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Quinta feira e, ainda ontem, atirei o barro à parede. Hoje, novamente o silêncio.

Continuo sossegada, quieta e calada no meu canto. Novamente à espera de uma resposta. Porque, afinal, desta vez não fui eu quem lançou o repto, apenas sugeri uma data, a segunda porque a primeira não dava.

Quantos dias vou esperar desta vez? Começo uma nova contagem? Quero acreditar que não vai ser preciso. Acredito que o trabalho, exigente, esteja a condicionar os tempo de resposta. Por isso, vou esperar até ao fim de semana. Aí, se não tiver uma resposta, insisto.

Por aqui, novamente o trabalho em casa depois do trabalho presencial ontem…para amanhã ter que voltar a Lisboa. Seja…e prevê-se que o início da próxima semana seja novamente em casa. Está certo. Uma mão lava a outra, disseram-me há uns tempos. E, se agora sou eu a dar à empresa, também é verdade que vou precisar que a empresa me dê para além da possibilidade de trabalhar em casa. Sempre dou mais do que recebo, por estar sempre disponível. Mas vai chegar um dia ou outro em que vou precisar de receber em troca do que tenho dado.

E assim andam os dias…o trabalho a ocupar o dia e a minha cabeça sempre a criar filmes que expliquem o silêncio de 20 dias, a súbita disponibilidade e novamente o silêncio. Sim, a minha cabeça não pára. Felizmente o trabalho ajuda a ocupar o tempo e a distrair do barulho que faz cá dentro.

Se a minha vida podia ser diferente? Isso iria implicar que eu fosse diferente também. E eu gosto de ser quem e como sou. Especialmente sabendo que não sou assim tão difícil quanto isso. Só preciso de tempo e espaço para ser quem sou. Só peço equilíbrio e reciprocidade. Não é muito.

Estou cansada. Fisicamente. Mas, e já se colocou a hipótese, talvez também emocionalmente. Ou psicologicamente. Ainda não percebi até onde vai o nível de cansaço. Mas sei que é muito. Felizmente o fim de semana está a chegar. Vou continuar com vontade de fazer algo de útil com o meu tempo livre, mas também vou poder descansar.

E agora olho para as horas e percebo que, amanhã de manhã, vai custar a sair da cama. A sair de casa ainda de noite. A enfrentar os transportes públicos. Mas vai valer a pena. Porque vai ser um bom dia. Simplesmente porque eu quero que seja. Haja silêncio ou haja resposta. Será um dia bom. Porque eu quero. E só isso importa.

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