Author Archives: Kooka

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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#264.102.2019}

De novo, e para ficar, o frio e a chuva.

Não estou preparada para isto… Falta-me o Verão que não veio.

{#263.103.2019}

Às vezes é preciso recorrer às instituições para que algumas coisas mudem.

Hoje foi mais um passo. Há coisas que têm que ser resolvidas como posso resolver.

De resto, mantém-se a espera e a dúvida. Tirando isso, o frio e a chuva chegaram e eu não estou preparada para eles.

{#262.104.2019}

A espera gera ansiedade. As borboletas também. Mas prefiro a ansiedade das borboletas à ansiedade da espera.

Mas sempre fui paciente, sempre soube esperar. Vou fazê-lo mais uns dias. Depois volto a repetir o passo que não foi entendido.

{#261.105.2019}

O primeiro passo foi dado. Mas não sei até que ponto foi entendido. Resta-me agora repetir e quase insistir. Quase, porque só o farei por não ter sido entendido. Não gosto de insistir. Assim como não gosto de reticências nem de silêncios incómodos que me deixam ainda mais insegura do que já sou e a fazer filmes na minha cabeça.

Mas depois há surpresas boas na caixa de correio. Que já não contava receber. Com mensagem que me faz parar para pensar. E é mais um pequeno nada que vou guardar para mim e que, desta vez, poderei reviver as vezes que quiser.

É, o primeiro passo foi dado. Sim, vou ter que o repetir. E as borboletas na barriga agitaram-se.

Não deixem morrer as borboletas. Morrer de agitação ou de outra coisa qualquer.

Sigamos em frente. Cabeça erguida. Já falta pouco.

{#260.106.2019}

Só custa o primeiro passo. A coragem não é ausência do medo, mas a capacidade para o enfrentar.

São frases feitas. Mas são o que preciso agora para dar o primeiro passo que ando a adiar há meses.

Hoje, sem falta, dou esse primeiro passo. Mesmo com pouca coragem, mesmo que seja um passo trémulo, a medo. Mas de hoje não pode passar. Não vai passar! E é só esse passo que depende de mim, o resto deixo para o outro lado, para a disponibilidade que não a minha. Até que volte a depender de mim…

Mas hoje é um dia tão bom como qualquer outro para dar um passo em frente.

Só tenho medo que seja mais um passo em direcção ao abismo novamente………

{#259.107.2019}

Hoje o medo. O medo da perda novamente. De perder o que não tenho por ser totó. O gelo. Gelei por dentro e apenas por filmes criados na minha cabeça. Porque continuo perita nisso, nos filmes que aparecem na minha cabeça.

Hoje novamente o medo da perda. Mas como é que se pode perder o que não se tem? Perdendo… Perdendo o pouco que se vai recolhendo aqui e ali, pequenos nadas que só eu valorizo. E que contabilizo… E o medo de perder esses pequenos nadas gelou-me por dentro. Não gostei do que senti, como se esse filme que fiz ali no momento dentro da minha cabeça fosse real, fosse um facto consumado. Não gostei e percebi que esse medo gera sofrimento. Mais do que guardar comigo o que precisa ser dito.

Hoje chorei por dentro… Por uns breves instantes chorei por dentro. Por medo da perda e por me recriminar por não conseguir sair deste poço de insegurança e dizer o que tem que ser dito. Porque gosto de ti mais do que pensava e hoje, se ainda houvesse dúvidas, tive a confirmação do que no fundo já sabia.

Faço filmes na minha cabeça, mas são tantas as vezes em que acerto em cheio que agora tenho medo de estar certa mais uma vez.

E agora? Até quando é que vou guardar isto? Até quando é que vou aguentar sem me magoar ainda mais?

Tenho medo. Mas tenho que ter coragem de enfrentar esse medo e parar com os filmes que faço na minha cabeça e acalmar a ansiedade que esta dúvida me traz.

Vai correr bem. Vai ter que correr bem. Porque eu mereço que corra bem. E mereço mais do que apenas pequenos nadas.

O medo. Hoje novamente o medo… Da perda. De perder o que não tenho. De te perder a ti.

{#258.108.2019}

Os domingos são, por norma, dia de recolhimento. Hoje, claro, não foi excepção.

Mas cada vez gosto menos de domingos. Prefiro mil vezes ter que sair de casa com horas marcadas para alguma coisa do que estar recolhida todo o dia, tendo que me obrigar a sair para um café para não dar o dia como totalmente perdido.

Nem que essa saída com horas marcadas aconteça ao sábado. Para conseguir valorizar o domingo.

Melhores domingos virão. Espero que no Outono que se aproxima seja melhor.

{#255.111.2019}

Não estou à espera do fim do mundo. Do mesmo modo que não sou nenhum comboio que possa eventualmente descarrilar. Sou um poço de insegurança e baixa auto-estima que de vez em quando perde um pouco o norte e sai dos trilhos.

Mas olho para cima enquanto vou, aos poucos, ganhando coragem para combater as inseguranças. E olho em frente para me manter, todos os dias, nos trilhos certos.

Nem tudo depende só de mim. O mundo não há-de acabar entretanto e eu hei-de dar o passo que há muito tempo devo a mim mesma. Mas nem tudo depende só de mim.

Vou combater as inseguranças. Vou aumentar a auto-estima.

Vou, lentamente, deixar de ser tão totó.

Mas não preciso que me recordem constantemente que estou a falhar comigo mesma.

{#254.112.2019}

Mudar as voltas à rotina, seguir por caminhos pouco habituais ao final do dia. Mudar a perspectiva.

Devia fazer disto mais vezes, já o tenho dito. Muito dito, pouco feito.

É urgente uma nova quebra de rotina no final de mais um dia das 9 às 6. É urgente seguir por novos caminhos. É urgente mudar a perspectiva.

Não foi, hoje, o que ando a pensar há tanto tempo, foi o que era necessário. Mas pode ser amanhã ou num qualquer amanhã próximo uma nova quebra da rotina como há tanto desejo. Haja vontade e, muito importante, disponibilidade e a coisa acontece.

Por mim era já hoje.

{#253.113.2019}

Dou por mim a visitar, demasiadas vezes, o mundo da fantasia. Uma espécie de mundo do faz de conta, mas que não é o mesmo de há uns anos.

Neste mundo da fantasia os meus desejos vão-se desenrolando ao sabor do que sinto, do que guardo cá dentro e que teimo em não partilhar. Sonho acordada, cabeça no ar, a saltaricar em bicos de pés como se fosse realidade o que sonho.

Esqueço-me, tantas vezes quantas visito o mundo da fantasia, que tudo o que sonho pode tornar-se real se eu revelar o que guardo comigo. Ou pode, pelo menos, fazer-me voltar a pôr os pés bem assentes na terra se as coisas não correrem como eu gostaria.

É bom visitar o mundo da fantasia. Porque me faz acreditar que sim, é possível. Mas faz-me mal manter-me por lá demasiado tempo. Porque corro o risco de ser totó a rodos e não ver o que está à minha frente.

Está na altura de ter uma conversa. De revelar o que guardo comigo. Não posso continuar a visitar o mundo da fantasia a toda a hora sem saber se não me irei magoar no mundo real.

Tenho medo do mundo real. E talvez seja por isso que me sinto tão bem no mundo da fantasia.

Mas é no mundo real que essa conversa tem que acontecer. É no mundo real que tenho que viver.

Até quando vou continuar a visitar o mundo da fantasia?

{#252.114.2019}

Olhar em frente e olhar para cima. São esses os objectivos. Tudo para não olhar para trás. Não serve de nada olhar para o que já foi.

Vou olhando para cima e, por vezes, esqueço-me de olhar em frente. Onde as cores do final de mais um dia me dizem que amanhã também vai ser bom.

Têm sido dias serenos. Que se mantenham assim por muito tempo. Mesmo com aquela agitação de borboletas na barriga que andam meio perdidas na dúvida e na incerteza do silêncio. É uma agitação que não queria sentir mas que me lembra das borboletas que andavam esquecidas. Mas não adormecidas.

Olhar em frente. Acalmar a agitação. Manter-me como nos últimos tempos: à tona sem risco de me afogar.

Amanhã também vai ser um dia bom. Porque flutuo por aí até quando perco, por momentos de agitação, o pé.

Vai ser bom.

{#251.115.2019}

Mais um dia vazio de histórias. Mas esses dias também contam. Porque não fazem parte de dias maus. Esses, os dias maus, estão longe.

Prefiro dias vazios de histórias a dias maus. Embora também prefira ter histórias para encher os meus dias.

{#249.117.2019}

É tempo de decidir. Se continuo o caminho sem saber onde vai dar ou se sigo a alternativa cujo destino já conheço e não me apetece por aí além.

Não posso é continuar na dúvida e, agora, em silêncio.

{#248.118.2019}

É demasiado fácil cair no cinzento. Por isso procuro para mim todas as cores. Mas o cor de rosa é sempre a primeira a aparecer.

E está lá sempre. Em mim.

{#246.120.2019}

Às vezes tenho medo. De voltar a cair num buraco escuro. Dos dias maus. Dos dias vazios.

Tenho medo. E não estou livre do que me assusta.

Tenho medo de não ter força se voltar a cair. Foi um esforço enorme para chegar onde estou hoje, não sei se conseguiria repetir todo o processo.

E por isso tenho medo. De cair e não saber ter força. Que ainda hoje não sei onde encontrei mas que duvido que se repita.

É isso, tenho medo. E também tenho medo de ter medo. Porque, sei, é sinal que sim, é possível voltar a cair.