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E depois há aquele dia em que, no caminho de volta para casa depois do Yoga, as tuas pernas te dizem “não dá mais”. Com dores nas pernas desde quarta feira, hoje foi dia de voltar ao Yoga que fica a 1km de casa. Não houve propriamente trabalho de pernas, mas as dores continuavam presentes.

Mais uma pequena volta pela vila e o penoso regresso a casa. A pé, claro. E, a meio do caminho, já as pernas me gritavam para parar. Que já não aguentavam muito mais.
Não sei, na verdade, como é que consegui voltar para casa, só sei que não havia outra hipótese.

Ao todo, no caminho de ida e volta, fiz 2,7km. Que não é nada. Mas que, para mim, hoje foi demasiado.

Descansei a tarde toda. Que é o mesmo que dizer que dormi das 16h às 19h. E as dores nas pernas sempre lá. Mesmo depois de acordar…

Precisava de beber um café. Podia ter ido sozinha? Em dias melhores talvez. Mas hoje tive que ir acompanhada. Não só por causa das dores mas também porque, de há 2 dias para cá, o desequilíbrio está em alta.

Na fisioterapia dizem-me que vêem progressos. Eu não os sinto. Também me dizem para tentar não me apoiar quando ando em casa, por exemplo. Não é possível. Não há parede ou móvel que não me sirva de apoio em casa. E até na rua, apesar de levar sempre a muleta comigo na mão esquerda, tantas vezes tenho que apoiar a mão direita nem que seja numa parede, numa árvore ou num simples poste ou sinal de trânsito…

Estou cansada disto… Claro que tomei um Ben-u-Ron para tentar aliviar as dores nas pernas. Mas o efeito foi o mesmo que beber um simples copo de água…

Não, os dias não têm sido fáceis. E as dores teimam em não passar. Já percebi que a vida que tinha antes, sem dores ou desequilíbrios, não vai voltar. Só me resta aceitar o que me apanhou na curva e aprender a lidar com isto, um dia de cada vez.

É o que temos. E se alguém souber como tirar as dores que tenho nas pernas e que me dificultam muito o simples acto de caminhar, sinta-se à vontade de partilhar…

Entretanto, a única vontade que tenho é de chorar, por causa das dores e de tudo o resto…

Amanhã logo se vê se as dores continuam. Espero sinceramente que não…

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