Author Archives: Kooka

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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#269.97}

Todos os dias, mais um bocadinho. De coisas boas, coisas simples. Com mais ou menos dores, todos os dias um bocadinho mais.

Não posso esquecer-me que sou feliz. E fico feliz com pouco. Como quando me chega mais um postal à caixa de correio, por exemplo. Até chegar o próximo aguardo e vou contando coisas pequenas com que me cruzo por aí.

Mas sim, sou feliz com pouco. E sabe bem ser assim.

{#267.99}

Deixar fluir. O bom para ser melhor, o menos bom também.

Deixo fluir, deixo sentir. Assim, apenas.

{#266.100}

Tenho saudades de trabalhar com os tecidos. Sem pressões nem horários. Mas também sem rotina. Não pode ser.

Dizem que as rotinas fazem falta. Seja então.

E a brincar faltam 100 dias para terminar o ano. E o Outono chegou…

Ficam as saudades de trabalhar com os tecidos. Amanhã é dia de trabalho.

{#264.102}

Sem história este dia. Mais um.

Faltam-me histórias para registar.

{#263.103}

Há coisas que não entendo. Outras há que me lembram outros tempos, de outras senhoras. Mas é o silêncio que me faz mais confusão.

Seja. Cumpram-se as regras então. Não me vou esconder.

Novamente: há dias de trabalho complicados.

{#262.104}

Há quantas noites não sonho contigo? Eu sei, ainda há dias registava que sonhava contigo quase todas as noites. Agora registo a falta desses sonhos. Que queres?, uma pessoa habitua-se… E depois sente a falta, claro.

Podes voltar aos meus sonhos, mesmo que não digas nada, mesmo que não faças nada, mesmo que apenas lá estejas. A sorrir.

Prometo registar sempre o que é bom. Assim como o são as tuas visitas aos meus sonhos.

Há quantas noites não sonho contigo…?

{#261.105}

Dias sem registo. Não gosto. Tenho vontade de registar coisas boas. Tenho vontade de viver coisas boas.

{#260.106}

Fazer acontecer 106 vezes mesmo que a matemática nos diga que é quase impossível.

Há dias de trabalho complicados.

{#255.111}

Borboletas na barriga. É isso. E é tão bom.

Olhar para cima ou olhar em frente, porque não volto a ter os olhos no chão.

Acordar para a vida enquanto ela não me foge entre os dedos como a areia da praia.

Mas, no fundo, borboletas na barriga. Tão bom.

{#254.112}

Noites mal dormidas, sonhos agitados. Porque é que me visitas em sonhos? Há tanto tempo que noto o mesmo. As tuas visitas.

Não me queixo. Nada disso. Mas também não te digo que sonho contigo. Até porque tu simplesmente lá estás, nos meus sonhos. Simplesmente apareces. E simplesmente estás. Umas vezes chamas-me. Todas as vezes me sorris. Não falas. Não dizes nada. Simplesmente estás presente. Não há muito para te contar.

Mas acordo todas as noites. Não sobressaltada nem assustada. Apenas acordo estremunhada para logo de seguida voltar a adormecer e sonhar contigo mais uma vez. Ou será que sonho contigo primeiro e acordo resultado desse sonho? Não sei dizer.

Mas sei que acordo de manhã meio confusa com mais uma noite mal dormida e mais um sonho agitado onde tu me visitas.

Mas eu gosto das tuas visitas, não nego. E dou por mim a sorrir-te de volta e a tentar alcançar-te. E agora que penso nisso acho que é aí que acordo e por isso nunca te alcanço nos meus sonhos…

Esta noite espero não acordar a meio. Espero que os sonhos, com a tua visita, sejam mais tranquilos. E espero conseguir alcançar-te. E sorrir-te de volta.

Esta noite. Irei dormir mais serena por saber que me visitas em sonhos mesmo que não te veja há já algum tempo.

Já te disse que gosto de ti?

{#253.113}

“Tens que viver sem ter medo de viver.”

Pois tenho. Mas também tenho medo. De não ser capaz, de não conseguir fazer, de não estar à altura do que me pedem, de desiludir. De falhar. Então não vivo, vou vivendo escondida na minha zona de conforto, se arriscar muito ou até mesmo nada.

Já aqui estive antes, mas nunca com tanto medo como agora…

Como é que se sai deste marasmo? Não sei. Sei que acontece com um click, só não sei o que faz disparar esse click.

Vou vivendo. E vou ter que arriscar mais e tentar fazer mais e tentar ser mais e tentar tudo mais. Só isto não me chega.

Vou ter que aprender a pôr o medo de parte. Não sei como, só sei que tenho.

Porque viver no medo, com medo, não é nada. Não é viver. É, no limite, sobreviver. E eu estou cansada de apenas sobreviver.

{#252.114}

Os dias cada vez mais curtos lembram-me que não aproveitei o Verão como devia.

Não estou preparada para os dias curtos… Mas sei que lhes vou sobreviver novamente. E sei que vou agarrar-me às pequenas coisas para o conseguir. Porque também há coisas positivas nos dias mais curtos. E eu vou encontrá-las.

{#250.116}

Quantas interpretações pode ter “estar com a cabeça longe”?

Aquelas que se quiser. E talvez uma delas esteja certa. A verdade é que ando com a cabeça longe. Por nada de extraordinário, nem negativo, mas ando longe. Ou melhor, até ando relativamente perto mas com a cabeça fora do sítio.

Mas sabe bem este longe, fora do sítio. Sabe bem e faz bem porque, apesar de tudo, não perco os vários focos. E ainda bem.

Cabeça longe, fora do sítio. Há muito tempo que não estava assim. E é tão bom estar novamente.