Daily Archives: 02/01/2023

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Dia de voltar ao trabalho. Sair de casa muito cedo, chegar a Lisboa bem mais cedo do que o habitual. Fazer tudo demasiado cedo. Previa-se um longo dia. E foi…

Receber resposta à mensagem que enviei. Não ter coragem para a ler…respirar fundo à hora de almoço, várias horas depois de saber que a mensagem tinha entrado. Entrar num estúpido estado de ansiedade simplesmente porque recebi resposta à minha mensagem. Ler. Tentar, no pouco tempo que tinha, assimilar tudo. Tentar, pelo meio, respirar e acalmar a ansiedade. Não responder a tua logo porque o tempo estava contado. Dizer apenas que responderia mais tarde, com tempo. E ter que gerir a ansiedade que se instalou até ser hora de apanhar o autocarro e aí sim, com tempo, começar a responder.

Ponto por ponto. Com calma. E tentar não me perder novamente e fazer entender o que originalmente quis transmitir. Não sei se consegui. Acabei por não ter tempo para responder a todos os pontos. Disse que continuaria mais tarde, quando chegasse a casa. Não o fiz. Ainda.

A ansiedade acalmou mas, por dentro, ainda tenho a sensação de estar a precisar de esclarecer tudo sem saber bem como o fazer. Acho que não vale a pena. Não vai mudar nada, nem eu quero que nada mude, com excepção do comportamento condicionado.

Era uma despedida. A minha mensagem era uma tentativa de colocar um ponto final naquilo que já não é. Mas já percebi que a mensagem não passou, não foi entendida como tal. Não sei se isso é bom. Também não sei até que ponto é que foi entendida e há algo ali que quer evitar que seja assim.

Ficou no ar a promessa de que o jantar vai acontecer. Mas eu não acredito em promessas há muito tempo. Têm tendência a não passar de palavras atiradas ao ar. Como me pareceu quando surgiu a ideia do jantar. Vamos ver…

Vou, ainda hoje, tentar concluir o que comecei esta tarde no caminho para casa. Não sei se o vou conseguir. Não hoje. Porque não gosto de esclarecer situações por mensagem… Prefiro uma conversa de viva voz. Presencial, de preferência. Talvez venha a acontecer. Não sei quando. Nem se vai realmente acontecer. Mas mantenho a minha vontade de colocar um ponto final naquilo que já não é.

Vamos ver. Se não concluir hoje, concluo amanhã ao final do dia, depois do trabalho que vai ser novamente a partir de casa durante este mês. Vou ter tempo para o meu momento comigo mesma na esplanada do costume. Vou ter tempo para pensar no que não devo. Vou ter tempo para reflectir. E logo se vê a que conclusões chego.

Amanhã? Logo se vê. Mas, dependendo de mim, será um dia bom. Porque eu quero e porque eu estou em primeiro lugar. Depois o resto. Primeiro estou eu. E por isso mesmo é que decidi colocar um ponto final naquilo que já não é. A amizade? Logo se vê se resiste…