Nove. Nove anos.

9 anos desde aquela manhã em que aprendi que, às vezes, os outros somos nós.

Não, não acontece só aos outros. Um dia percebemos que, de facto, às vezes não há depois, não há dia seguinte.

Sabes, Alexandre, o tempo passa, mas a ausência fica. Como assim, nove anos já desde que te roubaram de nós?

Nove anos e nunca mais nenhum de nós foi o mesmo. Crescemos à força da brutalidade, transformámo-nos, mas nenhum voltou a ser quem era.

Por vezes esqueço-me daquela coisa de não ter tempo para perder Tempo. Mas a verdade é que nenhum de nós tem tempo para perder Tempo. Porque, um dia, do nada esse tempo acaba. O único tempo que não acaba é o tempo da ausência. Porque essa fica para sempre.

9 anos, Alexandre. E foi como se fosse ontem. Não me esqueço, nenhum de nós se esquece. Mas nem por isso deixas de fazer falta.

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