Category Archives: {#2020.Novembro}

{#312.55.2020}

Dia de ver o tempo passar. E, mais uma vez, nada acontece.

Amanhã vai ser melhor. E o tempo, mais uma vez, vai passar a correr sem trazer nada de novo.

{#311.56.2020}

Mais uma noite mal dormida. E novidades? Novidade será quando conseguir dormir uma noite inteira sem interrupções.

As manhãs de trabalho custam muito a passar com o sono. Especialmente quando passo essas horas sozinha. Eu na sala e a gata no quarto, fechada porque não me deixa trabalhar.

Hoje não há grande reflexão. Não há nada sobre o que reflectir. Porque, mais uma vez, foi um dia igual a todos os outros dias. Faz-me falta haver alguma coisa a acontecer, mas por outro lado ainda bem que nada acontece. Sou pessimista o suficiente para só esperar coisas más. Pessimista? Sim, se calhar é isso mesmo, embora acredite que coisas boas também acontecem. Mas estou demasiado habituada a surpresas menos boas.

Por falar em surpresas, já tenho saudades de receber um postal na caixa de correio. Desde o Verão que não recebo nada. Também não tenho pedido. Mas sinto a falta de abrir a caixa de correio e ter lá alguma coisa que não apenas contas para pagar.

Preciso tanto de uma noite tranquila e sem interrupções… Só assim consigo manter o ânimo para esperar coisas boas. Que não acontecem. Porque, nos tempos que correm, simplesmente nada acontece. Não pode acontecer. O distanciamento imposto não o permite.

Vai ser mais um fim de semana a ver o tempo passar. Sem nada a acontecer.

Vou dormir…estou cansada. Tenho sono. E nada mais vai acontecer por hoje. Amanhã? Amanhã logo se vê.

{#310.57.2020}

Mais um dia, menos um dia. Sozinha, grande parte do tempo. Custa-me estar sozinha, mesmo que esteja a trabalhar.

Mais um dia igual aos outros todos, para variar. Sem grande coisa para reflectir. Sem História e sem histórias.

E um pequeno nada que me aconchegou como aconchega sempre que surge. Uma simples pergunta que me disse tanto mesmo significando nada. Soube bem, pronto.

Por hoje chega. E amanhã é mais um dia que se prevê igual aos outros: sem História e sem histórias.

{#309.58.2020}

Dever de recolhimento domiciliário. E eu saio à rua ao final do dia. O trabalho hoje correu melhor, mas precisei de desligar o chip fora de casa.

Os números assustam. Claro que sim. E faço por não me colocar em risco desnecessário. Mas aqueles breves minutos fora de casa são necessários para manter um pouco a minha sanidade mental. Estar sempre em casa não é fácil e não é bom. E são já muitos meses sempre em casa…

A vontade já não é de sair de casa. Mas imponho-me essa rotina. Mesmo que os dias já estejam mais curtos e cada vez mais frios, pouco apetecíveis para sair.

As noites continuam curtas e mal dormidas. Interrompidas a meio do sono, por breves momentos, é certo, mas interrompidas ainda assim.

O lado positivo? Falta menos um dia para chegar a 15 dias de férias.

E as saudades…sempre as saudades. Quanto a isso, nada a fazer. É sentir e seguir como sempre, de cabeça erguida, como se nada se passasse.

Tudo normal, portanto. Já nem posso dizer que é só casa trabalho, trabalho casa, porque agora o trabalho é em casa. É só casa, ponto.

E eu estou cansada. Há tanto tempo que digo o mesmo, que estou cansada. E não gosto disso. Mas é o que é.

Amanhã logo vejo se saio ao final do dia. Sendo que a vontade de sair de casa é cada vez menor. Só uma coisa me faria querer sair. Mas não vai acontecer.

Será melhor. Todos os dias digo que amanhã será melhor. E é nisso que tenho que acreditar, para que de facto seja melhor. E vai ser.

{#308.59.2020}

Não tenho medo do trabalho, mas o volume das últimas semanas tem sido assustador. Como hoje em que tive que deixar para amanhã o equivalente a meio dia de trabalho. Amanhã vamos ver como corre.

De resto, já entrei em contagem decrescente para as férias. Que só chegam no final do mês, mas que vão chegar em menos de nada.

E por falar em nada…hoje um pouco mais que ontem. Mas ainda não chegou a ser um pequeno nada. E sinto falta desses pequenos nadas.

Devia deixar ir. Mas não posso. Porque mesmo não sendo nada, faz-me sentir bem. Dá-me algum alento em tempos tão duvidosos. Não me faz bem nenhum, mas ao mesmo tempo faz-me tão bem. É estúpido? É. E é ambíguo e por isso mesmo é estúpido. Mas há coisas que não se controlam. Simplesmente se sentem.

Como isto. E também isto vai melhorar. E, mais uma vez, amanhã vai ser melhor.

{#307.60.2020}

Nada.

Nada de nada.

Nem um pequeno nada.

Simplesmente nada.

E, por isso mesmo, sempre a ideia de que o problema sou eu. Gostava de estar enganada. Mas duvido que o esteja. Porque nada. Silêncio. E só silêncio…

{#306.61.2020}

Fazer diferente. Sair de casa de manhã, como há muito tempo não acontecia. Ir aqui e ali, voltar depois de almoço.

Tarde de ronha, preguiça e mantas.

No fundo, um dia não muito diferente dos outros. Domingo, claro. E só por isso diferente, ainda que todos os dias sejam sempre iguais.

Amanhã, regresso à rotina de trabalho sem sair de casa. Talvez saia ao final do dia para um café, como tem sido habitual. Logo se vê.

De resto, deixo-me ficar. Quieta no meu canto novamente, como vai acontecendo de tempos a tempos. Não posso estar sempre em busca de pequenos nadas, embora estes pequenos nadas me aconcheguem. Não posso porque não é justo para mim. E por isso, de vez em quando, deixo-me ficar quieta. E sossegada. No meu canto.

Mais uma vez, a vontade é de fazer acontecer. Mas não faço nada. Porque não há nada que possa fazer. It is what it is. E está tudo bem. Por isso, não mexo para não estragar.

Amanhã voltará a ser melhor. Por hoje, fecho o dia cansada. Foi longo. Mas não foi completamente mau. Foi apenas diferente.