Daily Archives: 26/09/2022

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Segunda feira e uma nova contagem que inicia. Pelo menos até ver ainda não há sinais de vida…

Dia de trabalho cheio e algo intenso. Que me ajuda a não pensar, mesmo que a cabeça esteja sempre lá longe. E, trabalhando em casa, sempre atenta à entrada de notificações…que não chegam.

Não, hoje (ainda) não houve (nem vai haver…) picar de ponto. Sinto-lhe a falta, mesmo que não entenda o seu propósito. Assim como sinto a falta do ritual matinal de um simples “bom dia”. Ou, ainda mais, o ritual nocturno e uma mensagem não tão simples mas nada complicada de boa noite… É esse aconchego de fim de dia que me faz muita falta, admito. Porque, para mim, era um momento de partilha, mesmo quando não se partilhava nada. Mas era o que eu sempre chamei de aconchego. Porque o sentia assim.

Hoje não tenho nada disso. Em parte por opção minha. Porque optei por não tomar a iniciativa que tantas vezes me deixava sem resposta até à manhã seguinte. E agora sei porquê. E, sabendo, opto por não impôr a minha presença.

Custa-me, no entanto, sentir a ausência do outro lado. Não há a iniciativa de um “bom dia” ou um aconchego de uma “boa noite”, ou um simples picar de ponto numa simples fotografia. E não haver nada disso pesa-me.

Só quero que esteja tudo bem. Não quero ver os meus sonhos novamente tornados realidade, como já tantas vezes aconteceu. Demasiadas vezes… Também por isso tenho medo de sonhar. A noite por vezes assusta-me. E desta vez não foi excepção…

Não será realizado o sonho que tive no fim de semana. Que me gela sempre que me lembro dele. Não quero pensar nisso…mas não deixa de me assustar.

Amanhã é dia de consulta com o terapeuta fofinho. E, se não me esquecer e tiver tempo para isso, hei-de falar sobre isto. Sobre esta experiência que já se repetiu demasiadas vezes e que me deixa sempre alerta. Tenho que o fazer. Sei que não existe uma explicação. Sei que, para muitos, não passa de coincidência. Mas bolas…quero tanto não ver isto realizado.

Mas depois há o silêncio, a ausência, a falta do picar de ponto. E eu penso “e se…?” …não. Não quero voltar a pensar nisso.

O silêncio, a ausência, a contagem doa dias, tudo isso será interrompido. Se não antes, então quinta feira. Até lá, sigo sossegada, quieta e calada no meu canto.

Ainda hoje é segunda feira, eu sei. Vai ser uma longa semana. Mas, felizmente, o trabalho vai ajudar a ocupar a cabeça. Por hoje desligo, enrosco e imagino aquele aconchego de fim de dia em jeito de ritual nocturno que já não existe. Mas que me faz tanta falta…

Amanhã? Será um bom dia. Porque eu quero que assim seja. De preferência sem me preocupar demasiado…