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Se perguntarem por mim, dir-vos-ei que não estou. Esta que vos fala é outra que não eu.

{#298.68.2021}

Casa é aquele sítio onde me sinto bem. E, talvez por isso, chamo casa a tantos sítios.

E esta semana quero voltar àquela casa que conheço tão pouco mas que desde sempre me disse alguma coisa em jeito de muita curiosidade sobre ela. Agora tenho algo que, de alguma forma, me liga a ela e é por isso que quero lá voltar. Será uma visita de passagem, apenas para jantar, mas será uma visita bem vinda.

Digo eu que vou até lá. Não sei, com toda a certeza ainda, que vou lá realmente. Mas a vontade é muita.

É vontade de voltar a casa. E eu gosto tanto de voltar a casa. Seja a minha casa de facto ou seja a algum daqueles sítios que chamo de casa.

Sim, quero muito lá ir. Espero agora pela resposta que me confirme que vou de facto. Mas, se não for, então que se confirme o jantar seja onde for. Porque também será em casa. Porque as minhas pessoas também me são casa.

{#297.69.2021}

Sair de casa um bocadinho todos os dias, mesmo quando não apetece. É importante pôr o corpo em movimento, mesmo quando custa. Especialmente quando custa. Como hoje.

Sair e tentar pôr as coisas em perspectiva. Não pensar muito. Simplesmente ir.

E não esquecer, nunca, de olhar para cima.

Hoje foi um dia sereno. Sossegado. De descanso. Dia de pôr o sono em dia, depois de mais uma noite interrompida. Mas quero mais. Preciso de mais. Procuro algo que me ocupe os dias livres. Porque esses dias livres, que também são necessários, não me sabem a nada. E eu preciso que os dias me saibam a alguma coisa para terem significado.

Falarei com quem tenho que falar em breve. E, depois disso, decido algo que está quase decidido. Mas que preciso de esclarecer antes de dizer “Presente!”.

Preciso tanto de dar significado ao meu tempo livre…

E sei que, avançando, vou sair mais de casa, vou alargar a rede, vou fazer mais por mim.

E tudo isso me vai fazer bem. E mal posso esperar…

{#296.70.2021}

Um dia, a cadeira da frente vai deixar de estar vazia. E aí tudo vai fazer sentido.

Por enquanto, a cadeira mantém-se vazia. Mas não faz mal. Tudo pode mudar de um momento para o outro.

{#295.71.2021}

Sexta feira e eu cansada. Muito. Mas sossegada.

Amanhã é dia de não fazer nada para além da consulta habitual com o terapeuta fofinho. Mas sei que os meus sábados podiam ser mais ocupados, preenchidos com algo que não duvido que ia gostar. Já esteve mais longe de acontecer. Falta conversar sobre isso com quem me desafiou há uns tempos e perceber a receptividade e possibilidade de se concretizar.

Sei que, a concretizar-se, muita coisa teria que mudar. Mas também sei que seria (será…?) para melhor.

Resta saber quando será possível essa conversa. Uma espécie de silêncio caiu sobre uma eventual data. E desse silêncio não gosto. Espero que seja apenas momentâneo.

Agora é hora de recolher e descansar. Amanhã, dia de não fazer nada, também será para descansar e tentar não pensar no silêncio. A resposta há-de chegar.

{#294.72.2021}

Cansada, como sempre. Um cansaço constante de quem dorme mal e acorda muito cedo.

O dia lá fora acordou cinzento. Mas cá dentro voltei a sentir-me aconchegada. Porque, mais uma vez, houve retorno do outro lado. E isso sabe-me tão bem.

São pequenos nadas, eu sei. Podem não querer dizer nada. Mas são pequeninas coisas que duram há tempo suficiente para acreditar que há ali qualquer coisa. 4 anos de pequenos nadas. E desde o primeiro dia que há, de facto, qualquer coisa. Que, se calhar, ainda tem que ser descoberta, entendida e aceite. Mas sim, é desde o primeiro dia. Dia que me lembro tão bem como se fosse hoje.

Lembro-me da primeira mensagem que chegou. E da resposta que dei. E cheguei a pensar que, pela mensagem, não iria valer a pena. Mas resolvi dar uma segunda oportunidade horas mais tarde. E ainda bem que dei. Hoje, quatro anos depois, continuo a não me arrepender. E tenho a certeza que foi a melhor coisa que me aconteceu em muitos anos.

Desde o primeiro dia que me sinto aconchegada. E sei, também desde o início, que não sou a única a sentir-me bem.

É o que é. Seja lá o que for. E as borboletas na barriga continuam, acompanhadas de perto por aquele gut feeling de sempre.

Sim, o dia pode começar cinzento lá fora, mas enquanto houver retorno do outro lado vai ser um bom dia.

{#293.73.2021}

Cada vez amanhece mais tarde. Cada dia anoitece mais cedo. É o ciclo das estações, o Inverno que se aproxima.

Cada vez vejo menos a luz do dia. E já lhe sinto a falta. Mas não me esqueço que é melhor assim, é bom sinal.

Muito cansada, sempre. Mas sempre bem disposta também. Gosto do que faço, mas não me posso esquecer que estou a falhar em alguns pontos. E não posso. É preciso atinar de vez com o que está a correr menos bem.

De resto, do outro lado continua o retorno positivo. Todos os dias esse retorno existe, mesmo que por vezes possa surgir o silêncio momentâneo. Que rapidamente é quebrado e regressa a normalidade. E assim corre há 4 anos que parecem 4 dias.

Amanhã será outro dia bom. Basta querer. Mesmo muito cansada. Mesmo a sair de casa de madrugada e a chegar já de noite. O dia será bom. Também porque o outro lado está lá, como estará ainda hoje.

Sim, a vida pode ser tão simples. Basta não querermos complicar.

{#292.74.2021}

O silêncio foi quebrado. Ainda ontem, como previsto. E soube bem, especialmente pela hora tardia. É sinal que qualquer hora é boa.

Fiquei contente, claro que sim. Sabia que o silêncio seria quebrado, não pensei que pudesse ser à hora que foi. Mas parece que não é só a mim que faz sentido terminar assim o dia. E gosto de perceber isso.

Entretanto, lancei o repto de um eventual regresso a algo que já foi o meu mundo, ainda que de forma mais ligeira e mais simples na altura do que seria hoje, porque a idade é outra e as responsabilidades também. E pareceu-me que foi um repto bem recebido. Falta agora conversarmos sobre isso. Pôr as cartas na mesa, abrir o jogo. Expor dúvidas e receios. Ser clara e objectiva. E ouvir o que o outro lado tem para me dizer. E decidir se avanço ou não. Sei que me faria muito bem. E seria uma boa forma de me fazer sentir útil.

Não foi um mau dia, este. Saí de casa novamente ainda de noite, regressei já a noite se fazia presente novamente. Cansada fisicamente, depois de mais uma noite interrompida. Mas de bem com o dia.

Amanhã será bom novamente. Agora é hora de tentar descansar e voltar a repetir o ritual de todas as noites. Sendo que hoje a data é especial para quem está do outro lado das minhas mensagens de boa noite.

{#291.75.2021}

O silêncio dói. E volta e meia tenho que lidar com ele. Como agora. Sei que não deverá durar muito, mas ainda assim…

Foco-me no resto: no trabalho, nas cores do dia. Tento não ouvir o silêncio. Porque sei que ele fala e sei, também, o que diz.

Amanhã será melhor. Não será dia de silêncio porque a data assim o dita. E, se calhar, talvez ainda hoje se quebre esse silêncio.

Faz parte, eu sei. Mas nem por isso me é mais fácil de aceitar e saber lidar. A minha insegurança faz-se sentir na presença desse silêncio. E permite que o silêncio me doa.

Não posso permitir que o silêncio, que também faz parte, me incomode tanto.

Amanhã, mais uma vez, será melhor. Por hoje, aposto mais uma vez no ritual de lo habitual. E logo se vê.

{#290.76.2021}

Como previsto, o dia de hoje não foi muito diferente do dia de ontem. Sofá, televisão e manta, depois de acordar tarde por causa de mais uma noite interrompida. Só mais uma, portanto. Nada de novo.

Mas é bom ter estes dias assim. E é importante também poder distinguir os dias. É sinal que não são todos iguais. E isso é bom.

Amanhã começa mais um ciclo semanal. E vai ter que correr bem, apesar das mudanças que já ocorreram na sexta feira. E ainda há pontos que é preciso melhorar, outros há que é preciso afinar. Mas vai correr bem.

Vai ter que correr bem. Não pode mesmo ser de outra forma. Por isso, recolho-me e aponto para mais uma semana bem passada.

Amanhã vai ser bom. E vou poder voltar a ver as cores do dia.

{#289.77.2021}

Dia de recuperação da semana. Sofá, televisão e manta. Mas a televisão apenas serviu de adereço, nem olhei para ela.

Dia de recolher, portanto. Amanhã? Logo se vê. Mas não deverá ser muito diferente.

{#288.78.2021}

Semana que se encerra, corpo muito cansado, mente satisfeita.

Aguardo resposta para o jantar. Vai acontecer, só resta saber quando, mas não deverá demorar muito. Até lá faço o que faço sempre: espero. E mantenho o ritual das manhãs e das noites, simplesmente porque me faz sentido. Continua a fazer, tanto tempo depois.

Dizem-me que me sentem menos expectante. Não sei se será assim ou se simplesmente aprendi a gerir as expectativas de outra forma. Porque elas continuam a existir. E eu continuo a esperar.

Sempre fui assim, desde sempre. Espero e nem sempre essa espera me trouxe algo de bom, mas não desisto de esperar. Porque sei que de alguma forma essa espera me traz alguma coisa. E novamente as borboletas na barriga, acompanhadas por um gut feeling novamente presente, me dizem que sim, vale a pena esperar.

A semana termina comigo muito cansada. Mas tranquila na minha espera. Amanhã? Posso vir a não acompanhar as cores do final de dia, mas sei que mesmo assim vai valer a pena.

{#287.79.2021}

Aventuras na viagem de regresso a casa já tive muitas. Hoje foi só mais uma.

Mas do dia inteiro guardo os momentos bonitos. E a vontade que há, não só da minha parte, em fazer algo acontecer. Ainda não está nada confirmado, mas as borboletas na barriga já deram sinal. Afinal ainda existem, ainda se fazem sentir. E o gut feeling voltou, depois de algum tempo adormecido.

E isso é tão bom. E faz-me sentir bem. E neste momento é só isso que importa.

Amanhã? Logo se vê o que o dia me traz. Mas vai ser, novamente, nos momentos bonitos que me vou focar.

{#286.80.2021}

Dou por mim, tantas vezes, a pensar que devia fazer mais com o meu tempo. Com a minha vida. E não só penso nisso como tenho vontade.

Fazer o quê, ao certo, não sei. Tenho vontade de voltar a um mundo que também já foi meu, mas não avanço com medo. De falhar, de não estar à altura. Mas, acima de tudo, de não conseguir corresponder na totalidade.

Porque é quarta feira e eu já estou muito cansada. Como seria comprometer-me com um sábado à tarde e reuniões durante a semana, à noite, se ando sempre cansada?

Não avanço precisamente por acreditar que não conseguiria corresponder. E não quero ser uma desilusão, especialmente porque iria afectar uma pessoa directamente que não quero desiludir de modo nenhum.

Mas a vontade é grande. Ainda não lhe disse nada, claro. Nem sei se alguma vez o direi. Mas voltar a um mundo que já foi o meu e que eu sempre gostei é algo que me faz sentido. E faria a diferença nos meus dias. Seria algo que iria fazer com que o meu tempo fosse bem aproveitado.

Sei, por outro lado, que a minha presença poderia ser positiva. Claro que sim. Porque não? Mas a dúvida, a insegurança, o medo de desiludir, continuam a falar mais alto.

Pode ser que a vontade passe. Mas enquanto não passa só me apetece ir em frente.

Enquanto não vou, sigo o meu caminho. Que podia ser muito mais interessante. Se eu não estivesse tão acomodada a uma vida praticamente sem sentido.

Vou ter que pensar muito bem nisto…já que todos os dias a vontade cresce mais um bocadinho.

{#285.81.2021}

Terça feira. Sempre a olhar para cima. A chegar mais tarde do que o habitual, mas sempre a saborear os últimos momentos de luz do dia. Assim como de manhã me despeço da noite e acolho o dia, o inverso acontece ao final do dia. E hoje foi o pleno.

Sabem bem estes momentos. Que eu gostava de partilhar ao vivo com quem guardo em mim. Assim como outros pequenos momentos, pormenores e detalhes dos dias que correm.

Não podendo partilhar com quem queria como queria, vou partilhando com quem me quiser acompanhar nas redes. Não é a mesma coisa? Pois não. Mas sabe bem na mesma.

Agora preparo-me para o meio da semana. Aquele dia que não é sim nem não. E ainda não cheguei lá e já estou tão cansada.

O resto da semana vai correr bem.

{#283.83.2021}

A vida é mesmo um tirinho. E é só o que consigo dizer.

Sei que devia aproveitar melhor este tempo. Mas não o faço por não saber melhor como fazê-lo.

É uma merda…

Vou saboreando pequenos momentos. E juntando pequenos nadas acreditando que, sendo muitos nadas, significam alguma coisa.

Não sei o que significam. Se calhar não significam mesmo nada. Mas é o que é.

E assim vou passando os dias. Até que um dia será o último…

{#282.84.2021}

Sábado, dia dedicado a não fazer nada. Também mereço e também preciso.

De lá longe, terminou o Caminho que não é meu. Terá corrido bem. Chegou-se ao destino na data prevista.

Aqui não há Caminho. Mas nem por isso deixo de agradecer.

Não tinha vontade de sair de casa hoje. Não tinha vontade de me mexer muito. Mas o dia de céu azul à minha janela fez-me sair. Por pouco tempo, só mesmo para um café já ao fim da tarde. Mexi-me pouco, mas saí de casa e, mais uma vez, olhei para cima.

Não era aqui que me apetecia estar. Era lá longe. Para recepção de quem foi num Caminho. Ou mesmo aqui perto, amanhã, para essa mesma recepção e para recuperação de quem foi e está a voltar.

Nada disso vai acontecer, claro. Nem hoje nem amanhã. Nem a recuperação como eu gostaria. Mas fica a vontade. Ou o sonho, quem sabe. Porque continuo a sonhar acordada com algo que não vai acontecer nunca. Não sei até que ponto isso me faz bem ou mal, só sei que me sinto bem assim, apesar de tudo.

Seja o que for que venha daí, continuarei a olhar para cima. Porque não vale a pena ser de outra forma e porque nestes quatro anos ganhei mais do que perdi.

Amanhã será outro dia dedicado a não fazer nada. E com vontade de fazer acontecer, de fazer tanto, de fazer tudo.

Por hoje o dia termina com isto: sei que dou, todos os dias, o melhor de mim. E hoje, apesar de tudo, não foi excepção.

Olhar para cima? Sempre. E amanhã novamente.

{#281.85.2021}

Hoje o dia começou ainda mais cedo do que o habitual, era preciso fugir ao trânsito e chegar a horas ao destino que não o meu. Custou a começar, mas eu gosto mesmo muito do nascer do dia.

A meio da tarde, notícias de um Caminho de lá longe. É bom saber que está tudo bem, mas é melhor ainda saber que há tempo para mim. Não é preciso muito para me roubarem um sorriso e estes pequenos gestos conseguem-no.

Regresso a casa à hora de sempre. Cansada, claro, depois de mais uma semana de trabalho. Parar para beber as cores do final de dia. E ser surpreendida por uma Lua em modo crescente que, de tão pequena, quase pensei que não seria ela.

Foi um dia de pequenos sorrisos. Ou pequenas coisas que geraram sorrisos. Sim, foi isso: pequenas coisas que geraram sorrisos. E isso sabe tão bem. E sabe ainda melhor parar para sentir esses sorrisos. E saborear. Simplesmente saborear. Porque são coisas pequenas mas que todas juntas se transformam em algo maior.

Sim, sou uma sortuda por ter estas pequenas coisas. Que fazem sorrir. E fazem acreditar que não pode ser tudo mau.

Amanhã, sábado, vai ser bom novamente. E vai servir para descansar e recuperar quando a vontade é ajudar numa recuperação física de um Caminho de lá longe. Claro que se fica pela vontade. Mas que ela é real não posso negar.

Fica o sorriso. E isso é, talvez, o mais importante.

{#280.86.2021}

Bebo das cores do céu de manhã cedo quando o dia acorda. Bebo das cores do céu ao fim do dia quando este se despede. Registo aqui e ali a luz que me vai acompanhando. E respiro fundo. Porque são as cores do dia que me fazem querer sempre um pouco mais. De cor. De luz. De tudo um pouco.

Custa estar tão habituada a outra pessoa e incluí-la em pequenos rituais do dia-a-dia e de repente não tê-la lá. É temporário, eu sei! E ainda bem que é só temporário. Mas custa na mesma. Somos seres de hábitos. E há um “Bom dia” e um “Boa noite” que me estão a faltar… Não o digo, mas também não o nego. Fico sossegada no meu canto até que regresse a normalidade dos rituais. Ou então não, não espero mais e digo “Presente”. Sim, é isso que vai acontecer. Porque não fazê-lo não me iria fazer bem.

Dizem-me que me acham já menos expectante. Mas estarei mesmo? Nem eu sei…só sei que o que trago comigo, em mim, é puro. E bom. Tão bom. Bom demais para não ser partilhado.

É. É das cores do céu que eu bebo. E das várias luzes do dia. Mas é o que trago comigo e em mim que quero partilhar.

Quem sabe um dia?

{#279.87.2021}

O dia não correu mal. Voltei a sair mais tarde do trabalho, sem stress. Cheguei a casa tarde, claro, mas mais uma vez digo: sem stress.

O stress começou já em casa…não estou a gostar dos sinais que o meu corpo me está a dar. Pode ser apenas reflexo do fim de semana e do feriado com muitas horas deitada e ainda de mais uma noite muito mal dormida por ter sido interrompida demasiadas vezes.

Quero acreditar que é só isso. Mas sinto-me assustada. Claro que sim. Faço por não dizer muita coisa, por não verbalizar. Mas não escondo que estou assustada.

Amanhã se vê. E será melhor. Nem que esta noite eu tenha que me reconstruir por dentro para não ceder ao medo.