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Hoje: aquele dia em que nos recordamos que até aqueles que nos parecem eternos se vão. Good save the Queen. The Queen is dead. Long live the King.

Não nego que mexeu comigo…

But in the other hand, tudo na mesma. Se estou mais tranquila? Não sei. Resignada? Talvez. Se é a minha ausência que valorizam, é o que terão.

Cansada. De esperar pelo que não vem. E, aposto, nem virá. Resigno-me. Aceito o que é óbvio. E tento silenciar aquelas vozinhas na minha cabeça que insistem em gritar-me que o problema sou eu.

Só me resta um caminho: manter a minha ausência, aceitar, agradecer, soltar e deixar ir, encolher os ombros, sorrir e acenar. Não volto atrás. O caminho anterior não me levou a lado nenhum.

Se sinto falta dos rituais matinal e nocturno? Foram praticamente cinco anos diariamente… Estaria a mentir se dissesse que não sinto falta. Mas há coisas que não são possíveis manter. E há hábitos que não são saudáveis. Está na hora de pensar unicamente em mim. E esquecer os últimos cinco anos…

Amanhã? Continuará a haver silêncio e ausência. E eu continuarei quieta e calada sossegada no meu canto. Quem realmente quiser saber de mim sabe como chegar até mim. Quem não quiser, manterá o silêncio e a ausência…

Seja como for, amanhã será um bom dia. Porque eu quero que seja. E só eu importo agora. Os outros? Terão que se esforçar para voltar a subir na minha lista de prioridades. E isso requer que tomem a iniciativa. Se não tomarem, se não houver um esforço, não serei eu a puxá-los para o topo. Já chega de ser parva. Mais uma vez: o que importa agora aqui sou eu. Mais ninguém.

…mas a minha cabeça não sossega e as vozes não se calam…

Amanhã? Logo se vê…

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