Daily Archives: 07/05/2023

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Domingo, dia de consulta com o terapeuta fofinho. A quem conto tudo e que me ajuda a analisar tudo o que se passa comigo e/ou à minha volta. E que me ajuda, também, a pôr as coisas em perspectiva.

Ontem ao final do dia, em conversa noutro fuso horário, percebi que estou muito zangada. E foi o que me fez zangar que me fez chegar a este ponto. De rotura. E, claro, esta manhã voltei a esse tema com o terapeuta fofinho. E, já sei, é um tema que precisa muito de ser trabalhado. E vai ser. Só depois de o trabalhar é que vou conseguir fazer as pazes com o trabalho. Para já, não consigo sequer pôr a hipótese de regressar rapidamente. Sei que, mais tarde ou mais cedo, vai ter que acontecer. Mas, para já, não tenho condições nem físicas nem mentais para isso. Primeiro tenho que recuperar. Nem que seja a parte física, que está de rastos. A parte mental também precisa de algum descanso e alguma recuperação. E para isso preciso de tempo.

Vai custar? Parece que sim. Nunca imaginei que o corpo cedesse tanto como cedeu nos últimos dias. São dores nas pernas, nos pés, dores de cabeça que não passam… Falta ainda uma semana para ter consulta com a médica de família. E aí vou deixar o rol de queixas físicas que me têm incomodado tanto nos últimos dias…

Sei que não estou sozinha. Tenho quem me acompanhe. Seja do outro lado da Serra, seja do outro lado do Mundo. E, saber e sentir isso, é tão importante. Não, não estou sozinha. E tenho quem se preocupe e me estenda a mão.

Este caminho é duro? É. Muito. Mas tem que ser feito. Por mim. E eu vou fazê-lo. Custe o que custar, vou fazê-lo.

Amanhã? É um novo dia. Aquele dia em que devia regressar ao trabalho. Não vai acontecer. A baixa médica foi prolongada. Não sei ainda até quando. Mas, para já, é o que preciso: tempo. Para mim. Para descansar. Para dormir. Para, acima de tudo, descansar.

O resto? É isso mesmo: é só o resto. Depois logo se vê. Em primeiro lugar estou eu. E agora, mais do que nunca, não me posso esquecer de mim.