Category Archives: {#365plus1ReasonsToSmile #round08}

#day224 out of 365plus1 

A melhor das minhas noites é pior que o pior dos vossos dias… 

#day223 out of 365plus1 

O que fica do dia de hoje…? Fica que pode não haver “maneira certa”. Mas há sempre, SEMPRE, alternativas melhores. Mesmo que não sejam as mais fáceis. 

Há sempre alternativa na busca de soluções para um problema. Sempre. E sempre melhores.

#day222 out of 365plus1 

E depois há o Um e o Dois… 

#day221 out of 365plus1 

É tão demasiado fácil fazer deixar de doer… 

#day220 out of 365plus1 

Continua a dar-me gozo. Se calhar não tanto hoje como há um ano. Mas tantas outras coisas me dão menos gozo hoje que há um ano… 

Comecei a questionar. A ter dúvidas. Valerá a pena continuar? Especialmente com todas as limitações recentes, até que ponto valerá a pena insistir? Ou será persistir? Já não sei sequer. 

Sei, e magoa-me, que ao fim de 11 anos ainda há quem ache que é uma espécie de brincadeira, um passatempo. Que ir para a feira é pelo convívio e pouco mais. Há, ainda, quem não leve a sério o que faço. Ou não leve muito a sério, pelo menos. Há quem critique. Quem torça o nariz. Quem desvaloriza. Mas foi este caminho que escolhi para mim. E por isso quem critica este caminho critica-me a mim. Desvaloriza-me a mim. E, ao fim de todos estes anos em que lidei com essas atitudes sem lhes dar importância, hoje vacilei. E comecei a questionar. Tudo. O trabalho. A qualidade. A escolha. 

Não é um passatempo. Não é um emprego. Não pelo menos de horário fixo das 9h às 5h, com folga ao fim de semana, férias garantidas e ordenado com data de entrada na conta bancária. É um trabalho. Aquele que eu escolhi para pôr comida na mesa e pagar as contas que, como todos os outros, também tenho para pagar. Se já foi mais fácil? Sem dúvida. Mas não é isso que me faz vacilar. Se assim fosse já teria vacilado há alguns anos, no entanto mantive-me firme no meu caminho. 

Não hoje. Hoje não estou firme. Hoje duvido do valor do que faço. Da qualidade do que sai das minhas mãos. Mesmo que os clientes do fim de semana me mostrem o contrário. Duvido e questiono tudo. 

Existem várias limitações neste momento. Que eu quero, e preciso muito, ultrapassar. Mas quando desvalorizam o que faço, o caminho que escolhi, as limitações parecem-me, pela primeira vez, muito maiores. 

Continua a dar-me gozo. Continuam a nascer projectos no mundo das ideias todos os dias. Que adorava concretizar mas que vou juntando a todos os outros que há já muito tempo preenchem a gaveta de “um dia faço”. 

Já estive mais longe de desistir. Muito mais longe de desistir. Hoje, sinceramente, não sei se não o deva fazer… 

#day218 out of 365plus1 

A verdade é que sinto a tua falta… 

#day216 out of 365plus1 

Por vezes, basta alguém querer perder algumas horas noite dentro para nos ajudar a aterrar. 

Obrigada, Xi. 

💜

#day215 out of 365plus1

A minha cabeça é, neste momento, um lugar feio. Escuro. Muito pouco sossegado e nada silencioso.
Falta-lhe cor, mas não lhe falta som. Aliás, ruído. Ruído provocado pelo eco daquelas vozes que me acompanham. Que me gritam. Que me criticam. Que me gozam. Que me insultam. Que me acusam. Que me fazem duvidar de mim mesma para além de todos os outros. Vozes que me dão as respostas, certas ou erradas não importa, que a ausência, a distância e o silêncio não me dão.

São essas vozes que não me deixam, novamente, dormir. São essas vozes que me sussurram soluções para acalmar a dor. A dor que não é física mas é real. São essas vozes que me repetem que mereço essa dor, merecendo ou não. São elas que me guiam por caminhos que não quero mas que são tentadores. Novamente aqueles caminhos escuros, onde a voz, a minha voz, não quer sair. Aqueles caminhos sem saída fácil. E onde é tão fácil entrar e onde é tão confortável deixar-me ficar. Mesmo com o eco constante das vozes…

Escrever ajuda a acalmar as vozes. Ou, pelo menos, a reduzir o volume dos gritos, das críticas, das acusações.  E por isso escrevo. Ou tento continuar a escrever. Cada vez tenho menos vontade de escrever. Cada vez escrevo cenários mais negros. Doentios, se quiserem rotular assim o que escrevo.

Não escrevo para ser lida. Escrevo para exorcizar. Escrevo para me impedir de seguir os caminhos que as vozes na minha cabeça me indicam e que garantidamente me iriam acalmar a dor. Já ouvi estas vozes antes. Já ouvi estes conselhos antes. Já ouvi estas soluções. Não foi fácil resistir-lhes. Como não está a ser fácil agora. É tão mais fácil deixar-me ir, deixar-me levar por estas vozes.

Mas não quero. E por isso escrevo. Tento continuar a escrever. E tenho cada vez menos vontade de o fazer.

Há muito tempo que não dizia isto: não se preocupem se escrevo, seja mais ou menos bonito, mais ou menos colorido, ou pelo contrário mais ou menos dorido. Preocupem-se, sim, quando deixar de o fazer. Aí já terei desistido de manter à tona. Aí já terei optado por qualquer um dos caminhos que as vozes na minha cabeça me indicam. E é tão fácil deixar-me guiar por essas vozes…

image

#day214 out of 365plus1

Recuperar o foco.
Novamente um dia atrás do outro atrás do um dia. Todos os dias. Todo o tempo que for preciso.

Continuar a fazer de conta. Fazer de conta que os últimos dias não foram como foram, com a violência e intensidade que foram.

Vai passar. Dizem-me. Digo. Repito até à exaustão se for preciso. Talvez um dia seja real, talvez um dia seja verdade, talvez um dia passe. Por agora é fazer de conta que esqueço por um bocadinho e que estou focada no que interessa. Não estou. Mas faço de conta.

image