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Domingo. Dia muito estranho. Acordar antes das 5h, voltar a dormir perto das 7h para voltar a acordar às 10h para a consulta com o terapeuta fofinho às 11h.

Ter sempre muito frio. Terminar a consulta às 12h para, pouco depois, voltar para a cama com a almofada térmica bem quente, edredon duplo e manta para me aquecer. E, as 36 horas que faltavam ontem passaram, literalmente, sem dar por grande parte delas, pois foi dormir a tarde toda até depois das 18h.

Não houve passeio no paredão, não houve pôr do Sol, não houve nada. Houve o primeiro café do dia às 8h da noite e uma dor de cabeça que começou ontem, estava presente de manhã e continuou depois de acordar às 18h.

Amanhã será o dia da tão esperada consulta. Não nego que estou num misto de nervosa e assustada. Mas não ansiosa. Conheço demasiado bem os vários cenários da ansiedade. Não tenho nenhum deles.

Amanhã é acordar cedo, tentar ter tempo para um café antes do autocarro e aí seguir para a consulta hospitalar. Depois disso logo se vê.

Devia ter uma lista de perguntas. Não tenho nem uma pergunta. Porque não sei o que quero perguntar sabendo que quero saber tudo.

Pode não se fechar já o diagnóstico amanhã. Ainda há exames para fazer. Mas, pelo menos, já terei alguma orientação e o devido acompanhamento.

Assustada, nervosa, frustrada, revoltada. Cansada. Com dores. Com dificuldades cada vez maiores. Mas, já sei, é um dia de cada vez. E, amanhã, é só o primeiro dia de tantos…

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