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Segunda feira. Ontem à noite voltei à dosagem da medicação aconselhada na consulta de urgência de psiquiatria para conseguir dormir a noite toda. Resultado? Adormeci com o telemóvel na mão enquanto actualizava o blog. Acordei à 1h da manhã e vi que o post de ontem não estava terminado e, claro, muito menos publicado. Ainda tentei terminar e publicar. Novamente adormeci com o telemóvel na mão. Acordei depois das 11h com uma tremenda dor de costas. Percebi que o telefone não tinha mais do que 1% de bateria. Terminei o post, publiquei, partilhei. Não me lembro do que escrevi. Mas também não importa.

A medicação é importante. Porque preciso de conseguir dormir a noite toda e, efectivamente, descansar. Mas durante todo o dia o sono esteve presente.

Mas obriguei-me a mexer-me. No final do dia voltei ao paredão para ver o pôr do Sol na praia. No caminho para lá fui vendo o Sol no parque. Ao chegar à praia as nuvens impediram o espectáculo. Não faz mal. Hei-de lá voltar noutro dia. O importante é obrigar-me a caminhar até lá. Mais ou menos a direito. Com mais ou menos desequilíbrios. Mas sempre acompanhada. Não me atrevo a fazer o caminho sozinha. Tenho medo, claro que tenho. O risco de queda é grande e real. Mas vou! Vou sempre onde tenho que ir.

Por outro, as palavras certas que gravei e enviei foram ouvidas. E muito bem recebidas. E saber isso é tão bom. E serão para repetir. E, um dia, a distância encurta-se. Não sei quando. Nem como. Mas não me vou preocupar com isso agora. Já é tão bom poder dizer o que trago comigo, o que trago cá dentro e saber-me correspondida.

E tudo isto sou eu. É parte de mim. As dificuldades são atenuadas quando temos quem caminhe do nosso lado. E eu tenho. E isso não só me dá força como também me faz sorrir por muito assustada que esteja.

A distância existe. Existe também um grande mas, é verdade. Mas termo-nos um ao outro desta forma não tem explicação. Nem precisa de ter. E nada mais importa. Ele está para mim assim como eu estou para ele. E esse é onde nos encontramos todos os dias. Nada mais importa…

Amanhã? Logo se vê. Mas acredito que vai ser um bom dia. Porque eu quero que assim seja. E porque ele vai estar comigo.

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