Category Archives: {#11.2018}

{#318.48}

Tenho saudades de quem está perto. Faz sentido? Não devia fazer. A saudade devia sentir-se por quem está longe ou já não está de todo…

E tenho saudades de fazer planos. Eu, que digo sempre que deixei de fazer planos porque corre sempre mal. Mas tenho vontade de os fazer. Nem que seja planos a um prazo tão curto como de hoje para amanhã.

Mas matar as saudades e fazer planos não depende apenas de mim, por isso tento não pensar muito no assunto. Mas penso, claro. Talvez por me lembrar deste tempo há quatro anos em que acreditei que havia motivos para fazer planos.

Uma confusão, é o que vai cá dentro desta cabeça, é o que é. A ver vamos o que acontece. Porque estou receptiva a coisas boas a acontecerem, porque acho e sinto que também as mereço. Só a insegurança me faz tremer nas bases e talvez por isso não me mexa muito para que as coisas possam acontecer.

Tenho feito o que me é possível. Ou até permitido. Mas agora fico sossegada no meu canto. E enquanto isso vou tendo saudades e vou guardando a vontade de fazer planos.

E o que eu queria realmente é tão simples… Mas fico sossegada no meu canto.

Por agora.

{#317.49}

É-me cada vez mais difícil suportar tanta negatividade que me entra pelos ouvidos todos os dias durante horas a fio.

E é também por isso que sinto falta de pequenos nadas como um café e uma conversa despreocupada ao final do dia. Para limpar a cabeça e continuar a acreditar que existem coisas boas lá fora.

{#315.51}

Mais uma vez, é só chuva.

De resto, deixo-me ficar sossegada no meu canto. O que tiver que ser, será.

{#313.53}

Foi há 5 anos que deixou de acontecer só aos outros. Os outros passámos a ser nós…

Tanta coisa que aconteceu e no entanto está tudo na mesma. Na mesma não. É impossível estar na mesma. Mas parece que foi ontem, mesmo à distância de há 5 anos.

Como assim, 5 anos?

Ainda dói relembrar tudo. Mas também dói o que ficou depois de tudo.

E eu achava que este dia há 5 anos me tinha ensinado que não há tempo para perder Tempo. E ensinou, de facto. Mas tenho-me esquecido disso ultimamente e tenho deixado andar. Não posso. Porque 5 anos passam como se fossem 5 dias e eu ando aqui a queimar o que não tenho: Tempo.

5 anos. Ficou um vazio. De quem já não está e, também, de quem já não é quem era.

Não, não posso esquecer o que aprendi à força. À força do mal, da falta de Amor. É tudo Tempo. Contado ao segundo. E eu sinto que o meu se está a esgotar e eu sem o agarrar.

Não posso deixar esgotar o tempo que tenho. Que é pouco, para não dizer que é nenhum. Porque, lembro-me bem, o amanhã não está garantido.

5 anos. Foi há 5 minutos. Tanto tempo, Tempo nenhum.

E tanto que aconteceu nestes 5 anos e tanto que está na mesma no que se perdeu.

Chega. Não vou perder mais Tempo.

{#310.56}

Resisti durante algum tempo. Mas hoje dou o braço a torcer. Ou melhor, já dei o braço a torcer há muito tempo. Hoje reconheço a importância de ter deixado de resistir.

Pouco a pouco as coisas foram melhorando. Eu fui melhorando. E hoje cumpre-se mais um objetivo.

Volto ali daqui a 5 meses. Tempo mais do que suficiente para mudar tanta coisa, de preferência para melhor.

{#309.57}

Porquê complicar o que é simples?

O meu trabalho tira-me anos de vida. Pessoas de mal com a vida, de mal com o Mundo, que complicam o que é simples.

Tenho saudades de quando o meu trabalho envolvia tecidos e cores e o que ouvia das pessoas eram palavras gentis. Hoje já nada disso existe, já nada disso acontece. Mas, se pudesse escolher, não hesitava.

Tenho trabalho, sou grata por isso. Mas custa-me ouvir tanta gente de mal com tudo. Mesmo sabendo que não é nada comigo, não é nada pessoal, não sou eu a causa de tanto mal estar. Mas é o meu trabalho e não posso esquecer-me disso. Até quando saio triste por não entender tanto azedume. Tanta energia negativa. Tanta coisa má.

Já gostei mais do que faço. Hoje não sei dizer o que sinto em relação a isso. Só sei que não entendo.

Para quê complicar o que é simples…? Para quê tanto azedume? Para quê tudo isso?

{#308.58}

É só chuva. Nada mais. Também pode ser bom. Também pode ser bonito e confortável.

{#307.59}

Procuro calor… Não estou preparada para o Inverno. Ainda não.

{#306.60}

Continuo a tentar fazer acontecer, remediando a pequena partida que a vida me pregou. Ou tentando remediar. Mas continuo a tentar. E sai tudo ao contrário.

Se calhar é um sinal de que não vale a pena continuar a tentar, de que não vale a pena seguir por ali. Um sinal de que não é para ser.

Gostava tanto de estar errada quando penso que não é mesmo para ser. Mas a verdade é que tento. Continuo a tentar. E o resultado é sempre o mesmo: não dá.

Até quando é que vou continuar a tentar…? Até me doer, como sempre? Não pode ser.

Mas pelo menos tento. Vale de alguma coisa? Serve de algum consolo? Pelo menos tenho tentado. Mas não me serve de nada.

{#305.61}

E lá fora a vida vai passando e acontecendo… E chegamos a Novembro.