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#day180

O Universo tem, de facto, formas curiosas de nos demonstrar que nem tudo pode ser apenas mau. E que mesmo num dia muito mau e dorido e doído como o de hoje, assombrado pela força das memórias do que não chegou a ser, também há coisas boas.
Um telefonema com uma pergunta e uma afirmação: “queres? É tua!”.
E eu apenas consegui dizer obrigada depois de não saber o que dizer ao ser apanhada de surpresa.

Se o dia não foi bom, foi até muito mau como há muito tempo não era, a noite veio equilibrar tudo. E o Universo sabe, de facto, que ponto usar para um trabalho perfeito.

Grata, tanto, por estes gestos que para mim não têm tamanho de tão grandes que são.

Grata, tanto, por saber que recebemos, todos, na mesma medida em que damos.

Grata, tanto, por estas surpresas do Universo.

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#day179

O caminho é para a frente. Quando não é possível então que se faça para cima, crescendo.
Como hoje.10959548_10152823037738800_4121737344388359327_n

#day178

Depois de ontem veio o hoje. E se o ontem foi o que foi, mau, magoado, dorido, zangado, triste, o hoje foi {mais} tranquilo.
A mágoa, a desilusão, continuam cá. Mas de hoje, o que conta mesmo, o que foi realmente importante, foi a nota de alta.

A partir de hoje, 8 meses depois, aquela porta volta a estar ali assim, à distância. Onde passei tantas vezes e, lembro-me bem, de cada vez que passava baixava a cabeça para fazer de conta que aquela porta, entrada para resolução de dores, não existia. Porque sempre achei que se evitasse olhar para ela, nunca teria que a cruzar.

A partir de hoje, dia de alta 8 meses depois, quando por ali passar, olharei para aquela porta de cabeça erguida. Por já a ter cruzado e porque faz parte da minha História. Olharei para aquela porta à distância porque não quero precisar de voltar a cruzá-la. Mas estarei sempre profundamente grata pelo que acontece para lá daquela porta.

E hoje foi um dia bom só por isto. Aliás, não só por isto. Mas essencialmente por isto. Nota de alta.

Sim, hoje FOI um dia bom.10990018_10152820636763800_6254172703952733594_n

#day177

Hoje é daqueles dias {noites?} em que a única coisa que queria era sair para beber um café com alguém disponível para me ouvir. Apenas isso: ouvir. E que, eventualmente, me emprestasse um ombro. E me aconchegasse num abraço. Apertado. Sincero.

Hoje é um daqueles dias estranhos. Não sendo um dia mau, não é um bom dia. Cheio de altos e baixos. Altos que me aconchegam por se traduzirem em entrega de algo que saiu das minhas mãos. E isso, essas coisas que saem das minhas mãos, cada vez me aconchegam mais.

Baixos por ser dia de remexer em feridas. Novas. Recentes, mas feridas ainda assim. E, ao remexer nessas feridas, perceber que chegou a altura de eliminar as reticências e passar ao ponto final.

…e por muito que repita para mim mesma que não, não me afectou, a verdade é exactamente o oposto.

Os pontos finais doem. Mais que as reticências. Especialmente quando, para serem colocados, se vomitam palavras sem filtros. Sem filtros mas sem pedras. Apenas com aquilo que pesa cá dentro e que, descobri hoje, afinal dói.

Mas, mesmo não sendo um bom dia, mesmo não sendo um happy day, contabilizo-o. Obrigando-me assim a manter este momento de parar e reflectir. Porque continua a fazer parte do meu processo que agora são vários. Porque apostei, confiei e caí e também disso é preciso recuperar. Um dia de cada vez.

E cada vez mais preciso deste momento de parar e reflectir para não me perder novamente e para me recordar que cada dia conta. E que não quero optar pelo caminho mais fácil que é deixar-me ficar naquele lugar escuro onde estive demasiado tempo no Verão passado e que visito de vez em quando.

Hoje é uma daquelas noites em que a única coisa que precisava era de um colo. Para deitar a cabeça e poder chorar o que dói colocar pontos finais.

E todos os dias, mesmo os maus, têm sempre algo de bom.10403320_10152818412838800_2968998072815484647_n

#day176

Desafios? Aceito-os todos. Mesmo que, por vezes, baixe os braços por um tempo.
Tempo apenas para poder olhar melhor e decidir qual o caminho certo, que não é necessariamente o mais fácil.
Baixo os braços. E muitas, demasiadas vezes, baixo a cabeça. Mas, invariavelmente, sigo caminho. O meu caminho.

Mas venham desafios. Mais. Maiores. Aceito-os todos. Mas especialmente aqueles que são uma aposta em mim.

Desiludir? Não é opção. Tal como desistir. E eu detesto desiludir no mesmo grau que detesto desistir.

“Dreams don’t work unless you do”… ♥10941118_10152816196923800_3654833463295136662_n

#day175

Beijos, beijinhos, beijocas. Abraços e abracinhos. Dos meus homenzinhos, ontem e hoje.

Lamento que haja quem não entenda, mas os meus sobrinhos em primeiro lugar e à frente de tudo. Sempre. Quem não entender, quem não aceitar, faça o favor de seguir o seu caminho que, obviamente, não coincide com o meu.

De resto, a vontade de falar continua lá longe. Mas ainda assim com sorrisos provocados por pessoas de palmo e meio que me preenchem e me aquecem. Os meus Dois. Como lhes chamo quando fazem sanduíche de tia.

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#day174

Há dias assim, a preto e branco com pontos de cor.
E cada vez me fecho mais, cada vez tenho menos vontade de falar.
Fecho-me no preto e branco dos dias sem grande vontade de deixar entrar a cor.

E não, não é bom.10006945_10152812065753800_9044923761786006596_n

#day173

Voltar aqui sempre.
Voltar aqui porque me faz bem. Porque me é quase terapêutico. Porque me faz respirar. Porque me acalma. Porque me aquece mesmo em dias frios.

Voltar aqui um mês e meio depois. Voltar? Sempre. Quase como voltar a casa. Porque há coisas que não se explicam. Vivem-se. Sentem-se. São assim e pronto.

Voltar aqui. Já amanhã. E com o Amor como pano de fundo. Esse tal do A maiúsculo que é tão preciso, tão precioso.

Voltar aqui? Sempre.

#day172

Em modo “segue o teu caminho”, independentemente da margem do rio. Não há margem certa nem errada. Mas há pontes. Ou, quando não as há, há barcos. Ou braços para nadar. Seja como for, “segue o teu caminho”.
E, se for preciso, sabes que ninguém caminha sozinho.10155761_10152807159553800_8602206301962668539_n

#day171

Um ponto, dois pontos, três pontos…reticências. Ponto de interrogação, ainda. Em busca do ponto final.

E todos os pontos são como todos os dias: todos contam.1925088_10152805263958800_2299134181812869722_n

#day170

Em modo “Sing me Soft Kitty”.
{e também de volta do que me faz feliz: tecidos ♥ }

E um bocadinho à nora, confesso.10451679_10152803177768800_2242547511913830228_n

#day169

Habemus esquentador. Daqueles que duram uma vida e que, pelo que sei, já percorreu várias vidas.
Obrigada a quem ajudou a tentar encontrar um. Obrigada a quem me fez chegar esta maravilha. Prometo que vai ser muito bem estimado até ser substituído por um definitivo para que este “foguetão” regresse a casa ♥
Já está entregue e quase pronto a usar. Já só faltam dois fuínhos. Que são dois buaquínhos na paêde

Temos também uma Lua Cheia linda. A ver se me dedico novamente a ela para reencontrar o meu rumo.

Temos também respostas a perguntas. Respostas que me são tão importantes. E pelas quais sou tão grata.

Temos também, ou continuamos a ter, dúvidas e receios. Mas a seu tempo terei as respostas.

E temos mais um dia. Que já passou.1549441_10152800636143800_8879383997721939335_n

#day168

Ainda que a preto e branco, todos os dias contam.
Com ou sem histórias. Com ou sem História.

Dúvidas, medos, memórias. Tudo faz parte. Mas as dúvidas e os medos estão prestes a serem resolvidos. Ficam apenas as memórias.

E cada novo dia conta. Sempre.

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#day167

Belém. Relação de amor/ódio. Boas e más memórias. Bons e maus momentos.

Belém. Provavelmente a feira que mais me esgota. Emocionalmente mais do que fisicamente. Onde de todas as vezes juro a mim mesma que não volto. Mas acabo sempre por regressar mais cedo ou mais tarde. Para me esgotar. Para voltar a jurar que não regresso.

Dia estupidamente estranho este, de regresso depois de 3 meses e meio de ausência. Estupidamente dorido. E doído. E carregado de memórias menos boas num dia menos bom.

Dia dorido e doído, este. Em que me sinto minúscula, com necessidade de colo, sem vontade de falar. Sem vontade de ouvir. Sem vontade de sentir.

Mas, no meio de tudo isto, uma visita rápida e nova, pequena no tamanho mas enorme no coração e com gestos sem tamanho.

E isso, no meio do dia de hoje, valeu por tudo o resto e um not so happy day tornou-se um little bit happier.

{e são seis meses de algo que não se explica, seis meses depois de 42 dias que teimo em continuar a contar. Seis meses em que me interrogo se as memórias são apenas minhas. Se. Se. Se. Seis meses que são 184 dias que parecem ser 184 minutos.}10915337_10152795505098800_1076020490440392116_n (1)

#day166

“You had me at Hello”… ♥

A embalagem é uma graça {“Nice to sweet you”…”Is it me you’re looking for?” ♥ } e o interior delicioso.

Conheço pessoas assim também. E conheço também as que têm uma embalagem perfeita mas absolutamente sem conteúdo ou com um conteúdo sem um mínimo de qualidade.
Felizmente também conheço as outras, cuja embalagem deixa algo a desejar mas cujo conteúdo é perfeito, rico, doce, genuíno.

Não, não ligo às embalagens. Aprendi com o tempo. E aprendi também que quem dá mais importância à embalagem do que ao conteúdo tem, por norma, um interior muito pobrezinho.

Embalagens, para mim, só mesmo a dos chocolates Lindt ♥10269469_10152793304523800_7709078482170237110_n

#day165

Hoje troquei a minha Maria pelo “meu” Gaspar.
Há muitos anos que não namorávamos. Ou pelo menos ele comigo. Hoje voltámos aos mimos e ronrons ♥10945009_10152790585168800_3287796383970182853_n

#day163

24 horas depois de 94 dias.
Tranquila. Em paz. Comigo e com o Mundo.
Quando um não quer, dois não dançam. E castelos, daqueles com pontes, e árvores, daquelas com raízes fortes, não sem mantêm do ar.

Zangada? Teria muitos motivos para o estar. Não estou.
Triste porque os dias se ficaram pelos 94? Não. Na verdade contente porque foram 94.

Onde, de certa forma, cresci. No meio de um processo que é só meu. E aprendi. Ou recordei. Ou reafirmei. O que quero mas, mais importante, o que decididamente não quero.

Kooka no longer has a boyfriend. But Kooka is happy that way.

E à volta há outros castelos que se desmoronam e que me entristecem pela forma como vão abaixo quando o verniz parte e não suporta mais a máscara.

E outros há que se constroem que me deixam tão feliz por eles e pelo que se avizinha.

O Mundo é um lugar estranho? É. E é por isso mesmo que “isto” é uma aventura.

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#day162

Da bipolaridade dos dias:

– por um lado, a certeza que quanto mais o verniz estala mais a máscara se desfaz. O que {me} surpreende aqui foi a capacidade de se manter a máscara por tantos anos. Quase 9 anos é muito tempo. Caiu agora…e não me surpreende o que agora se vê;

– por outro lado, receber um telefonema com a confirmação que sim, existe bonança depois da pior das tempestades. E sim, estou muito feliz com essa bonança! E só isso me faz um dia estranho transformar-se num dia bom ♥10952106_10152782877718800_8356509249676564695_n

#day161

O que é que faz tudo valer a pena? Ele[s].

O que é que transforma um dia mau, que começou mal e foi piorando com o passar das horas, num dia menos mau?
Ele[s].

Não, nem sempre é fácil. Nada, mesmo. Mas depois há este Amor imenso, este Amor maior, que acalma e aconchega e rouba sorrisos.

Há dias maus. Que magoam. Que doem {ainda} bastante. E há, haverá sempre, injustiças. E há medos, dúvidas, angústias, inquietações, tantas e tão fortes.

Mas também há momentos tão bons, por muito curtos que sejam, que valem tanto a pena… ♥1508091_10152780878098800_5867916779919805437_n