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{#39.327.2021}

Dia 39 do ano 2021 e ainda me engano a escrever a data…

De regresso à rotina em mais uma segunda feira de trabalho. E agora, ao final do dia, uma nova preocupação. E, com ela, o medo.

Sim, tenho medo. Por dentro peço que não seja nada, por fora não demonstro muito. Mas o que trago comigo é preocupação. Seguida de perto pelo medo.

Vai correr tudo bem. Tem que correr tudo bem. Não pode ser de outra forma.

E amanhã será melhor e estará tudo bem…

{#38.328.2021}

Dia de ver o tempo passar, novamente. Mantas, sofá e televisão, com gata ao colo, em modo preguiça.

E lembrar-me de onde estava há dois anos a esta hora. Ainda à espera, claro, mas uma espera que valeu a pena. Porque estas esperas valem sempre a pena. Porque depois da espera veio o jantar num espaço onde gostava, um dia, de voltar. E depois do jantar, o passeio à beira do rio, a conversa, a partilha, o vinho quente, a descoberta.

E a confirmação que sou totó. E perto de algumas pessoas ainda sou. Muito totó. Mesmo depois de me expor.

Enfim. Não vale a pena lembrar dessa noite. Que foi bonita. E em que, mais uma vez, o meu gut feeling vibrou bem alto.

Quem sabe um dia, quando for possível o regresso a uma espécie de normalidade, esse jantar se repita. Ali ou noutro local. Com novos passeios, novas partilhas que ainda hoje existem, com novas descobertas.

Até lá, vou vendo o tempo passar porque não é possível muito mais que isso.

Hoje, mais um dia igual aos outros, a ver o tempo passar. Mantas, sofá e televisão, gata ao colo e muita preguiça. E saudades de quem não pode estar perto.

{#37.329.2021}

Dia de ver o tempo passar.

Sem mais.

Também são válidos estes dias assim, vazios. Ajudam a pôr as coisas em perspectiva e a valorizar os outros dias em que acontece alguma coisa.

No fundo, foi só mais um dia igual aos outros. Normal, portanto. Hoje sem pequenas partilhas ou pequenos nadas, mas tirando isso foi mais um dia normal.

Mas, ainda assim, não foi um dia mau. Como aliás não têm sido os últimos tempos. O tempo dos dias maus já vai longe e não deixa saudades. Mas ainda me lembro deles. E é importante não me esquecer. Porque os dias maus chegaram a ser muito maus e cheguei a acreditar que não iria conseguir superá-los.

Mas consegui. Com muita ajuda e muito trabalho, mas consegui. E também por isso hoje valorizo dias como o de hoje em que nada se passou. Porque prefiro dias de ver o tempo passar sem mais nada a acontecer do que aqueles dias de dor e sofrimento que tive porque a minha cabeça não parava de me levar a sítios onde não queria voltar.

Amanhã vai ser novamente a ver o tempo passar. Mas também amanhã vai ser um dia bom, igual aos outros.

Por isso, mantenho: dias de ver o tempo passar também são válidos. E podem ser tão bons.

{#36.330.2021}

Pequenas partilhas sabem tão bem.

E também sabe tão bem saber que sim, vale a pena ter pequenos gestos que se transformam em hábitos e que, sei agora com certeza, são bem recebidos.

E assim me roubam um sorriso. Um roubo do qual não me queixo e que até agradeço. Porque sorrir é bom e faz bem.

Se cheguei a ter dúvidas sobre esses meus gestos diários que se tornaram hábitos, se cheguei a achar que se calhar incomodam, hoje sei que não é assim. São gestos bem recebidos. E isso é tão importante e tão bom de saber.

Talvez um dia os deixe de parte. Mas não será para breve.

{#35.331.2021}

E tu, lembras-te onde estavas há um ano a esta hora?

Eu lembro-me. A esta hora ainda estava em casa, à espera do final de um jogo de futebol. À espera, como sempre. Começou a ser hábito, logo desde o primeiro dia. Mas nunca me queixei por essas esperas, ainda que algumas tenham sido ao frio, muito frio.

Há um ano esperava para poder ter a conversa prometida poucos dias antes. Conversa que era necessária e que foi muito bem vinda. Porque me aconchegou depois de me ter exposto. E que me garantiu que nada iria mudar. E, um ano depois, posso garantir que nada mudou.

Foi também nessa conversa que o meu gut feeling começou a dar sinais mais fortes de que as coisas ainda vão mudar. Para melhor, claro. Porque para pior já sabemos que não mudaram nem mudam. Logo nessa altura me dizia, quase num sussurro de alma, que iria demorar algum tempo até mudar. Nunca pensando que pouco tempo depois teríamos que nos fechar em casa e esquecer a presença física do outro… E só com essa proximidade é que é possível as coisas mudarem. Ou, pelo menos, avançarem nesse sentido.

Sinto, um ano depois, que realmente as coisas não mudaram para pior. Aliás, sei que não. Mas há dias em que quase parece que avançam. Devagarinho, porque não dá para ser de outra forma. Mas sim, quase parece que vão avançando. Só falta mesmo a proximidade, a presença física.

Já passou um ano e há uma pergunta que ficou por fazer. E que já não faz sentido ser feita. Mas há uma certeza que fica: é por ali o meu caminho. Ainda vai demorar, claro. Mas é por ali o meu caminho.

Sim, é por ali. E ali vou ser feliz. Ali onde, na realidade, já sou feliz. Só porque ali existe. E só isso já é tão bom. E sim, ainda tenho borboletas na barriga.

{#34.332.2021}

Sair da zona de conforto e tentar fazer o que nunca se fez. Tentar transmitir conhecimento que se foi acumulando. Não sei se transmiti alguma coisa, mas não desgostei do dia.

Amanhã repete. Volto a sair da zona de conforto.

Entretanto, bate a saudade. Todos os dias bate, mas há uns dias em que bate mais forte. Como hoje. E a vontade de repetir o que já disse e que continuo a trazer comigo é grande.

Não o vou fazer, claro. Pelo menos, não abertamente. Vou deixando passar a mensagem da mesma forma que o faço todos os dias desde o primeiro dia. E sei que a mensagem não só é recebida como é entendida. E aceite. E, acredito, é também bem vinda.

Um dia talvez deixe de fazer passar a mensagem. Mas será só quando já não me fizer sentido. Ou sentir. Até lá, mantenho aquilo que já se tornou um hábito e sem o qual já não me imagino.

É um bocadinho como vir aqui todos os dias escrever. Ganhei o hábito, já não me imagino sem vir aqui todos os dias antes de ir dormir, porque ainda me faz sentido e faz sentir.

Amanhã saio novamente da zona de conforto. Só para confirmar que a zona de conforto também é necessária, mas é importante sair dela de vez em quando. Não esquecendo dos hábitos que vou mantendo. Amanhã não será excepção, não esquecendo que ainda é hoje.

Boa noite. Será com certeza. E bom dia. Que é sempre bom também.

Até amanhã.

São pequenas coisas assim que sabem e fazem bem.

{#33.333.2021}

Começar o dia com mais um pequeno nada. E que é tanto.

Leio nas entrelinhas, embora não o devesse fazer. Porque pode nem haver entrelinhas para ler. Mas o meu gut feeling faz-me ler tudo. E faz-me sorrir. Porque cada vez mais me faz sentido que o meu gut feeling esteja correcto.

Soube bem. Sabe bem. Mas se calhar não é nada assim e não há mesmo mais nada para ler para além do que está escrito.

Era tudo tão mais simples e fácil se não fosse o distanciamento. Porque a distância pode trazer confusões e más interpretações. Mas mesmo antes do distanciamento já o meu gut feeling se fazia ouvir…

Enfim. É o que é. É o que for. É o que tiver de ser.

E de repente lembro-me da pergunta que não fiz há um ano. Tenho pena. De não ter perguntado. É uma resposta que não vou ter tão cedo. Porque sei, o meu gut feeling sabe, que um dia as coisas vão mudar. E nessa altura vou ter a resposta. Mesmo sem fazer a pergunta.

{#32.334.2021}

Nem sempre se consegue alcançar o outro lado. E hoje não consegui.

Mas nem por isso desisto. Há coisas que mantenho enquanto me fizerem sentido. Enquanto me fizerem sentir.

Amanhã será melhor. Como sempre. E amanhã conseguirei alcançar o outro lado. Ou até, quem sabe, ainda hoje. Simplesmente porque não desisto ao mínimo percalço.

Bom dia, como sempre.

Boa noite, também.