Category Archives: {#Set/2019}

{#252.114.2019}

Olhar em frente e olhar para cima. São esses os objectivos. Tudo para não olhar para trás. Não serve de nada olhar para o que já foi.

Vou olhando para cima e, por vezes, esqueço-me de olhar em frente. Onde as cores do final de mais um dia me dizem que amanhã também vai ser bom.

Têm sido dias serenos. Que se mantenham assim por muito tempo. Mesmo com aquela agitação de borboletas na barriga que andam meio perdidas na dúvida e na incerteza do silêncio. É uma agitação que não queria sentir mas que me lembra das borboletas que andavam esquecidas. Mas não adormecidas.

Olhar em frente. Acalmar a agitação. Manter-me como nos últimos tempos: à tona sem risco de me afogar.

Amanhã também vai ser um dia bom. Porque flutuo por aí até quando perco, por momentos de agitação, o pé.

Vai ser bom.

{#251.115.2019}

Mais um dia vazio de histórias. Mas esses dias também contam. Porque não fazem parte de dias maus. Esses, os dias maus, estão longe.

Prefiro dias vazios de histórias a dias maus. Embora também prefira ter histórias para encher os meus dias.

{#249.117.2019}

É tempo de decidir. Se continuo o caminho sem saber onde vai dar ou se sigo a alternativa cujo destino já conheço e não me apetece por aí além.

Não posso é continuar na dúvida e, agora, em silêncio.

{#248.118.2019}

É demasiado fácil cair no cinzento. Por isso procuro para mim todas as cores. Mas o cor de rosa é sempre a primeira a aparecer.

E está lá sempre. Em mim.

{#246.120.2019}

Às vezes tenho medo. De voltar a cair num buraco escuro. Dos dias maus. Dos dias vazios.

Tenho medo. E não estou livre do que me assusta.

Tenho medo de não ter força se voltar a cair. Foi um esforço enorme para chegar onde estou hoje, não sei se conseguiria repetir todo o processo.

E por isso tenho medo. De cair e não saber ter força. Que ainda hoje não sei onde encontrei mas que duvido que se repita.

É isso, tenho medo. E também tenho medo de ter medo. Porque, sei, é sinal que sim, é possível voltar a cair.

{#245.121.2019}

Às vezes sinto-me tão pequenina. Como quando passo a ponte e vejo o sol ainda lá em cima. Lembro-me que não é preciso muito para me fazerem sorrir. E é assim, com uma vista desafogada, que me recordo que somos todos tão pequeninos no meio de tanta grandeza que é tão simples.

{#244.122.2019}

Aproveitar cada bocadinho para fazer o que me faz bem. Como apanhar um pouco de sol ou simplesmente estar. Não interessa onde, apenas estar.

Preciso de me lembrar de mim mesma mais vezes. Mesmo que, ou especialmente quando, não apeteça sair de casa ou da zona de conforto.

Tenho que contrariar isto.

Hoje foi bom ter contrariado.