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Não gosto de dias de resumo fácil. Como o de ontem. Mas que, ainda assim, foi mais ocupado do que o dia de hoje…

Sair da cama para o pequeno almoço no sofá. Sair do sofá para o café no cadeirão. Voltar para o sofá. Adormecer…

Acordar para almoçar já depois da hora de almoço. Café no cadeirão. Voltar para o sofá. Voltar a adormecer quase de imediato…

Acordar para jantar. E dizer “não pode ser! Eu tenho que ir à rua beber café e apanhar um bocadinho de ar!”. E fui. Tarde.

O único sítio aberto ao Domingo aqui perto é um restaurante. Que, antes das 22h, já tinha a máquina de café desligada…

Voltar para casa. Voltar ao cadeirão. Beber o meu descafeinado. Fumar o meu cigarro. E pensar e repensar que foram dois dias absolutamente desperdiçados. E os meus dias não podem continuar a ser assim. Não podem.

Amanhã termina a fisioterapia no Hospital. Não sei, ainda, quando vou começar em clínica. Mas já vejo os meus dias a passarem em branco. E não quero isso. Não pode ser! Já é mau demais não estar em condições de voltar ao trabalho. Pior mesmo só não ter absolutamente nada para fazer. Os dias de fisioterapia no Hospital, três vezes por semana, sempre têm enganado a agenda. E permitem-me a interacção com várias pessoas, desde os Bombeiros aos fisioterapeutas, até à moça da cafetaria ou os seguranças, não interessa. Eu posso ser tímida e um bocadinho bicho do mato, mas gosto de interacção. E preciso de interacção. No primeiro confinamento foi do que senti mais falta. Mas aí tinha os dias ocupados com trabalho. Agora nem isso…

Vou ter que encontrar uma solução para os dias inúteis. Sei que tenho a praia aqui tão perto. E vai começar a ser o meu objectivo. Mas, para isso, tenho que lutar comigo mesma para me tornar mais activa. Porque, como os últimos dois dias, não pode continuar…

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