{#297.69.2019}

2 anos, já. Lembro-me como se tivesse sido ontem.

E as borboletas na barriga nunca mais se foram embora. Mesmo que o silêncio, por vezes, se faça presente.

{#296.70.2019}

Hoje, ontem, há dois dias. O silêncio…

Não gosto. Mereço mais.

Talvez se disser o que guardo comigo…

{#295.71.2019}

Aproveitar os últimos dias de pôr-do-sol na ponte no regresso a casa…

Os dias curtos estão a chegar e vão custar a passar.

{#294.72.2019}

Às vezes, como hoje, é preciso rumar por caminhos diferentes para chegar ao destino de sempre.

Se para voltar para casa hoje tive que optar por uma alternativa, para atingir o objectivo de deitar cá para fora o que trago comigo mantenho o percurso habitual. Voltei, no entanto, a dar o passo que não foi entendido. Desta vez fiquei na dúvida se foi entendido ou não. Irei esperar mais um pouco e eventualmente repetir esse passo mais uma vez. Mas, se o fizer, será a última vez no mesmo registo.

Depois? Não sei. Logo se vê. Por agora aguardo.

Novamente.

{#293.73.2019}

Olhar para trás? Só pelo espelho retrovisor. Por muito que a memória de calendário me diga que um Outubro me trouxe coisas que prefiro esquecer, eu opto por não olhar para trás. Já chega.

{#292.74.2019}

Já percebi o que me está a faltar aos sábados: as feiras.

Hoje foi dia de matar saudades, 3 anos depois.

Só é pena não se repetir tão cedo.

{#291.75.2019}

Às vezes basta abrir os olhos e olhar para o lado para ganhar o dia. Mesmo num dia cinzentão é possível.

Como hoje.

{#289.77.2019}

Com que linhas se percorrem os dias?

Descarrilar ainda pode ser tão fácil. Mas não o permito por não haver motivo para isso.

Vou seguindo os meus dias em busca de coisas boas. E em pequenas coisas, pequenos nadas, elas vão aparecendo. Nem que seja, apenas, uma paisagem ao final do dia.

{#287.79.2019}

Sair do trabalho às 18h, chegar a casa às 21h, ninguém merece. Dá tempo para pensar em muita coisa. No que se quer e, especialmente, no que não se quer.

Como hoje. Tive tempo para pensar em muita coisa, mas invariavelmente dei por mim a pensar sempre na mesma coisa. Em ti. E na vontade, carregada de medo obviamente, de te dizer tudo e assumir de uma vez o que guardo comigo.

3 horas para chegar a casa. 3 horas a pensar no mesmo. E sem ganhar coragem.

Também isto tem que mudar. Rapidamente.

Aguardo uma brecha numa agenda que não é minha. E aí vou ter que ter coragem. E aí, seja qual for o resultado, tudo vai mudar.

{#286.80.2019}

Mais um dia. Menos um dia. Domingo. Com sabor a nada.

Tal como os sábados, os meus domingos têm que mudar. Para melhor. Ganhar novos sabores.

Rapidamente.

{#285.81.2019}

Mais um sábado igual ao outros, sem nada a registar.

Não posso continuar com sábados assim. Preciso de uma actividade que faça a diferença e torne os meus sábados em algo melhor.

{#284.82.2019}

Cansam-me pessoas que, por muito que se esprema, não têm um mínimo de conteúdo.

Cansa-me a intolerância. Cansa-me a ignorância.

E tenho que lidar com isso todos os dias durante 8 horas seguidas.

Não admira que saia do trabalho com a cabeça cansada. E não é pelo trabalho em si.

Também por isto tenho saudades dos tempos das feiras. Era tudo muito mais fácil e simples.

{#283.83.2019}

Azul tem sido a cor dominante nos meus momentos lá fora. O cinzento está para breve, por isso agarro o azul com as duas mãos para não o deixar fugir.

Mesmo que me estejam a faltar tantas outras cores. E eu preciso, tanto, de cores.

{#282.84.2019}

A que velocidade correm os dias? Correm em excesso de velocidade, isso é certo. Mas cada dia que passa é mais um dia que conta. Por muito vazio que seja. Basta-me um “bom dia” pela manhã e uma “noite tranquila” ao fechar o dia para me sentir aconchegada. Se queria mais? Claro que sim. Mas já é bom o que tenho por agora.

Está na altura de repetir o passo que dei há dias e não foi entendido.

{#281.85.2019}

Devia dar mais ouvidos aos meus sonhos. Aqueles sonhos que me fazem acordar durante a noite, mesmo que incomodada. Dizem que os sonhos nos trazem mensagens. E o desta noite foi claro quanto à mensagem que me trouxe: voltar aos escuteiros nunca fez parte dos planos, mas se calhar hoje fazia sentido.

E foi também nesse sonho que percebi que passados 29 anos ainda há partidas que mexem cá dentro e que não estão resolvidas.

Mas foi também nesse sonho que senti que, se quiser voltar, não estarei sozinha. Já o sabia, claro. Mas desta vez soube-o de outra forma.

Era giro voltar. Iria fazer-me bem. Mas receio que não tenha a energia ou estaleca necessárias e não quero ser mais uma desilusão.

Enfim… Vou manter-me atenta aos sonhos e a outras mensagens que me tragam. Depois? Depois logo se vê.

{#280.86.2019}

“Stop and smell the roses” ou parar uns segundos para ver a luz do dia antes que esta se vá. Tenho-me esquecido de o fazer. Aliás, tenho-me esquecido de tanta coisa…de aproveitar as coisas pequeninas, as que enchem e que todas juntas fazem uma coisa grande. De parar para sentir. De parar para simplesmente ser e estar. Tenho-me esquecido de tudo isso. E depois fico admirada quando me dizem que já aconteceu tanta coisa. Na verdade, o tempo passou mas por aqui pouco aconteceu mais do que apenas trabalho. Tenho que mudar esse registo. Tenho que parar mais vezes para olhar para cima e ver que sim, é possível acontecer alguma coisa.

As coisas têm que mudar…não me canso de o repetir. Eu tenho que mudar. E fazer alguma coisa acontecer.

Rapidamente.

{#279.87.2019}

Tenho saudades dos tempos de feiras. Em que acordava a horas impróprias e muitas vezes cheguei ao jardim ainda de noite para lá ficar até ser noite novamente.

Tenho saudades desses tempos. Agora é tempo de sair de casa cedo e ver o dia só por uns minutos à hora de almoço. Mas tem que ser assim agora.

Faz-me falta, no entanto, o convívio e as cores. A criatividade. As pessoas. Tudo o que encontrava num dia de feira. Que não encontro num dia de escritório.

Ficam as memórias. Pode ser que um dia regresse para matar saudades.