Daily Archives: 06/05/2023

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Sábado. E dormir, no mínimo, 12 horas sem interrupções. Alguém estava a precisar de uma maratona de sono. E nesta última noite consegui.

Continuo muito cansada, mesmo assim. Fui à rua e voltar para casa custou-me. Muito. Aqueles 100 metros pareceram-me 100 kms.

Depois do almoço a vontade era instalar-me no sofá e deixar-me ir. Não aconteceu. Em vez do sofá, optei pela cama. Mas não dormi. Também é preciso viver um bocadinho. Mantive-me na cama, sempre deu para descansar o corpo. E a distância de 5.726 km e a diferença de 5 horas no fuso horário não existiram. E, quando assim é, é tão bom.

Há um ano alguém me disse que eu devia dar uma oportunidade à vida. Na altura tentei fazê-lo. Foi bom enquanto durou. Não me chateei quando a vida seguiu o seu caminho. Agora, um ano depois, dou uma nova oportunidade à vida. Aliás, desde Dezembro que tento fazê-lo. Nunca deu em grande coisa. Agora? Não sei onde isto me vai levar. Mas, mesmo que não me leve a lado nenhum, está muito bom.

Hoje, até olhar para cima me custou. Muito. Mas nem por isso deixei de o fazer. Porque já passou o tempo de ter os olhos no chão.

E confirmei, numa simples troca de mensagens a 5.726 km de distância, que estou muito zangada com o trabalho. Ou com tudo o que diga respeito a trabalho. Um trabalho que eu gosto muito de fazer, numa área que eu gosto muito, um trabalho que eu faço bem feito. E que é constantemente desvalorizado. E não consigo esquecer-me de quando os meus resultados foram deturpados por alguém que, acabado de chegar, desconhece a realidade do meu trabalho…

Sim, cada vez mais encaixo as peças de Burnout. Cada vez me faz mais sentido. Amanhã é dia de consulta com o terapeuta fofinho. E vou fazer questão de falar com ele sobre isso. Na verdade, sobre tudo o que me está a fazer (muito) mal.

Enfim…neste momento valem-me as mensagens enviadas a 5.726 km com 5 horas de diferença no fuso horário. É isso que me tem distraído e ocupado a cabeça. De resto? Pouco ou nada me tem gerado interesse. E o cansaço intenso que não passa também não me permite ter vontade de nada ou coisa nenhuma.

Amanhã? Logo se vê… E o resto é isso mesmo: é só o resto.