Author Archives: Kooka

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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#207.159.2021}

Hoje voltou o Sol e o Verão. Mas com eles veio também o vento…

Manhã de praia, tarde de sofá. E uma saída depois de jantar para levar os miúdos à feira.

Foi um dia um pouco mais preenchido. Mas nem por isso mais produtivo. E é disso que estou a precisar: dias produtivos. Porque me fazem sentir útil. Logo, fazem-me sentir bem.

Amanhã o dia não deverá ser muito diferente. Mas tentarei que seja um pouco melhor. Tendo os meus sobrinhos por perto, é mais fácil ter um dia mais preenchido. Já só falta ter um dia mais produtivo.

A ver vamos, como corre amanhã. Será melhor, com certeza.

{#206.160.2021}

Domingo cinzento de Verão. Se tinha ideia de fazer deste dia algo mais animado, fiquei só mesmo pela ideia.

Dia absolutamente aborrecido. Como o Domingo deve ser de vez em quando. O problema é que tem sido Domingo todos os dias…

Espera-se que amanhã volte o Sol e o caminho para a praia. E que não volte a ser um Domingo aborrecido.

{#205.161.2021}

Sábado. Aquele dia parvo que começou demasiado cedo, depois de acordar várias vezes durante a noite. Consulta de manhã foi o ponto alto do dia.

Saí de casa ao final do dia, fomos espairecer, apanhar ar, esticar as pernas, arejar as ideias, ver as vistas.

Mas até lá foi um dia vazio. Sem acção. Nem reacção.

Esta noite regresso ao livro, que me acompanha à noite desde 4a feira e que me tem guiado nesta minha tentativa de perceber melhor a minha costela borderline.

Apesar do dia vazio, estou cansada. Muito cansada. Não entendo muito bem o porquê, talvez pela noite mal dormida. E o cansaço e as noites mal dormidas deixam-me mais sensível e propensa a pensar coisas que não fazem sentido.

Amanhã, domingo, pode ser que seja melhor. Veremos. A verdade é que estou muito cansada destes dias assim, vazios e sempre iguais.

Amanhã logo se vê.

{#204.162.2021}

Voltar a sair de casa à tarde, ainda que com pouca vontade de o fazer, ajudou a passar mais um dia sem ter muito tempo para pensar e sentir.

Especialmente depois de perceber que até fui considerada para um emprego, mas que afinal não pode ser meu porque as regras assim o ditam. O que é uma treta, mas ao mesmo tempo soube bem perceber que ainda é possível voltar à minha área.

Ter notícias. Só isso e perceber que a falta de tempo se mantém.

Enfim. Não foi um dia muito mau, foi só um dia igual aos outros e menos mau.

Amanhã será melhor. E vou poder falar com quem me ouve sobre a estupidez que têm sido os últimos dias.

Continua a leitura do livro do momento. Que, pelo assunto que aborda, não é uma leitura fácil porque me revejo em muita coisa. E não necessariamente coisas boas.

Enfim. Tem mesmo que ser um dia de cada vez. Mantendo sempre a postura de olhar para cima em busca de luzes que me guiem.

Vai correr bem. Um dia de cada vez, e vai correr tudo bem.

{#203.163.2021}

Um dia de cada vez, sempre.

E hoje foi um dia em que não tive muito tempo para pensar ou sentir. Ou seja, não foi um dia mau.

E lembrei-me que todos os dias se abrem oportunidades para ser sempre melhor. E hoje aproveitei essa oportunidade. Fiz de um dia igual aos outros algo melhor. Por não ter pensado nem sentido enquanto não estive em casa.

Claro que agora à noite me lembro de tudo aquilo que ignorei durante o dia. Mas faz parte. Nem seria eu se não fosse assim.

Volto a dedicar-me à leitura sobre borderline. Já aprendi que não se trata de uma perturbação de personalidade mas sim uma doença. E como doença que é pode ser tratada e até curada. Mas aqui fico com uma dúvida: se eu me curar, quem serei eu depois da cura? Mesmo antes dessa cura tenho dificuldade em saber exactamente quem sou. Sei o que sou. Mas não sei quem sou…Só sei que sou mais do que a condição borderline que carrego comigo.

Enfim…não quero pensar muito nisso para já. A seu tempo irei descobrir quem sou. E se essa cura chegar, será nessa altura que vou descobrir.

Custa-me, no entanto, estar a perder tanta coisa condicionada pelos comportamentos próprios dessa condição. E, ao estar a perder, não saber lidar com essa perda sem sofrimento.

Enfim…será mais uma oportunidade. Desta vez para crescer e ser melhor. Acredito que serei melhor. Um dia. Não sei quando. Nem sei como será nem como serei. Mas serei melhor.

Assim como amanhã. Amanhã também será melhor. Amanhã será mais uma oportunidade para ser e estar melhor.

Vai correr bem.

{#202.164.2021}

Dia de vacina. Segunda dose. Faço o meu papel, protejo-me a mim e aos outros.

Dia muito ocupado. Sem muito tempo para pensar ou sentir. Mas lembrando-me sempre que sou de sentir tudo. E estou a sentir, claro, mesmo quando não tenho muito tempo para isso. Mas de cada vez que paro, mesmo que por um minuto, lá vem tudo à flor da pele. E, sempre, o medo do abandono. Da rejeição. Esse está cá sempre presente e é ele que me tem perturbado nos últimos dias.

Mas amanhã será melhor. Vai ser novamente um dia ocupado. Ou, pelo menos, a tarde. Será o suficiente para tentar não pensar, não sentir.

Sim, amanhã será melhor. Por hoje dedico-me à leitura de um livro que não será de leitura fácil ou leve, mas que poderá ajudar-me a entender melhor isto que sou: borderline.

{#201.165.2021}

Tirei a tarde para tratar de mim. Pôr-me mais bonita. Para mim. Faz bem e, de vez em quando, também é preciso. Nem que seja para combater essa coisa da baixa auto-estima, tão típica da personalidade borderline.

Revisitei o que escrevi há uns anos sobre o suicídio e mantenho tudo o que disse na altura: a pele queima por dentro como se fosse irrigada por ácido e é urgente que páre de doer porque não se aguenta mais. E tantas vezes que o suicídio parece ser a única solução. Vezes demais.

Fui suicida. Ou fui identificada como tendo ideação suicida. Também uma característica borderline. Hoje não posso dizer que ainda o seja ou que tenha ideias de me magoar. Simplesmente porque a pele já não me queima por dentro.

Hoje não foi um dia mau. Mantive-me ocupada boa parte do dia. E tive ao jantar companhia de uma amizade que já dura há praticamente 20 anos. E isso é bom. Tanto a companhia como os 20 anos de amizade.

Hoje não foi um dia mau. Amanhã farei para que seja assim novamente, já sem companhia para jantar, sem tratar de mim, mas mantendo-me ocupada e mimando-me de outra forma.

Amanhã vai ser um dia bom.

{#200.166.2021}

Outono pela manhã em Julho. Mas, ao mesmo tempo, um bocadinho de Verão em pequenas coisas. Ou pequena coisa, no singular, de tão pequena que foi.

Se o dia foi melhor que ontem? Não sei. Sei só que não foi pior. Foi estranho. Foi curto. Passou demasiado depressa para um dia em que não se passou nada…

Segunda feira. Dia em que habitualmente se voltava à rotina de trabalho. Para mim hoje foi só mais um dia que até podia ser domingo que dificilmente daria pela diferença. Tenho saudades de poder refilar por ser segunda feira…

Enfim…amanhã tentarei ter um dia melhor. Ou, pelo menos, diferente. Entretanto, tentarei também não ir com o vento que me incomoda e baralha as ideias.

Volto a olhar para cima, mas a vontade, admito, é muitas vezes de voltar a pôr os olhos no chão e deixá-los ficar…mas não pode ser.

Julho está aí em pleno e as memórias também. Mas de forma mais tranquila que noutros anos. É bom sinal. É a confirmação de que realmente o tempo ajuda. Pode não curar, mas atenua tudo.

Só a minha costela borderline continua ao rubro. Mas não posso esperar, nem quero!, que seja quem for me trate com paninhos quentes por não saber o que fazer para lidar comigo. Por isso mantenho-me calada sobre o que me está a incomodar e a tornar os dias tão desconfortáveis.

Sim, amanhã farei com que o dia seja melhor. A manhã será diferente, isso já é garantido. O resto do dia vamos ver como vai ser.

Entretanto, forço o foco lá para cima. Olhar para cima, sempre.

{#199.167.2021}

Domingo. Aquele dia que não dá vontade de nada. Muito menos quando o vento lá fora não convida a ir à praia.

Ficamos em casa, então. A remoer em pensamentos menos bons, claro, quando o que mais preciso é de ocupar a cabeça com coisas que abafem esses pensamentos que não me largam.

Ser borderline também é isto. Fixar-me em pensamentos negativos e sentir todo o desconforto que esses pensamentos me trazem. Sentir sempre tudo à flor da pele. Não é bom. Preciso de ocupar o meu tempo com algo positivo. Não adianta a ideia de estar de férias, que não estou. Preciso de algo mais e melhor. E preciso de deixar de pensar – e sentir – no que me traz o desconforto que tenho sentido nos últimos dias. E já são tantos dias.

E ao que me causa esse desconforto neste momento só consigo encolher os ombros. Não resolve nada. Mas é só o que consigo fazer neste momento. Isso, claro, para evitar chorar. Não irei chorar. Mas vontade não me falta…

Amanhã pode ser que o dia seja melhor. Veremos. Por hoje só posso dizer que não foi melhor que ontem.

{#198.168.2021}

Borderline. Às vezes esqueço-me dessa minha característica. Esse traço da minha personalidade. Essa perturbação.

Mas esta semana tenho sentido em força algumas dessas características. E sei bem porquê. Só não sei como contornar e evitar o estado em que fico. Valem-me as consultas de sábado de manhã com o terapeuta fofinho que me ajuda sempre a tentar perceber o que fazer e, acima de tudo, o que não fazer.

Partida. É como me sinto. Como se me faltasse um pedaço que me é essencial. Mas, partida ou não, tenho que conseguir não ir ainda mais abaixo.

É urgente tomar uma posição, uma atitude. Para meu bem. Para evitar mais embates que me abalam desta forma, como me tem abalado esta semana…

Não é fácil sentir tudo à flor da pele. Tanto o bom como o menos bom. Mas é assim que sinto. Tudo. Sempre. Com a maior intensidade.

Amanhã será melhor. Tudo sentido intensamente na mesma porque não é possível desligar o que se sente. Mas amanhã será melhor. Ou talvez no dia seguinte…

{#197.169.2021}

Tempo de tirar um tempo para tratar de mim. Tenho que começar a fazer isso mais vezes.

Não vai mudar em nada a sensação que tenho de que sim, o problema sou eu. Está em mim de alguma forma. Mas mesmo que tratar de mim um bocadinho não mude nada, sabe bem. E faz bem.

Mas, lá está, não muda nada. O problema continuo a ser eu. Continua a estar em mim. E não há nada que eu possa fazer para mudar isso.

Resta-me não me deixar afundar nesta ideia. Não deixar que a minha perturbação de personalidade borderline volte a tomar conta de mim. Mas ela faz parte de mim. E eu ainda não sei lidar com esse diagnóstico. Sei apenas o que me faz sentir. E não é nada de bom.

Resta-me a Lua. Que está lá sempre, mesmo quando não se vê. E é à Lua que conto tudo e peço que me dê luzes sobre o que fazer para deixar de ser o problema.

{#196.170.2021}

Gosto muito deles. Mas sinto que não consigo acompanhá-los. Não tanto como gostaria, pelo menos.

…e isso faz-me pensar e questionar tanta coisa…

Amanhã será melhor. Amanhã tentarei estar à altura.

{#195.171.2021}

Só mais um dia igual aos outros. Nada de extraordinário aconteceu, para variar.

Uma pequena conversa que soube a pouco. Pois…sabe sempre quando se quer mais.

Enfim. Amanhã será um dia um bocadinho melhor. Tem que ser. E se não for, pelo menos que continue a ser azul.

{#194.172.2021}

Nada. Nada de nada. Foi de tal forma tão pouco que não chegou a ser nada.

E só posso concluir que o problema sou eu. É o único denominador comum…

Amanhã será melhor. E um dia desisto.

{#193.173.2021}

Perdida.

É como me sinto com o que trago comigo, o que guardo em mim e que todos os dias cresce e não devia.

Um dia desisto. Já esteve mais longe de acontecer. Porque não vale a pena insistir.

Mas tenho tanto a perder…tanto que ao mesmo tempo é tão pouco.

Sim. Um dia desisto. Só não é hoje porque…nem eu sei porquê.

Mas um dia. Um dia desisto. Parto para outra. Sigo em frente. Esses clichés todos.

Onde irei parar não sei. Nem sei se quero saber.

Um dia desisto. E a vontade é desistir já hoje. Mas não o faço hoje…mas um dia.

{#192.174.2021}

Final de dia na praia.

E sempre a fazer de conta que está tudo bem.

Sou perita em fazer de conta. E estou cansada disso. Um dia assumo o que não me faz bem e afasto-me. A muito custo. Mas um dia, quem sabe, assumo e sigo em frente. Sem saber onde esse em frente me levará.

Um dia. Mas ainda não é hoje.

{#191.175.2021}

Sábado. Que começou cedo, duas horas antes do despertador tocar. Porque sim, simplesmente.

Demasiado calor lá fora, faltou a coragem para levar os miúdos à praia. Iremos amanhã, sem falta.

De resto, nada. Apenas a ideia de abrir mão de vez do que trago cá dentro, que guardo comigo.

Quem sabe… Se calhar era o que me fazia melhor. Mas não sei se consigo. Prefiro ter pouco a não ter nada. Não sei ser de outra forma. Por isso vibro com os pequenos nadas. Mas até esses me estão a faltar.

Amanhã será melhor. Assim o espero. Por isso farei. Logo se vê como será. Por hoje já chega.

{#190.176.2021}

Custa-me ter dias sempre iguais.

Custa-me, também, guardar cá dentro o que carrego comigo e que, já tendo partilhado, não posso partilhar mais. Queria muito. Mas “é o que é”. E eu só tenho que aceitar isso e seguir em frente. Mas custa. Muito. Porque é algo bonito. E puro.

Um dia passa. Quem sabe quando os meus dias deixarem de ser sempre iguais. Sei que um dia passa. Sempre passou. Deixa uma espécie de vazio. Mas acaba por passar.

Penso muitas vezes como seria se não fosse como é. Dou por mim a sonhar acordada com o que não é possível. E sonho tantas vezes à noite também. E não pode ser. Nada disto pode ser. Porque não me faz bem.

Custa. Muito. Mas faço-me de forte. E volto a fazer de conta. Que não me afecta. Que não me toca. Que não dói.

Mas dói.

Um dia passa. Até lá vou encarando tudo como mais um obstáculo a ultrapassar. E se já ultrapassei tantos e alguns tão mais difíceis, também este será ultrapassado.

Um dia.

Mas não hoje.

Não ainda…

{#189.177.2021

Dizer o quê? Que foi mais um dia igual aos outros?

Claro. Porque foi isso mesmo.

Amanhã será melhor. Diferente será de certeza, porque esta noite acaba-se o sossego com a chegada dos meus Dois.

Portanto, vamos ver como vai ser.

{#188.178.2021}

Nada. Outra vez.

Mais um dia igual aos outros. Vazio. Sem História ou histórias. Nada.

Amanhã? Vamos ver como corre.