mais ninguém mo pode dar.

Já o disse antes: é difícil ser eu. Mas difícil apenas para mim. Aos outros só peço que me aceitem como sou. Se não aceitarem também não fazem falta.

Um dia de cada vez. Sem pressa. Mas sempre focada apenas em mim. Neste momento já não quero saber se o silêncio e ausência me gritam aquilo que ainda teimo em não aceitar. Mas isso é neste momento. É possível que amanhã volte a querer saber. Ou quando a vontade de quebrar a ausência e tomar a iniciativa for grande. Mas só há um motivo para quebrar a minha ausência. Se acontecer, quebro por um momento para logo de seguida voltar a mostrar-me como estou: distante. Mas a cada dia que passa mais me convenço de que não vai acontecer.

Fazer o quê? Não posso (nem quero) forçar a presença de quem não está nem quer estar presente.

Mais uma vez, é encolher os ombros, sorrir e acenar. Amanhã? Logo se vê.

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