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Começar o dia demasiado cedo, acordar duas horas antes do despertador tocar sem necessidade. Enfrentar o frio e ir à esplanada, tomar o pequeno almoço fora de casa e beber café antes de voltar para casa para trabalhar. E dois minutos antes do relógio do trabalho começar a contar, a pergunta “tens dois segundos?”. Tenho, claro que sim, pensando que era mais uma mensagem de bom dia. E de repente o telemóvel toca. Uma video chamada.

Do outro lado, um sorriso que já adivinhava há uns dias. E que foi tão bom receber logo pela manhã. Assim, só porque sim. Só para dizer bom dia e partilhar o sorriso. Foram pouco mais de dois segundos. Mas não precisava de mais. Foi muito bom. Soube muito bem.

Partir à descoberta pode trazer coisas boas. E traz. Está a trazer. O que vai sair daqui? Não sei. Mas o que tenho ganho todos os dias já ninguém me tira.

Sim, foi preciso fechar uma porta. Despedir-me depois de cinco anos de nada. E, a medo, abrir outra. Partir à descoberta. Dar-me a conhecer. Sair da zona de conforto.

Um dia de cada vez. Sem pressa. Mas com uma enorme antecipação a formar-se. E, um dia, o café acontece. Ou, no limite, um descafeinado. O que vier depois, logo se vê. Mas por agora está a ser bom. Muito bom.

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