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Domingo. Aquele dia em que, mesmo sendo fim de semana, o despertador toca. Consulta com o terapeuta fofinho às 11h implica despertador para as 10h. Tem sido recorrente nos últimos tempos, no entanto, acordar sozinha por volta das 8h30. É chato, porque podia aproveitar para dormir mais um pouco até o despertador tocar. Hoje não acordei sozinha às 8h30. Hoje, como ontem, fui acordada às 7h pela gata que agora decidiu que tomar o pequeno almoço obriga a ter companhia… A comida está lá, sempre disponível seja a que horas for. Mas tomar o pequeno almoço obriga a que alguém esteja ali, de pé, ao pé dela, à espera… Ninguém merece. São só uns breves minutos, é verdade, mas a hora que ela escolhe…ninguém merece!

Acompanhar a gata enquanto come, voltar para a cama. O nariz já dava alguns sinais, mas ainda nada de especial. Até que o despertador tocou às 10h…e começou a tortura!

Domingo que se pode resumir com dois simples verbos: espirrar e dormir! Até ao anti-histamínico começar a fazer efeito passaram-se algumas horas. Até adormecer depois de terminada a consulta não demorou nada. Tinha coisas para fazer? Tinha. Mas, acima de tudo e mais importante, tinha que tratar de mim. E foi isso exactamente que fiz.

Dormir. Pode parecer uma perda de tempo, mas não é. Quando o cansaço nos verga, é preciso parar para recuperar. E hoje o dia foi, todo ele, dedicado a isso. Queria ter saído de casa, queria ter ido ver o mar, queria ter feito tanta coisa. Mas isso seria esquecer-me de mim. E não posso.

Sim, o sofá foi o meu melhor amigo o dia todo. Sofá, mantas e televisão. Nem podia ter sido de outra forma. Agora é hora de recolher e enroscar e voltar a dormir, sabendo que, amanhã, o despertador toca cedo mas não a horas impróprias porque, mais uma vez, fico a trabalhar em casa, a entrar mais tarde. São mais três horas de sono. E três horas fazem uma grande diferença.

Foi, portanto, mais um dia igual aos outros, sem História ou histórias. Sem nada a apontar, sem nada para reflectir, sem nada de nada. Foi o que foi. E foi como tinha que ser, nem podia ter sido de outra forma.

Amanhã? Dia de trabalho a partir de casa. Logo se vê como será. Mas vai ser um dia bom. Porque eu quero que assim seja.

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