Author Archives: Kooka

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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#324.42}

Percebo que ainda carrego comigo alguma bagagem que preciso de soltar.

Mas depois lembro-me do fim de semana. E está tudo bem quando o sorriso aparece calmo e tranquilo.

A bagagem, essa, aos poucos vai-se perdendo. Não preciso dela. Há coisas novas que são mais importantes. E melhores e mais positivas. Venham elas. Porque a bagagem, essa, é para ficar lá atrás.

Volto a focar-me no que importa: naquilo que, de facto, quero e não no que não quero.

Sou mais do que a bagagem que ainda não se soltou e mereço mais e melhor. Que venha então o que é bom. Estou preparada para receber o que já há tanto tempo mereço.

E percebo que, com ou sem bagagem, sou feliz. E pouco mais importa. Tudo o que vir por bem é bem vindo. E é lucro.

Solte-se a bagagem. Não preciso dela para ser feliz.

{#323.43}

Começar a semana a correr. E esperar que o fim de semana chegue depressa.

Falta-me algum ânimo para aguentar as semanas. Mas sabe-me bem lembrar que estou quase de férias novamente. Vai ser esse o meu estímulo para os próximos dias.

{#322.44}

Ainda de ontem. Porque há coisas, pequenas como eu gosto, que ficam comigo. Cá dentro.

E que me fazem, mais uma vez, acreditar que não estou errada. O caminho pode ainda ser longo, mas é o certo.

Vai correr tudo bem. Porque, como sempre, está tudo bem. E isso, esse estar tudo bem, rouba-me sorrisos daqueles pequeninos ao canto da boca e no olhar.

Vai correr tudo bem. E vai ser bom.

{#321.45}

Hoje como há um ano. Podia habituar-me a isto.

Ou, se calhar, nunca me desabituei. Porque alerta, sempre.

{#320.46}

Perdem-se anos de vida nas filas de trânsito. Especialmente quando os fones deixaram de funcionar e a música não se faz ouvir.

Mas dá para pensar no que se quer. E dou por mim a pensar sim no que quero em vez do que não quero como fazia há não tanto tempo como isso.

Foco-me no que quero. Dizem que o foco atrai. Pois seja então o foco no que quero.

Já esteve mais longe de acontecer.

{#319.47}

Cansada de barulho. Procuro sossego nela, mesmo que morda quando tento fazer-lhe uma festa.

{#318.48}

Tenho saudades de quem está perto. Faz sentido? Não devia fazer. A saudade devia sentir-se por quem está longe ou já não está de todo…

E tenho saudades de fazer planos. Eu, que digo sempre que deixei de fazer planos porque corre sempre mal. Mas tenho vontade de os fazer. Nem que seja planos a um prazo tão curto como de hoje para amanhã.

Mas matar as saudades e fazer planos não depende apenas de mim, por isso tento não pensar muito no assunto. Mas penso, claro. Talvez por me lembrar deste tempo há quatro anos em que acreditei que havia motivos para fazer planos.

Uma confusão, é o que vai cá dentro desta cabeça, é o que é. A ver vamos o que acontece. Porque estou receptiva a coisas boas a acontecerem, porque acho e sinto que também as mereço. Só a insegurança me faz tremer nas bases e talvez por isso não me mexa muito para que as coisas possam acontecer.

Tenho feito o que me é possível. Ou até permitido. Mas agora fico sossegada no meu canto. E enquanto isso vou tendo saudades e vou guardando a vontade de fazer planos.

E o que eu queria realmente é tão simples… Mas fico sossegada no meu canto.

Por agora.

{#317.49}

É-me cada vez mais difícil suportar tanta negatividade que me entra pelos ouvidos todos os dias durante horas a fio.

E é também por isso que sinto falta de pequenos nadas como um café e uma conversa despreocupada ao final do dia. Para limpar a cabeça e continuar a acreditar que existem coisas boas lá fora.

{#316.50}

Quieta e (desas)sossegada no meu canto.

Se eu podia não ser assim? Devia. Mas não sei ser de outro modo.

Por isso espero. Quieta. Mas não sossegada.

{#315.51}

Mais uma vez, é só chuva.

De resto, deixo-me ficar sossegada no meu canto. O que tiver que ser, será.

{#313.53}

Foi há 5 anos que deixou de acontecer só aos outros. Os outros passámos a ser nós…

Tanta coisa que aconteceu e no entanto está tudo na mesma. Na mesma não. É impossível estar na mesma. Mas parece que foi ontem, mesmo à distância de há 5 anos.

Como assim, 5 anos?

Ainda dói relembrar tudo. Mas também dói o que ficou depois de tudo.

E eu achava que este dia há 5 anos me tinha ensinado que não há tempo para perder Tempo. E ensinou, de facto. Mas tenho-me esquecido disso ultimamente e tenho deixado andar. Não posso. Porque 5 anos passam como se fossem 5 dias e eu ando aqui a queimar o que não tenho: Tempo.

5 anos. Ficou um vazio. De quem já não está e, também, de quem já não é quem era.

Não, não posso esquecer o que aprendi à força. À força do mal, da falta de Amor. É tudo Tempo. Contado ao segundo. E eu sinto que o meu se está a esgotar e eu sem o agarrar.

Não posso deixar esgotar o tempo que tenho. Que é pouco, para não dizer que é nenhum. Porque, lembro-me bem, o amanhã não está garantido.

5 anos. Foi há 5 minutos. Tanto tempo, Tempo nenhum.

E tanto que aconteceu nestes 5 anos e tanto que está na mesma no que se perdeu.

Chega. Não vou perder mais Tempo.

{#310.56}

Resisti durante algum tempo. Mas hoje dou o braço a torcer. Ou melhor, já dei o braço a torcer há muito tempo. Hoje reconheço a importância de ter deixado de resistir.

Pouco a pouco as coisas foram melhorando. Eu fui melhorando. E hoje cumpre-se mais um objetivo.

Volto ali daqui a 5 meses. Tempo mais do que suficiente para mudar tanta coisa, de preferência para melhor.

{#309.57}

Porquê complicar o que é simples?

O meu trabalho tira-me anos de vida. Pessoas de mal com a vida, de mal com o Mundo, que complicam o que é simples.

Tenho saudades de quando o meu trabalho envolvia tecidos e cores e o que ouvia das pessoas eram palavras gentis. Hoje já nada disso existe, já nada disso acontece. Mas, se pudesse escolher, não hesitava.

Tenho trabalho, sou grata por isso. Mas custa-me ouvir tanta gente de mal com tudo. Mesmo sabendo que não é nada comigo, não é nada pessoal, não sou eu a causa de tanto mal estar. Mas é o meu trabalho e não posso esquecer-me disso. Até quando saio triste por não entender tanto azedume. Tanta energia negativa. Tanta coisa má.

Já gostei mais do que faço. Hoje não sei dizer o que sinto em relação a isso. Só sei que não entendo.

Para quê complicar o que é simples…? Para quê tanto azedume? Para quê tudo isso?

{#308.58}

É só chuva. Nada mais. Também pode ser bom. Também pode ser bonito e confortável.

{#307.59}

Procuro calor… Não estou preparada para o Inverno. Ainda não.

{#306.60}

Continuo a tentar fazer acontecer, remediando a pequena partida que a vida me pregou. Ou tentando remediar. Mas continuo a tentar. E sai tudo ao contrário.

Se calhar é um sinal de que não vale a pena continuar a tentar, de que não vale a pena seguir por ali. Um sinal de que não é para ser.

Gostava tanto de estar errada quando penso que não é mesmo para ser. Mas a verdade é que tento. Continuo a tentar. E o resultado é sempre o mesmo: não dá.

Até quando é que vou continuar a tentar…? Até me doer, como sempre? Não pode ser.

Mas pelo menos tento. Vale de alguma coisa? Serve de algum consolo? Pelo menos tenho tentado. Mas não me serve de nada.

{#305.61}

E lá fora a vida vai passando e acontecendo… E chegamos a Novembro.